Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

A Empresa Pública de Regadio do Baixo Limpopo está a implementar um Projecto de Irrigação e Resiliência às Mudanças Climáticas (BLICRP) que visa impulsionar e promover a produção e conservação de hortícolas, na província de Gaza, de modo a garantir a estabilização de preços no mercado.

O Presidente do Conselho de Administração (PCA) do Regadio do Baixo Limpopo –EP, Armando Ussivane, diz que o projecto está orçado em cerca de 44 milhões de dólares norte-americanos, co-financiados pelo Governo moçambicano e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Segundo Ussivane, com esta iniciativa, o governo também pretende garantir a funcionalidade do Regadio, Gestão das Infra-estruturas Hidráulicas, Terra e Água para a produção de hortícolas durante o ano inteiro, colocar os produtos no mercado e reduzir as perdas que ocorrem no período pós-colheita, geralmente estimadas em mais de 20 por cento.  
Para a execução do projecto, segundo Ussivane, em entrevista à AIM, foi construída uma unidade central de processamento que vai comprar hortícolas dos produtores. A referida unidade vai fazer a lavagem, selecção, calibragem, embalagem e conservação para adicionar valor aos produtos.

Para facilitar o escoamento dos produtos, o projecto construiu 47,6 quilómetros de estradas rurais sendo, uma principal com uma extensão de 17,3 quilómetros e duas secundárias com 20,8 e 9,5 quilómetros, respectivamente.

Segundo Ussivane, a central não está preparada para o armazenamento de longo prazo, pelo que o seu trabalho é dirigido pela demanda no mercado e tem capacidade para conservar um volume de até 400 metros cúbicos.

“A unidade de processamento vai trazer grandes mudanças. Agora estamos a trabalhar na criação de uma cadeia de fornecedores, porque querem uma negociação sustentável. Precisamos também de seleccionar fornecedores capazes de atender a melhor logística e trabalhar com agentes para a distribuição de produtos nos mercados nacional e sul-africano”, disse Ussivane.

A central de processamento de hortofrutícolas, com capacidade para manusear entre 20 a 25 toneladas de hortícolas por dia, ocupa uma área de 2.114 metros quadrados, dos quais 400 metros quadrados para escritórios e armazéns.

“O que se pretende é que esta unidade funcione de forma contínua com produtos fornecidos pelo bloco de Magula e fornecedores de Mandlakazi, Chongoene, Chibuto e Chókwè”, explicou Ussivane.

A fonte fez questão de sublinhar que a infra-estrutura conta com uma unidade para o controlo de qualidade e que os produtos serão empacotados em caixas de 20 quilos, sacos de diferentes tamanhos e cuvetes, obedecendo aos padrões de qualidade exigidos pelo mercado.

“A batata-doce já tem mercado na vizinha África do Sul e os contratos já foram assinados. Estamos a desenvolver a marca Baixo Limpopo e o nosso desafio é ter uma rede de fornecedores locais e contratá-los para com eles implementarmos um programa de fomento de diferentes culturas”, explicou.  

Anunciou que, neste momento, a empresa está a trabalhar na assistência técnica em matérias de qualidade nas estufas para a produção de plântulas que serão fornecidas aos produtores.
Como parte integrante do projecto, já foram montadas pequenas unidades de processamento e testado o equipamento instalado em todas as Casas Agrárias e formados cinco técnicos da RBL-EP para a operacionalização das infra-estruturas.

Nas pequenas unidades de processamento foram instaladas máquinas de lavagem e de empacotamento, vedação, tanques e furos para abastecimento de água nas unidades de Poiombo, Siaia, Nhocoene e Inhamissa.

Pretende-se com esta iniciativa criar oportunidades para da produção em mercados antes inacessíveis, tendo em conta que com as infra-estruturas disponíveis permitem produzir durante o ano inteiro, contribuindo para a redução das importações.

A fonte apontou como desafios a construção da uma rede de drenagem primária com 5,9 quilómetros de extensão, drenagem secundária com 24,5 quilómetros de extensão. 

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Cerca de quinhentos e quarenta mil hectares de campos agrícolas com produção de milho, feijão, arroz e hortícolas foram dados como perdidos, no primeiro semestre desde ano, no país, em consequência das intempéries.

 Ainda assim, o governo diz que desempenho do Plano Económico e Social do primeiro semestre é positivo, tendo como indicador a realização de cinquenta e quatro por cento das actividades programadas.

Segundo a Rádio Moçambique, outros indicadores que influenciaram positivamente a economia nacional estão ligados a redução da taxa de inflação par 2.3 por cento no primeiro semestre deste ano, contra 22 por cento, em igual período do ano passado.

 Os dados foram anunciados, ontem em Maputo pelo porta-voz do ministério da Economia e Finanças, Rogério Nkomo, numa conferência de imprensa sobre o balanço do Plano Económico e Social e sobre o Relatório de execução do Orçamento do Estado do primeiro semestre deste ano.

 “A taxa de câmbio teve uma tendência de apreciação e tendo fechado o período com 59.5 meticais por dólar e no caso do rand fechou em 4.51 meticais por rand”

 No que refere as despesas para do primeiro semestre, o governo tinha disponíveis 122. 8 mil milhões de meticais e deste montante foram gastos 119.9 mil milhões de meticais.

 

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A Autoridade Tributária (AT) de Moçambique anunciou, recentemente, a criação de uma equipa que vai fazer um estudo para avaliar a possibilidade da redução do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), em cumprimento da recomendação do Fundo Monetário Internacional (FMI). Leia mais

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O Barclays Bank Moçambique reinaugurou, ontem, em Maputo, uma das mais antiga agência do banco no país. Trata-se da agência situada na Avenida Mao Tse Tung, reabilitada e modernizada. Leia mais

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A Vale Moçambique, subsidiária da multinacional brasileira Vale, registou uma receita de 354 milhões de dólares resultantes da venda de carvão mineral no segundo trimestre do corrente ano, contra 337 milhões de dólares do primeiro trimestre, que representa um aumento de cinco por cento.
O volume de vendas de carvão mineral também cresceu de 2,3 milhões de toneladas no primeiro trimestre para 2,6 milhões no segundo trimestre, que corresponde a uma subida de 13 por cento. 
Falando em conferência de imprensa sobre os resultados financeiros e de produção da Vale Moçambique referentes ao segundo trimestre, o director financeiro, Marcelo Tertuliano, explicou que o aumento das receitas resulta da estabilização do preço de carvão no mercado internacional.
“A nossa produção continua evoluindo. Crescemos em relação ao primeiro trimestre, decorrente do aumento do nosso volume de produção e, ainda, observando os bons preços que o mercado tem praticado. A nossa receita foi superior à do primeiro trimestre. Nós chegamos a 354 milhões de dólares de receitas de exportação de carvão contra 337 milhões de dólares no primeiro trimestre e um volume de vendas de 2,6 milhões de toneladas de carvão”, disse Tertuliano, citado pela AIM.

Contudo, segundo Tertuliano, o resultado líquido do segundo trimestre permaneceu negativo em 193 milhões de dólares, que representa um crescimento de 38,8 por cento comparativamente ao primeiro trimestre, quando foi reportado um resultado negativo de 139 milhões, devido a factores como a apreciação do metical e menor preço do carvão. 

Apesar do crescimento registado, Tertuliano explicou que a dívida da Vale Moçambique cresceu na ordem de 100 milhões de dólares. 

“A nossa dívida foi acrescida de 100 milhões de dólares decorrentes de juros dos financiamentos que foram aportados no país ao longo dos anos e que hoje totalizam algo como quase oito biliões de dólares”, disse.

No mesmo período, a Vale pagou 13 milhões de dólares em impostos, ou seja 37 por cento menos em relação ao primeiro trimestre devido à redução dos impostos em folha. 

Com relação aos royalties, o valor de seis milhões no segundo trimestre foi superior à cifra de 5,1 milhões de dólares, que se deve a um melhor desempenho de vendas. 

Apesar do resultado financeiro negativo, a Vale Moçambique continua a manifestar um grande optimismo, pois acredita que existe um cenário de crescimento sincronizado das grandes economias mundiais, pelo menos, nos próximos cinco anos. 

A produção global vai continuar a crescer, impulsionada por regiões como a Índia e o Sudeste Asiático, e a previsão é de que a demanda por carvão metalúrgico continuará positiva. 
Mesmo com a esperada contracção na produção de ferro-gusa na China, outros países apresentam grande potencial de crescimento. A importação de carvão metalúrgico vai crescer e a China deverá importar mais, dada a reforma que trouxe cortes permanentes de capacidade.
No que concerne à responsabilidade social, a empresa espera investir, até ao final do corrente ano, mais de 6,5 milhões de dólares em vários projectos de apoio às comunidades.
“Os projectos estão vinculados à avicultura, horticultura, pesca, culturas de rendimento, gado caprino, cultura e produção de ração para a nossa avicultura. Ao longo do corredor, a Vale abriu 153 furos de água em Moatize e ao longo do Corredor Logístico de Nacala”, disse a directora de Saúde, Segurança, Meio Ambiente e Comunidades, Delmira Petersburgo. 

“Referir ainda que estes projectos vão beneficiar mais de 16 mil pessoas oriundas da vila de Moatize e de outras localidades ao longo de todo o Corredor Logístico de Nacala”, acrescentou.

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