Imprimir
Categoria: Economia
Visualizações: 955

A Hidroeléctrica de Cahora-Bassa (HCB) projecta produzir este ano 13.471,686 MWh de energia para abastecer seus clientes em Moçambique, África do Sul e Zimbabwe.

A cifra deste ano está abaixo do nível alcançado no ano passado, quando a empresa gerou 13.778.414 MWh.

Um comunicado do Conselho de Administração da HCB distribuído há dias detalha que a produção alcançada no ano passado representa 75,7 por cento da capacidade instalada e é 11,53 por cento abaixo da produção de 2016.

Nos últimos anos, a produção de energia em Cahora Bassa tem sido substancialmente condicionada pelos desafios impostos pela situação hidrológica adversa que tem afectado a região do alto e médio Zambeze.

“Esta situação de seca, evento extremo com um período de retorno de 25 anos, que tem afectado a região fez com que o ano de 2017 iniciasse com um nível de armazenamento historicamente baixo, pois a cota se situava a 312.22 metros, cerca de 8 metros abaixo do normal”, lê-se no comunicado da HCB.

Acrescenta que, por esse motivo, a gestão da Albufeira tem sido criteriosa, procurando um compromisso entre níveis de geração e a necessidade de recuperação dos níveis normais de armazenamento, que resultou num aumento da cota para 317,69 metros no início do ano de 2018, situação melhor que a do ano passado mas, ainda assim, cerca de três metros abaixo do nível desejável.

A projecção de produção para este ano tem em conta o início da implementação do novo plano estratégico 2018-2022, que assenta em cinco eixos estratégicos, nomeadamente eficiência operacional; negócios, mercados e clientes; gestão corporativa, risco e accountability; desenvolvimento do capital humano; e rentabilidade.

Nesse contexto, será continuada a implementação do CAPEX Vital, um plano de investimento plurianual orçado em cerca de 500 milhões de Euros, a executar ao longo dos próximos 10 anos.

Trata-se de um instrumento elaborado com base numa avaliação de risco operacional e compreende um conjunto de projectos em áreas críticas do negócio, cujo objectivo é o aumento da capacidade de fornecimento de energia fiável e sustentável, a um custo competitivo nos mercados nacional e regional.

No que diz respeito à expansão de capacidades produtivas, prosseguirá a exploração de outras oportunidades de negócio, tendo sempre presente a gestão do risco hidrológico e da sustentabilidade da empresa e do sector energético nacional, inserido na região.