A HIDROELÉCTRICA de Cahora Bassa está a desenvolver um estudo visando a adopção de fontes alternativas para a produção de energia eléctrica, considerando a ameaça de escassez de água no rio Zambeze, em resultado das mudanças climáticas.

Moisés Machava, administrador da empresa, diz que a ideia se enquadra no plano estratégico da companhia.

“A falta de água é neste momento considerada um risco mínimo para a produção de energia, mas porque esse risco existe, nós estamos a pensar noutras fontes que possam ser solução se um dia esse risco se concretizar”, explicou Machava.

A fonte escusou-se a revelar o tipo de alternativas que estão a ser equacionadas, explicando apenas que tudo depende dos resultados do estudo que neste momento se encontra numa fase embrionária.

“É difícil dizer qual pode vir a ser a fonte que vamos abraçar. É possível que sejam as energias renováveis, mas, como disse, tudo vai depender dos resultados do estudo”, sustentou.

Para já, segundo a fonte, a HCB está focada em garantir a sustentabilidade do empreendimento que actualmente gera a energia consumida no país e na região da África Austral, ao mesmo tempo que procura viabilizar, em coordenação com o governo, o projecto de Mpanda Nkua.

Para além destes empreendimentos, a HCB tem um outro projecto que passa pela construção da central norte.

Moisés Machava recordou que à luz dos entendimentos alcançados com o Governo, a prioridade agora deve ser a viabilização da hidroeléctrica de Mpanda Nkua, para mais tarde se pensar na central norte.

Refira-se que, recentemente, o Governo anunciou a criação do Gabinete de Implementação do Projecto Hidroeléctrico de Mpanda Nkua (Gmnk), uma entidade responsável pela coordenação e realização das acções necessárias para o desenvolvimento do empreendimento.

A barragem de Mpanda Nkua é um aproveitamento hidroeléctrico do rio Zambeze, a cerca de 60 quilómetros a jusante da barragem de Cahora Bessa, estando previsto que na primeira fase do seu funcionamento tenha uma capacidade para produzir 1500 megawatts de energia eléctrica. 

Já o projecto da central norte está inserido na segunda fase da construção da Hidroeléctrica de Cahora Bassa. A sua concepção visa produzir energia capaz de atender aos momentos de pico em termos de consumo, sobretudo nos mercados da região austral do Continente Africano.

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A inflação média a 12 meses em Moçambique registou em Maio a primeira descida deste ano, embora ligeira, de acordo com dados ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O indicador registou em Maio uma redução de 0,08 pontos para 4%, depois de ter seguido uma tendência de subida, de Janeiro a Abril, de 3,91% para 4, 08%.

A inflação média a 12 meses situa-se hoje em níveis, consideravelmente, mais baixos que os do passado, depois de uma descida constante desde Maio de 2017, altura em que se cifrava em 22,33%.

A inflação homóloga em Maio foi de 2,42%, e, ainda de acordo com o Índice de Preços no Consumidor (IPC) do INE, houve uma deflação (inflação negativa) de 0,31%.

A inflação mensal, em 2018, foi sempre inferior a 1% e chegou a ser negativa em Junho e Julho.

Os valores do IPC são calculados a partir das variações de preço de um cabaz de bens e serviços, com dados recolhidos nas cidades de Maputo, Beira e Nampula.

A inflação acumulada nos primeiros cinco meses de 2019 é de 1,61%.

De acordo com o INE, a inflação acumulada (anual) em 2018 foi de 3,52%, os mesmos pontos percentuais da inflação homóloga em Dezembro do último ano.

 

 

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Lisboa acolhe, a partir de hoje, o Fórum de Energia em África, um evento que reúne ministros de vários países, incluindo lusófonos, totalizando cerca de 2500 participantes, naquele que é o maior encontro do sector a nível mundial, segundo a organização.

De acordo com a EnergyNet, empresa organizadora, na reunião participam 20 ministros e altos funcionários de governos africanos “para apresentar oportunidades de investimento no sector de energia neste continente”, além de inúmeros investidores, na 21ª edição do Fórum de Energia em África, que regressa à Europa, depois da realização do encontro, no ano passado, nas Ilhas Maurícias.

A organização espera mais de 2500 participantes no encontro, que deverá decorrer até dia 14 e que será inaugurado pelo Secretário de Estado de Energia português, João Galamba, seguindo-se discursos do ministro-adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, e do director-geral de Energia da Comissão Europeia, Dominique Ristori.

O Fórum acolherá mais de 300 oradores do sector de energia, de governos, bancos comerciais e de desenvolvimento, produtores de energia, empresas de engenharia e tecnologia, escritórios de advocacia e consultoras.

Segundo o director-geral do evento, Simon Gosling, a ideia de realizar o Fórum em Lisboa “foi calorosamente acolhida pelo Governo de Portugal, que continua a colocar as parcerias, o conhecimento e a transferência de tecnologia e oportunidades económicas, firmemente, nas mãos de quem está disponível para os receber”, o que “é, especialmente, verdadeiro nos países lusófonos, onde se está a observar grandes investimentos nos sectores de recursos naturais e electricidade”.

