Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

AS OBRAS de reabilitação do Palácio dos Casamentos, na cidade da Beira, deverão arrancar ainda este ano depois da adjudicação directa da empreitada.

O director da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos nesta província, José Jocene, que garantiu ontem a informação à nossa reportagem na Beira, acrescentou que tal acontece depois do lançamento de um concurso público em que dos três concorrentes nenhum ficou aprovado.

Trata-se, conforme sublinhou, de um trabalho levado a cabo por um júri formado por dois engenheiros do sector das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos e um técnico da Direcção de Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos em Sofala.

Com efeito, Jocene precisou que o prazo das obras em alusão vai depender dos trabalhos de consultoria, realçando que o desejo é que sejam concluídas ainda neste mandato do governo, tendo se escusado em prometer período fixo para a concretização do projecto.

Contudo, a nossa fonte indicou que a recuperação do emblemático imóvel agora em ruínas é de todo o interesse das autoridades administrativas provinciais e centrais que se vai esmerar na concretização desta intenção o mais cedo possível.

Por isso, o director da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos em Sofala, revelou que o Cofre Geral do Registo e Notariado já injectou parte do valor da obra na ordem de seis milhões de meticais para trabalhos de consultoria e reabilitação do edifício.

Ele garantiu também que o Cofre Geral do Registo e Notariado estará disponível a desembolsar outros fundos para a execução total da obra. Concluído o empreendimento, estarão criadas as condições para a celebração de casamentos em melhores condições.

Neste momento, as alternativas têm sido as salas das Conservatórias da Manga, Munhava e da zona baixa e o próprio edifício da Direcção Provincial de Justiça.

O Palácio dos Casamentos foi abandonado há longos anos estando a ser provisoriamente habitado por um total de 17 funcionários do Serviço Penitenciário de Sofala.

O director da Justiça em Sofala justificou que a ocupação do local por parte destes funcionários se deveu à falta de outras condições para o seu alojamento.

Pelo seu avançado estado de degradação, o edifício apresenta-se na iminência de ruir a qualquer momento, constituindo uma ameaça na vida dos seus moradores.

O local já serviu de esconderijo de indivíduos de conduta duvidosa e pescadores, mas a presença de guardas correcionais evitou o pior.

No princípio do corrente mês, o nosso jornal publicou nesta página uma notícia segundo a qual o Estado moçambicano já estava a equacionar se o Palácio dos Casamentos seria ou não reabilitado, o que significa que vingou a opção.

Horácio João

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