Os portos moçambicanos poderão ultrapassar a expectativa de manusear 50 milhões de toneladas de carga este ano, como resultado da modernização das infraestruturas, disse, ontem, à Lusa fonte do Ministério dos Transportes e Comunicações.

O aumento do número de carga manuseada está ligado à aquisição de carruagens e locomotivas, para o reforço da capacidade do transporte ferroviário de passageiros e carga, referiu a mesma fonte.

Falando à imprensa momentos após um evento, em Maputo, capital do país, o Ministro dos Transportes e Comunicações, Carlos Mesquita, reconheceu que o sector precisa de melhorar a eficiência e competitividade, apostando na capacidade de manuseamento e equipamento rolante, como vagões e carruagens.

“A reforma legal, em curso, deverá prosseguir, sendo urgente a aprovação de Lei Portuária, em elaboração”, afirmou, na sexta-feira, Carlos Mesquita, acrescentando, que os portos devem apostar na cabotagem, para circulação de mercadorias, internamente, aproveitando a costa do país.

Em 2018, os portos moçambicanos manusearam cerca de 46 milhões de toneladas de carga.

Comments

O projecto de exploração de gás natural na Área 1 da bacia do Rovuma é uma oportunidade, para várias gerações de moçambicanos, referiu, ontem, o presidente da petrolífera, que lidera o investimento.

“Não estamos a falar apenas de um tipo de oportunidade, que acontece uma vez numa geração, é algo que vai além disso, de gerações e de vidas e estamos muito contentes de anunciar isto hoje”, referiu Al Walker, presidente da Anadarko.

Aquele responsável falava durante a cerimónia, em Maputo, de anúncio da decisão final de investimento do consórcio de exploração de gás natural da Área 1 da bacia do Rovuma.

“Todas as condições foram alcançadas, vamos avançar para a fase de construção de infraestruturas”, salientou.

Al Walker considera, que o projecto tem potencial para crescer e dispõe de "fundações seguras" para os próximos passos.

“Falamos muito de coisas transformadoras no mundo e este projecto encaixa bem, nessa descrição”, apontando para a multiplicação do Produto Interno Bruto (PIB) de Moçambique graças a uma fonte de riqueza “sustentável e de longo prazo”.

Al Walker considera que o projecto vai ser também transformados ao criar milhares de postos de trabalho para moçambicanos, assim como novas oportunidades nas áreas da educação e formação.

O consórcio da Área 1 é liderado pela petrolífera Anadarko - que deve ceder a posição à francesa Total até final do ano - e prevê um investimento em infraestruturas de 25 mil milhões de dólares.

O empreendimento de extracção, liquefacção e exportação marítima de gás natural deve entrar em funcionamento em 2024.

Comments

Vários Chefes de Estado e de governos de países africanos estão, desde a manha de hoje até sexta-feira, em Maputo, a “namorar” empresários norte-americanos a investir nos seus países, devido ao grande potencial existente neste continente.

O facto decorre na XII Cimeira de negócios Estados Unidos de América e África, e conta com a participação de mais de 1.500 personalidades do continente africano e América.

O evento é liderado pelo Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, em sessão plenária, de alto nível, sob o lema “Por uma parceria resiliente e sustentável”.

Os governantes defendem a implementação da zona de Comércio Livre com vista à desenvolver a actividade económica no continente, para além de defenderem a necessidade dos países africanos caminharem juntos para que os parceiros reconhecem as capacidades do continente.

Mais detalhes nas próximas horas.

Comments

A Gemfields, companhia mineira com sede em Londres, capital britânica, anunciou ontem que o leilão realizado semana passada, em Singapura, com rubis extraídos na mina do distrito de Montepuez, na província de Cabo Delgado, rendeu uma receita no valor de 50 milhões de dólares.

Das 90 parcelas de rubis disponíveis no leilão, 84 foram vendidas ao preço médio de 51,99 dólares por quilate. Este valor é inferior ao gerado no leilão anterior, realizado em Dezembro de 2018, que gerou uma receita de 55,3 milhões de dólares, a um preço médio de pouco mais de 84 dólares por quilate.

Segundo a AIM, este foi o décimo segundo leilão de rubis da Montepuez Ruby Mining Ltd (MRM), realizado desde Junho de 2014. No total, os leilões de rubis já geraram uma receita de 512,6 milhões de dólares.

Segundo Adrian Banks, director executivo de produtos e vendas da Gemfields, “cada um destes dólares é repatriado para a MRM em Moçambique, onde foi o maior contribuinte na província de Cabo Delgado, de 2014 a 2017”. Ele ressaltou que, “aproximadamente, 23 centavos de cada dólar da receita da MRM são pagos ao governo, na forma de royalties, de impostos sobre as empresas e de produção mineral”.

A Gemfields detém 75 por cento das acções da MRM. Os restantes 25 por cento pertencem à empresa moçambicana Mwiriti.

Comments

O sector privado em Moçambique acredita que a Decisão Final do Investimento (FID, sigla em inglês) poderá catapultar uma maior circulação monetária e, por conseguinte, baixar o valor financeiro no mercado interno.

A acepção foi defendida pelo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Agostinho Vuma, falando à imprensa, segunda-feira, após ter efectuado uma visita ao local que acolheu a Cimeira de Negócios EUA-África, que tem lugar de hoje, quarta-feira, até sexta-feira, em Maputo.

“Com a decisão final de investimento da Anadarko Moçambique pode ter maior  circulação de massa financeira e baixar o custo de dinheiro, porque o dinheiro estará no mercado”, disse Vuma, para quem a “apertada” política monetária do Banco de Moçambique (BM) não permite uma maior circulação de dinheiro no mercado.

Segundo Vuma, a medida do BM limita a participação do sector privado moçambicano na Lei de Oportunidades e Crescimento de África (AGOA, sigla em inglês), com as empresas mais organizadas e pujantes, financeiramente.

A AGOA foi aprovada em 2000, para uma gama de produtos que beneficiam o acesso preferencial ao mercado dos EUA.

Moçambique beneficia deste mecanismo de acesso ao mercado preferencial norte-americano, que entrou em vigor a 01 de Outubro de 2000. A 1ª fase do AGOA terminou a 30 de Setembro de 2008, tendo o governo norte-americano alargado para 2015 e, recentemente, estendido por mais 10 anos.

No entanto, Vuma afirma haver espaço para que os bancos e hotéis americanos se instalem em Moçambique.
“Ainda não existe nenhum hotel americano em Moçambique e há uma grande diversidade de negócios que no âmbito da lei de investimento em Moçambique pode dinamizar”, disse Vuma.
Sobre o fórum de negócios EUA-África, o presidente da CTA disse esperar que possa alavancar mais investimentos em África, sobretudo, em Moçambique, bem como a balança de exportações, que está em maior desvantagem para o país.

“A conferência passa a funcionar como uma bola de neve, que vai fazer rolar mais investimento para Moçambique”, referiu.

O evento, a decorrer até sexta-feira, conta com cerca de 1500 participantes, entre governantes, empresários nacionais e estrangeiros, instituições públicas e privadas, entre outros.
 

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction