Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

 A mineradora Vale-Moçambique revela estar a melhorar a sua “performance operacional”, ao superar, no terceiro trimestre de 2018, a produção e receitas de venda de carvão mineral do trimestre anterior.
A produção de carvão subiu de 2,9 milhões para 3,2 milhões de toneladas. O volume de vendas esteve na ordem dos 3,3 milhões, contra 2,6 milhões de toneladas do segundo trimestre. As receitas na venda do carvão ascenderam dos 354 milhões, no segundo trimestre, para 433 milhões de dólares norte-americanos no terceiro trimestre.
O aumento traduziu-se em mais impostos. O contributo para Moçambique foi de sete milhões de dólares em “royalties”, contra seis milhões pagos no segundo trimestre.
Apesar deste crescimento operacional, a empresa registou, no período em análise, prejuízos, em termos de resultado líquido, de 399 milhões de dólares, contra os 193 milhões do período comparativo, um cenário que já era previsto pela empresa.
A mineradora explica que o encerramento de contratos de transbordo de carvão mineral e o aumento dos custos operacionais de produção afectaram as receitas líquidas da Vale-Moçambique, no período. O valor de encerramento dos contratos de transbordo atingiu 170 milhões de dólares.
Em decurso disto, a empresa registou um prejuízo acumulado de receitas líquidas, até o final do terceiro trimestre, de aproximadamente 731 milhões de dólares. 
A Vale-Moçambique revelou os dados ontem, em Maputo, em conferência de imprensa para divulgação dos resultados financeiros e de produção.
“Ficamos com um prejuízo de 399 milhões de dólares por conta de um evento não recorrente, que foi a conclusão das operações de transbordo registadas na contabilidade ao longo do período. Tirando esses 170 milhões, desse número de 399 milhões de dólares negativos o resultado está mais ou menos em linha com os dois primeiros trimestres, que é um prejuízo na ordem 140 milhões de dólares decorrentes da depreciação da base dos activos e juros dos empréstimos que o accionista fez. Era esperado”, explicou o director Financeiro, Marcelino Tertuliano.
Aquele gestor informou que, por conta de custos operacionais para atingir a eficiência da produção, o resultado do que foi produzido, menos os gastos envolvidos nessa produção (EBITDA), foi de 27 milhões de dólares negativos.
“Começámos o trimestre com 22 milhões de dólares positivos. No segundo trimestre, atingimos 32 milhões de dólares acumulados e menos 27 milhões do terceiro trimestre. Chegámos a um EBITDA acumulado do ano de cinco milhões de dólares”, disse, citado pela AIM.
Os accionistas tiveram de pedir empréstimo para desenvolver o projecto levado a cabo pela Vale em Moçambique. A dívida resultante desse investimento mantém-se estável. Foi acrescida somente de juros decorrentes do período, segundo os responsáveis da empresa.
Além da mina de carvão, a Vale investiu na componente ferro-portuária. Só na mina, os accionistas investiram até hoje um total de seis mil milhões de dólares. Hoje, com o acréscimo dos juros, o valor chega aos oito mil milhões de dólares, o que corresponde a um aumento de mais 118 milhões de dólares em relação ao segundo trimestre. 
O empreendimento deve gerar o resultado esperado, para que o valor seja pago na totalidade. A empresa espera produzir até o final deste ano 12 milhões de toneladas, um volume ainda longe de atingir a capacidade nominal instalada, de 20 milhões de toneladas por ano. Mas espera-se que até 2021 a capacidade seja atingida.
“Então, faz parte das estratégias atingirmos a capacidade plena de produção, para que, com isso, tenhamos recursos para começar a repagar os empréstimos dos accionistas, assim como outros investimentos que têm de ser feitos”, vincou.
A Vale emprega em Moçambique mais de 11,4 mil trabalhadores, entre directos e contratados. Destes, 93 por cento são locais. 
Dados fornecidos pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da empresa, Marcelo Godoy, revelam que a empresa fez “relevantes” investimentos na área social e pretende investir, até o final de 2018, mais de oito milhões de dólares em projectos sociais, beneficiando mais de 16,3 mil famílias.
A gerente de Sustentabilidade da Vale-Moçambique, Delmira Petersburgo, explicou que os projectos futuros de desenvolvimento económico e social vão incidir, concretamente, na criação de emprego e oportunidades de estágios, desenvolvimento da cadeia de valor de fornecedores locais, capacitação de trabalhadores e da comunidade, além de programas de conservação da biodiversidade e revegetação ambiental.

 

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