Entre os governantes dos países lusófonos, estão confirmados, para além dos portugueses, o ministro da Energia e Águas de Angola, João Baptista Borges; o ministro das Obras Públicas de São Tomé e Príncipe, Osvaldo Abreu; o ministro da Indústria, Comércio e Energia de Cabo Verde, Alexandre Dias Monteiro, e o ministro da Energia, Indústria e Recursos Naturais da Guiné-Bissau, António Serifo Embaló.

“O Fórum de Energia de África acolhe um grande número de decisores do sector público de todos os cantos do mundo, com cerca de 46% de africanos, sendo que 21% do total dos delegados são líderes políticos e legisladores. Moçambique, Angola, Costa do Marfim, Marrocos, Nigéria, Egipto, Gana, Quénia, Uganda, África do Sul e Etiópia irão apresentar os seus mais recentes projectos e oportunidades de investimento neste ambiente fechado de 'networking', que ganhou a reputação de não ser só o maior fórum de energia de África, mas o maior fórum de energia do mundo”, disse ainda Simon Gosling.

Durante o primeiro dia de trabalhos vários responsáveis serão convidados a reflectir sobre como “Preparar o sucesso - os próximos 20 anos”, estando prevista a apresentação da 'Transparency Tool' (Ferramenta de Transparência), uma solução energética projectada para acelerar o ritmo de electrificação em África.

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O director-geral da Agência de Promoção de Investimentos e Exportações, Lourenço Sambo, diz que os produtos agrícolas de Moçambique não estão a ser elegíveis para exportação por falta de capacidade para a sua certificação dentro do país, escreve a AIM, citando “O País”.

Falando segunda-feira, num encontro dedicado à exportação de produtos agrícolas de Moçambique para os países do Médio Oriente, organizado pela Câmara de Comércio de Dubai, Sambo disse que nem para Dubai,nem para outro mercado exigente Moçambique estaria em condições de exportar os seus produtos agrícolas e pecuários.
Na visão do dirigente da instituição responsável por facilitar as exportações, o país deve começar a olhar com muita seriedade para a certificação dos produtos agrícolas, incluindo os da pecuária.
“Estamos agora com um dilema: estamos a produzir a macadâmia em Sussundenga, em Manica,e aqui em Maputo, mas não temos capacidade de certificação”, afirmou Sambo.
Segundo Sambo, Sussundenga leva oseuproduto para a África do Sul, ondeé certificado e considerado Made in South Africa. “Então,é isso tudo que temos de olhar”, explicou, acrescentando que “mercados como o Médio Oriente são exigentes, tão exigentes quanto nós. Não podemos comer qualquer coisa que não saibamos da sua proveniência”.
No seu entender, Moçambique deve começar a fazer a agricultura do terreno e não dos escritórios, como tem vindo a acontecer,actualmente. “Nós aqui em Moçambique fazemos muita agricultura no ministério, nas direcções provinciais, mas não é aíondea agricultura é feita, mas simno campo,e também vive da especialização”, concluiu.
Por seu turno, Abdulla Momade, em representação da Câmara de Comércio de Dubai, afirma que aquele país já identificou alguns produtos existentes em Moçambique e que, a ser potencializada a sua produção, poderia importar em maiores quantidades do que faz agora, principalmente,tendo em conta que os países do Médio Oriente,praticamente,não praticam agricultura,por serem de uma zona desértica.
“Neste momento,temos, por exemplo, a castanha de caju, a ervilha, o feijão e a banana,como produtos que Moçambique mais exporta para Dubai”, precisou Abdulla Momade.

 

 

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A companhia italiana ENI, que lidera um consórcio num projecto de gás natural em Moçambique, quer contratar serviços de “forças armadas” para a protecção da empresa e das suas instalações no território nacional, refere um anúncio da petrolífera.

“Os serviços de segurança devem incluir, mas não se limitarem a equipas armadas de segurança pessoal e forças armadas locais”, lê-se no anúncio.

O serviço deverá garantir protecção às instalações da ENI em Moçambique em terra e no mar, acrescenta.

A empresa contratada será responsável pela protecção dos interesses da ENI na província de Cabo Delgado, onde a empresa lidera um consórcio que vai desenvolver um projecto de produção de Gás Natural Liquefeito (GNL) a partir de uma plataforma flutuante.

Os serviços de segurança serão estendidos aos escritórios da empresa nas províncias de Maputo, sul, e Nampula, norte.

"Os serviços serão, indicativamente, necessários a partir do início de 2020 por um período de três anos, com a possibilidade de extensão por um período de um ano", lê-se no texto.

Em Março, o presidente executivo da ENI, Claudio Descalzi, disse à Lusa que a produção de gás no campo petrolífero Mamba, em Cabo Delgado, deve começar até 2024, uma vez que a Exxon, parceira do projecto, deverá tomar a decisão final de investimento a seguir ao verão.

Além do consórcio da ENI, a bacia do Rovuma conta também com um projecto de GNL do consórcio dirigido pela norte-americana Anadarko, que vai anunciar a decisão final de investimento na próxima semana, em Maputo.

Alguns distritos próximos das áreas de infraestruturas das multinacionais envolvidas nos projectos de gás natural em Cabo Delgado têm sido alvo de ataques armados por parte de grupos desconhecidos, desde Outubro de 2017.

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