O BancoAfricano de Desenvolvimento (BAD) defende que se deve mudar a forma de pensar na prática da agricultura em Moçambique para tornar a actividade competitiva e geradora da cadeia de valor.

O investimento em infra-estruturas necessárias é apontado, também, como factor fundamental para o tipo de agricultura desejada, centralizada no fortalecimento das cadeias de valor e desenvolvimento de agro-negócio.

A agricultura é a principal actividade económica no país, com um peso de 23 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), estimado em cerca de 15,6 biliões de meticais) e emprega mais de 2/3 da população activa, dado que coloca este sector como o que emprega mais pessoas.

Ademais, Moçambique tem 36 milhões de hectares de terras aráveis, mas destes apenas 10 por cento estão em uso, o que deixa o país com um enorme potencial para o desenvolvimento da agricultura e agro-negócio.

Contudo, a contribuição da agricultura na economia ainda está aquém da sua potência. 
A posição do BAD revela-se como uma proposta para reverter o actual cenário e  foi apresentada no âmbito da XVI Conferência Anual do Sector Privado (CASP).

O evento, de dois dias, realizou-se em Maputo., sob o lema “Melhorando o ambiente de negócios para acelerar a recuperação económica: agro-negócio como factor acelerador”.
Intervindo na Conferência, o vice-presidente do BAD, o moçambicano Mateus Magala, considerou ainda como visão daquela instituição financeira o desenvolvimento de uma industrialização da agricultura no país, através do desenvolvimento de zonas económicas especiais e corredores de agricultura. 

Magala propôs algumas acções concretas que concorrem para o desenvolvimento do agro-negócio, que entende ser fundamental para a modernização e diversificação da economia e criação de emprego rumo ao desenvolvimento sustentável.
“Temos de investir mais e melhor na energia, vias de acesso, transportes e portos para permitir maior acesso aos mercados regionais e globais. Uma agricultura competitiva é aquela que alimenta a indústria através de produtos derivados, muitos dos quais devem ser produzidos e processados localmente e exportados com valor adicional”, disse.
Magala manifestou a disponibilidade do BAD em responder às necessidades de financiamento do sector privado em Moçambique para estimular a mudança de paradigma rumo a uma agricultura competitiva e geradora de cadeias de valor com envolvimento de pequenos e grandes produtores.

Para já, a disponibilidade do banco é de apoiar o estabelecimento de parques agro-industriais, de modo a absorver a produção adicional, agregar valor, produzir e comercializar, dentro e fora do país, produtos alimentares nutritivos de alta qualidade, reduzir a actual dependência nas importações.

 

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