Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Grandes quantidades de excedentes de tabaco correm o risco de se deteriorar nas mãos dos produtores na província de Tete, devido à falta de compradores, porque a fomentadora, Moçambique Leaf Tobacco (MLT), não conseguiu absorver toda a produção desta cultura de rendimento.

A situação preocupa os produtores, pois não sabem onde comercializar o seu tabaco que, por estar em condições inadequadas de conservação, rapidamente pode depreciar-se, segundo escreve a AIM.

Nos distritos de Macanga e Angónia a queixa dos produtores foi apresentada ao primeiro-secretário provincial da Frelimo, Fernando Bemane, durante a visita que efectuou a estas regiões do Norte da província de Tete para se inteirar da implementação do programa do governo, em prol da criação de melhores condições de vida.

Segundo alguns produtores, a MLT comprou uma parte do tabaco produzido mas porque as quantidades nas mãos dos camponeses eram muitas acabaram não sendo absorvidas. É que a MLT é a única firma que fomenta e compra esta cultura de rendimento na província. Por isso, quando os seus recursos financeiros não podem cobrir a demanda, quantidades enormes ficam nos secadores dos produtores, sem comprador.

Falando esta quarta-feira, em Macanga, durante um comício que orientou, Bemane disse que a preocupação tem a sua razão de ser, porque a produção deve ser comercializada na sua totalidade, por se tratar de cultura de rendimento, pois não é alimentar, que pode ficar no celeiro dos produtores.

“Vamos interagir com os agentes económicos para a comercialização do tabaco. Nós queremos que os camponeses saiam a ganhar pela sua produção, pois o nosso Governo defende o aumento da produção e produtividade e a diversificação de culturas, para que não tenhamos a fome e consigamos combater a pobreza, através da venda dos excedentes agrícolas”, sublinhou.

Mesmo pensando no produtor, o administrador de Angónia, Paulo Sebastião, está já a encetar contactos com algumas firmas do Malawi e África do Sul para a absorção das quantidades de tabaco que correm risco de apodrecer neste distrito.

Paralelamente, Sebastião orientou os membros do seu Executivo para efectuar o levantamento junto dos produtores para se apurar as reais quantidades de tabaco para permitir que as firmas interessadas possam vir a Moçambique com a ideia do que vão comprar.

“Esta medida é para salvaguardarmos a produção dos camponeses, porque, como sabem, o nosso Presidente da República, Filipe Nyusi, lançou a iniciativa presidencial que consiste na produção de comida para o país ser auto-suficiente, em termos alimentares”, sublinhou o administrador, falando a jornalistas.

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