Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Câmara de Comércio Moçambique-Itália enaltece os esforços do Governo moçambicano na busca de uma paz efectiva e na criação de um ambiente favorável para a promoção do investimento estrangeiro no país.

Esta é a asserção do presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Itália, Simone Santi, proferida durante uma entrevista concedida quarta-feira à imprensa moçambicana, em Roma, capital italiana, na véspera do início, ontem, da visita oficial de dois dias do Presidente da República, Filipe Nyusi, ao Estado do Vaticano.

Santi explicou que os investimentos são um negócio privado e, por isso, fortemente dependentes de um ambiente de paz.

“Um país em paz oferece boas perspectivas aos investimentos em todos os sentidos. Um país onde o risco é elevado não tem nenhuma perspectiva”, disse.

Prosseguindo, Santi congratulou os esforços empreendidos pelo estadista moçambicano nos últimos anos, bem como pela Igreja Católica e o Papa Francisco.

Aliás, a visita ao Vaticano não surge ao acaso, pois a mesma visa fundamentalmente aprofundar as relações de amizade, solidariedade e perspectivar a cooperação entre Moçambique e a Santa Sé. A visita também tem por objectivo agradecer o apoio concedido pela Igreja Católica na consolidação de uma paz efectiva em Moçambique.

Sobre o investimento italiano em Moçambique, Santi afirmou que o mesmo está concentrado no sector petrolífero, sobretudo na Bacia do Rovuma, na província de Cabo Delgado, onde nos últimos anos foram descobertos enormes depósitos de gás natural, que deverão colocar, brevemente, o país na liga dos maiores produtores mundiais.

Estimativas conservadoras estimam em mais de 70 triliões de pés cúbicos de gás natural recuperável na bacia do Rovuma.

Com uma participação de 25 por cento, a multinacional petrolífera italiana Eni integra um consórcio na Área 4 da Bacia do Rovuma que também inclui a ExxonMobil (25 por cento), CNPC da China (20), Galp Energia de Portugal (10), Kogas da Coreia (10) e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique - ENH- (10 por cento).

“Estamos a falar de investimentos já aprovados na ordem de 50 biliões de dólares e, hoje, a Itália tornou-se no maior investidor europeu em Moçambique”, disse a fonte.

Referiu que o interesse dos empresários italianos não se limita ao sector de petróleo e gás, pois também existem investimentos significativos nas áreas de energias renováveis, turismo e agricultura.
Para melhor elucidar, explicou que em 2015, ano em que tomou posse como presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Itália, estavam inscritas na agremiação apenas 12 empresas e, hoje, o número disparou para mais de 70.

“Nos últimos dois anos inauguramos dois novos projectos turísticos muito interessantes. Uma estância turística que se chama Diamond, na praia de Mecúfi, em Cabo Delgado. É um hotel extraordinário e podemos dizer que é um verdadeiro hotel cinco estrelas, que resulta de um investimento calculado em cerca de 10 milhões de euros”, disse.

Outro investimento turístico é o Coral Beach, junto à Ilha de Moçambique, província de Nampula, localizado na praia Chocas Mar.

Questionado sobre a fraca presença de empresas italianas no sector de infra-estruturas, que constitui uma das quatro áreas eleitas como estratégicas pelo Governo moçambicano, Santi reconheceu o facto, que o atribui à baixa competitividade das empresas europeias, comparativamente às chinesas.

“Para as empresas europeias é muito complicado trabalhar em projectos onde a margem de lucro é muito reduzida. Além da exiguidade da margem de lucro, os custos das obras são muito elevados. Esta situação torna-se menos apetecível quando adicionada a outros factores, tais como os custos envolvidos na contratação de trabalhadores europeus.

Convidado a comentar sobre as dificuldades que enfrentam as empresas italianas que queiram investir em Moçambique, Santi disse que “a maioria dos problemas está associada `a burocracia”.

Referiu que a burocracia manifesta-se na falta de clareza dos procedimentos administrativos.

Para ultrapassar o problema, Santi sugere uma maior interacção entre as várias associações empresariais existentes em Moçambique, tais como a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME) e Agência para Promoção de Investimentos e Exportações (APIEX), esta última que é janela de entrada.

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