Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Os níveis de produção da Bananalândia, empresa produtora de banana em Moçambique, reduziram para cerca de metade devido à falta de água para a irrigação dos campos, que se faz sentir desde Dezembro de 2016, altura em que as autoridades decidiram restringir o consumo do precioso líquido.

O director de produção da empresa, Manuel Maluana, diz que desde a tomada desta medida, que restringiu o consumo de água apenas às necessidades humanas, os índices de produção caíram para menos de 50 por cento e a qualidade da banana também sofreu uma queda acentuada.
Como exemplo, Maluana cita o caso da banana do tipo XL, que a empresa se viu forçada a deixar de produzir.

Referiu que, se houvesse concorrentes mais fortes, a sua empresa teria dificuldades de competir no mercado em pé de igualdade.

Como se pode depreender, segundo Maluana, a falta de água compromete a quantidade e qualidade, tendo o peso por cacho de banana reduzido de uma média de 60 quilogramas para cerca de 50.

“Nós produzíamos uma média de 10 camiões de 30 toneladas por semana de banana para exportação, mas caímos para a metade. Antes, o grupo de sete unidades de produção da empresa distribuía no mercado interno 50 toneladas de banana por dia, mas agora distribui apenas 25 toneladas”, disse Maluana.

Assim, as exportações para os mercados do Botswana, África do Sul e Swazilândia, segundo o director de produção, estão actualmente na ordem de 1200 toneladas mensais e a demanda interna é de 1500 toneladas mensais.

A fonte destacou que, pela falta de água para irrigação, todos os projectos de expansão da produção continuam em banho-maria. Explicou que sem água nada se pode fazer.
A Bananalândia tinha em manga alargar as suas exportações para o Médio Oriente e expandir a produção para o distrito da Moamba e para o posto administrativo de Goba, na Namaacha.
“Não há nenhum projecto em perspectiva que aponte que a empresa opte pelo uso de outras fontes alternativas, como furos, para minimizar o problema, senão esperar pela irrigação natural através da água das chuvas”, explicou Maluana.

Até ao momento, segundo Maluana, a empresa não realizou nenhum estudo para examinar a possibilidade de aproveitamento de águas subterrâneas.

A produção actual está longe de ser a ideal, mas mantém a empresa em funcionamento, garante o pagamento de salários aos colaboradores, compra os meios de produção e fertilizantes.
“Temos de esperar que haja mais precipitação para melhorar os índices de produção, porque a irrigação, neste momento, depende do rio Umbelúzi, e o enchimento da Barragem dos Pequenos Libombos depende das chuvas a montante”, sublinhou.

 

(AIM)

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