Piscicultores da província de Manica poderão ver solucionado em breve o problema de falta de ração para alimentar peixes em tanques piscícolas, com a entrada em funcionamento de uma fábrica em Chimoio.
A fábrica, cujo equipamento foi adquirido por fundos do governo e parceiros, já está a operar em fase experimental.
A Rádio Moçambique, que noticiou ontem o facto, não revela os montantes disponibilizados para a aquisição do equipamento.
O proprietário do empreendimento, José Luís dos Santos, disse que o mesmo terá a capacidade de produzir duas toneladas, por dia, e projecta fornecer a todos os piscicultores da província.
O Vice-Ministro do Mar, Águas Interiores e Pescas, Henriques Bongece, que interagiu, sexta-feira, com o empresário, incentivou-o a potenciar o mercado local, para garantir o aumento da produção de peixe.

 

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A petrolífera norte-americana, ExxonMobil, adquiriu, da operadora estatal de telecomunicações Tmcel, os direitos sobre as instalações da antiga TDM (Telecomunicações Moçambique), uma propriedade de 12 hectares, localizada na Sommerschield, na zona nobre de Maputo. 
De acordo com a Zitamar News, a ExxonMobil pagou 47 milhões de dólares norte-americanos pela propriedade situada próximo do campus da Universidade Eduardo Mondlane.
Ao que a última edição do SAVANA apurou, a nova empresa pretende investir o valor das receitas no redimensionamento humano e numa rede de qualidade. 
O semanário soube também de uma fonte ligada à indústria das telecomunicações, que a Tmcel precisa de pelo menos 500 milhões de dólares, “para levantar voo” e, aparentemente, tem a garantia de 200 milhões do Exim Bank da China, que se somam aos 47 milhões da ExxonMobil. 
A ExxonMobil não respondeu às perguntas da Zitamar sobre o que planeia fazer com o espaço.
A propriedade da Sommerschield é a maior de uma série de activos imobiliários, que estão sendo leiloados pela empresa de telecomunicações criada em 2018, a partir da fusão da empresa de telefonia fixa, TDM, e da operadora de telefonia móvel, Mcel. 
A nova empresa está a desfazer-se dos activos, que não constituem o “core business” da sua actividade. 
O processo de venda foi executado pela Broll, que foi contratada pelas empresas de telecomunicações, para vender uma série de edifícios “não essenciais”. 
Como a terra moçambicana pertence ao Estado, a ExxonMobil comprou o direito de usar a terra e as benfeitorias ali instaladas, em vez da própria terra.
Segundo tem vindo a ser reportado, as infra-estruturas “não essenciais” representavam um custo elevado para Tmcel e não produziam receitas. 
Em um comunicado sobre a assinatura do contrato com a Broll, em Agosto passado, as empresas de telecomunicações disseram que os recursos financiariam actividades essenciais planificadas para melhorar a qualidade da rede da Tmcel e pagar os custos provocados pela redução da força de trabalho das empresas fundidas. 
Também não resultaram os esforços de falar com a Broll. 
De acordo com a Zitamar, a nova empresa também herdou cerca de 300 milhões de dólares em dívidas das duas empresas originais. 
No plano estratégico elaborado pela nova empresa, os fundos arrecadados com as vendas dos activos, não serão para o pagamento de dívidas antigas, mas para o investimento produtivo na rede e fazer face à optimização da força de trabalho. 
Os novos executivos da empresa gostariam que o Governo assumisse as dívidas antigas, limpando os balanços das empresas. 
A Tmcel é liderada por Rafique Jossub, um jurista com veia de gestor, a quem foram dados “amplos poderes” para tentar revitalizar a telefonia móvel do Estado. 
Em 2017, a ExxonMobil comprou uma participação na indústria de gás de Cabo Delgado, entrando como operador no bloco offshore da Área 4 na Bacia do Rovuma. 
Espera-se que, ainda este ano, a petrolífera tome a Decisão Final de Investimento (FID) no projecto multibilionário de Gás Natural Liquefeito offshore, assim que o seu plano de desenvolvimento seja aprovado pelo governo moçambicano.
A gigante norte-americana também lidera um consórcio, que inclui a petrolífera russa Rosneft e a Qatar Petroleum, explorando novos blocos offshore mais ao sul do Canal de Moçambique, na zona de Angoche. 

