A companhia italiana ENI, que lidera um consórcio num projecto de gás natural em Moçambique, quer contratar serviços de “forças armadas” para a protecção da empresa e das suas instalações no território nacional, refere um anúncio da petrolífera.

“Os serviços de segurança devem incluir, mas não se limitarem a equipas armadas de segurança pessoal e forças armadas locais”, lê-se no anúncio.

O serviço deverá garantir protecção às instalações da ENI em Moçambique em terra e no mar, acrescenta.

A empresa contratada será responsável pela protecção dos interesses da ENI na província de Cabo Delgado, onde a empresa lidera um consórcio que vai desenvolver um projecto de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) a partir de uma plataforma flutuante.

Os serviços de segurança serão estendidos aos escritórios da empresa nas províncias de Maputo, sul, e Nampula, norte.

"Os serviços serão, indicativamente, necessários a partir do início de 2020 por um período de três anos, com a possibilidade de extensão por um período de um ano", lê-se no texto.

Em Março, o presidente executivo da ENI, Claudio Descalzi, disse à Lusa que a produção de gás no campo petrolífero Mamba, em Cabo Delgado, deve começar até 2024, uma vez que a Exxon, parceira do projecto, deverá tomar a decisão final de investimento a seguir ao verão.

Além do consórcio da ENI, a bacia do Rovuma conta também com um projecto de GNL do consórcio dirigido pela norte-americana Anadarko, que vai anunciar a decisão final de investimento na próxima semana, em Maputo.

Alguns distritos próximos das áreas de infraestruturas das multinacionais envolvidas nos projectos de gás natural em Cabo Delgado têm sido alvo de ataques armados por parte de grupos desconhecidos, desde Outubro de 2017.

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