Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O PROJECTO-PILOTO de introdução das línguas moçambicanas nas escolas de condução no país está dependente do aval do Instituto Nacional dos Transportes Terrestres (INATTER).

Neste momento, as entidades envolvidas no processo finalizam os aspectos técnicos para o seu arranque. Trata-se da Escola de Condução Pontifícia Académica, proponente da iniciativa; a Universidade Pedagógica (UP), suporte científico para a sua materialização; e o INATTER, regulador estatal.

Segundo Hermínio Chissico, proprietário da Escola de Condução Pontifícia Académica, o regulador trabalha em questões legais, o que culminará com a adopção de instrumentos que darão suporte vinculativo ao projecto-piloto.

Acrescentou que é intenção das partes que sejam certificados condutores de veículos automóveis em línguas moçambicanas. Chissico disse tratar-se de introduzir a modalidade bilingue na aprendizagem e certificação em condução de veículos automóveis, bem como formar, em línguas locais, instrutores de condução, dando-lhes ferramentas técnicas e competências psico-pedagógicas para replicar este tipo de ensino.

A implementação do projecto-piloto servirá de campo de observação, com vista ao aperfeiçoamento de todos os aspectos atinentes ao ensino e aprendizagem em condução de automóveis nas línguas nacionais.

O projecto decorrerá nas três regiões do país, nomeadamente na cidade e província de Maputo (sul), cidade da Beira (centro) e cidade de Nampula (norte). Na região sul, a língua local será o Xichangana (Tsonga), considerando que o número de falantes da mesma é de cerca de 1.150.000 pessoas nas províncias de Gaza e Maputo e com algumas semelhanças de natureza semântica com o xitswa, falada na província de Inhambane.

No centro, serão usadas as línguas Cisena e Cindau, com um número de falantes de cerca de 1.100.000, nas províncias de Sofala, Manica, Zambézia e Tete. Na região norte será adoptado o Emakhwa,que possui cerca de 3.500.000 falantes, em Nampula, Cabo Delgado, Niassa e Zambézia.

Neste momento, segundo Hermínio Chissico, todo o material didáctico que será utilizado na formação de condutores, incluindo o Código da Estrada, já está traduzido do português para o Xichangana (Tsonga). O projecto-piloto terá a duração de cinco anos.

Segundo a fonte, está prevista para finais deste mês e princípios de Junho a realização de um seminário de divulgação da iniciativa e dos fundamentos da introdução das línguas moçambicanas na aprendizagem de condução automóvel no país. Além das entidades envolvidas, o evento contará com a participação de representantes do sector público e privado.

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