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A antiga Primeira-Ministra moçambicana Luísa Diogo defendeu ontem que Moçambique não tem capacidade de pagar as dívidas ocultas, considerando que, caso o Governo insista em pagar nas condições actuais, o projeto de desenvolvimento do país vai sucumbir.

"Esta dívida não é só nossa. Nós não estamos em condições de a pagar sozinhos e, se tentarmos o fazer sozinhos, vamos sucumbir. O nosso projecto de desenvolvimento vai sucumbir", declarou a antiga primeira-ministra, à margem da cerimónia de celebração central do Dia dos Heróis em Maputo.

Para Luísa Diogo, as investigações do processo mostraram que actores internacionais estiveram envolvidos na contratação ilegal dos empréstimos e, por conseguinte, Moçambique não pode assumir unilateralmente as responsabilidades.

"Tem de haver partilha e a partilha não é necessariamente na divisão do valor, mas sim na reavaliação dos aspetos ligados ao pagamento: a extensão, o escalonamento, o alívio do pagamento anual entre outros: Há todo um pacote que nos pode ajudar para que possamos cumprir como nação", afirmou a antiga governante, falando a televisão privada Miramar.

Luísa Diogo, que também já foi ministra do Plano e Finanças entre 1999 e 2005, considera inconcebível que "um ministro das Finanças [no caso Manuel Chang] extravase as suas competências desta forma e nenhuma instituição se manifeste.

"Já chega de nos autoflagelarmos", afirmou a antiga governante, que diz ter ficado "chocada" com a divulgação de pormenores do nível de envolvimento do deputado e antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, detido na África do Sul à luz de um mandato internacional pedido pela justiça norte-americana no âmbito da investigação às dívidas ocultas.

"É um quadro que eu conheço e pensei que conhecia bem. Trabalhamos em conjunto e sempre pensei que comungássemos dos mesmos princípios: como servir o Estado e como trabalhar para o povo", afirmou.

Apesar dos desafios, a antiga governante defende que o projeto político e social moçambicano não morreu.

"Não podemos sentir que Moçambique é um projceto falido de ponto de vista de desenvolvimento. Antes pelo contrário, que isto sirva de lição e uma lição que vem muito cedo. Não podemos depender da boa vontade dos governantes. É preciso que as instituições sejam actualizadas e fortificadas para evitar este tipo de situações", referiu.

A acusação da justiça norte-americana contém revelações detalhadas sobre o caso das dívidas garantidas pelo Estado moçambicano, entre 2013 e 2014, a favor das empresas públicas Ematum, Mam e Proindicus, concluindo que terão servido para um esquema de corrupção e branqueamento de capitais com vista ao enriquecimento de vários suspeitos.

A investigação dos EUA ficou conhecida quando o ex-ministro das Finanças de Moçambique, Manuel Chang, três ex-banqueiros do Credit Suisse e um intermediário da empresa naval Privinvest foram detidos em diferentes países, desde 29 de Dezembro, a pedido da justiça norte-americana.

Em 2016, a revelação de que o Estado tinha dado garantias escondidas a empréstimos que ascendiam a dois mil milhões de dólares levou à suspensão de vários apoios internacionais, contribuindo para a degradação das perspetivas económicas do país.

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MOÇAMBIQUE tem elevado potencial de recursos naturais, força de trabalho preparada e abundante, um mercado nacional e regional propício para tornar viáveis os empreendimentos económicos bem concebidos e executados. Leia mais

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A ELECTRICIDADE de Moçambique (EDM) diz que a escassez de água no sul do país está afectar a sua produção, o que levou a activação de um alerta vermelho. Falando esta semana, em Maputo, em conferência de imprensa, o porta-voz da empresa, Luís Amado, disse que o problema de água persiste na zona sul, “e já estamos num alerta vermelho.” Leia mais

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