Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

O Continente Africano expressou o desejo de ver reduzidas ou mesmo retiradas as barreiras tarifárias que têm estado a influenciar negativamente as trocas comerciais sino-africanas, marcadas por fortes assimetrias.
O sentimento do continente foi expresso pelo Presidente do Quénia, Uhuru Kenyata, que discursava na cidade de Shanghai, maior centro económico da China, que é desde  quinta-feira anfitriã da 1ª Exposição Internacional de Importações da China (CIIE), a primeira do género, que junta 130 países e regiões.
Não obstante o facto de o investimento da República Popular da China em África ter atingido, em 2017, a fasquia dos 170 biliões de dólares americanos em várias áreas, cifra que coloca o país asiático na condição de maior parceiro comercial e investidor, em nove anos consecutivos, o volume ainda não é favorável ao continente.
As exportações da segunda maior economia mundial à África, segundo o Ministério do Comércio da China, no seu portal, registaram um aumento de 59 biliões de dólares, um salto de 8.8 por cento, comparativamente a 2017. O volume de importações aumentou para 31,3 por cento e passou à cifra dos 56.8 biliões.
“A exposição constitui um passo visando corrigir as assimetrias nas trocas comerciais entre a China e o continente e estimular o comércio sino-africano”, disse Kenyata, à audiência da primeira exposição, que contou com personalidades como a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagard.
No encontro, cujo lema é “Nova Era, Futuro Partilhado”, onde participam mais de 2800 empresas de vários países, bem como de 30 nações da Iniciativa Cinturão e Rota (Belt and Road), de que Moçambique é parte, Kenyata saudou o gesto da China que, na sua óptica, constitui uma plataforma para uma maior abertura do mercado.
O Quénia, segundo Kenyata, que é membro da “Iniciativa Cinturão e Rota”, colhe os benefícios da 'Belt and Road' na ferrovia Nairobi-Mombassa e o desejo do continente é ver mais regiões e países interligados, porquanto a consumação dessa vontade está em consonância com a Agenda 2063 da União Africana (UA).
Segundo o estadista queniano, o Continente Africano possui a maior reserva bravia, feito que torna o continente num dos melhores destinos turísticos e o desejo do continente é ver mais turistas chineses a visitar e conhecer melhor a África.
Mais do que visitar e conhecer as maravilhas faunísticas, o Continente Africano quer ver mais empresas chinesas a manufacturar os seus produtos em África, acrescentando valor às matérias-primas, mas também gerar mais emprego para estimular o rápido crescimento.
A cidade de Shanghai constitui o maior centro económico da China, com um PIB per capita avaliado em 18 450 dólares, em 2017, o equivalente ao de um país ou região de desenvolvimento médio. A cidade está na vanguarda da política de reforma e abertura iniciada há 40 anos e pioneira na inovação.
Um universo de 625 empresas multinacionais estabeleceu as respectivas sedes regionais nesta cidade, juntamente com 426 centros de pesquisa e desenvolvimento, financiados internacionalmente.
Leonel Muchano, da AIM, na China

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