A Sociedade de Investimentos Gapi encontra-se, neste momento, sem administradores executivos, depois de o Banco de Moçambique (BM) ter cancelado, a 4 de Junho corrente, o registo especial dos administradores executivos da instituição, nomeadamente, António Souto e Anabela Mucavele, segundo a AIM, que cita o SAVANA.

A carta, a que o SAVANA teve acesso, é assinada por Emília Mabunda, directora do Departamento de Regulamentação e Licenciamento, mas informações obtidas a partir do banco central fazem notar que a ordem foi dada por Rogério Zandamela, o governador do BM. 
A drástica intervenção sobre a Gapi segue-se às medidas tomadas em 2016 sobre instituições de crédito moçambicanas, quando o BM revogou a licença de operação ao Nosso Banco e, por outro lado, intervencionou o Moza Banco, considerada, na altura, a quarta instituição de crédito mais importante do sistema financeiro moçambicano. 
O BM justifica a decisão de afastar os administradores executivos da Gapi por “não estarem satisfeitos os requisitos de idoneidade para o exercício do cargo”, dado que a Sociedade de Investimentos se tem pautado, desde 2007, pela “inobservância sistemática das normas que regem o funcionamento das instituições de crédito”, nomeadamente, no referente ao reporte de informação financeira e prudencial e não ter acatado às recomendações emitidas pelo banco central, depois de uma inspecção efectuada a 12 de Junho de 2012. 
Em acusação que pode motivar acções subsequentes por parte do banco central, a carta diz que a Gapi encontra-se em situação de falência técnica, com os fundos próprios negativos, o rácio de solvabilidade abaixo do mínimo estabelecido, de 8 porcento, um défice de provisões regulamentares e excesso de concentração de risco. 
Esta constatação do BM é contrariada pelo relatório de contas da Gapi referente a 2018, que anota um rácio de solvabilidade de 23,94 porcento, e considera que os fundos próprios no valor de 591 milhões de meticais (9.528.543,84 dólares norte-americanos), “na óptica prudencial tornaram-se positivos”, apresentando um lucro de 22,7 milhões de meticais (365.696,31 dólares) depois de deduzidos os impostos respectivos. 
Após sucessivas chamadas de capital, o balanço apresenta um capital social de 170 milhões de meticais (2,8 milhões de dólares). 
As contas foram auditadas pela Deloitte e não apresentam qualquer reserva. 
Os accionistas da Gapi reuniram-se de emergência na manhã desta quarta-feira para deliberar sobre as restrições e acusações feitas pelo Banco de Moçambique, incluindo a decapitação da sua direcção executiva com o afastamento dos administradores António Souto e Anabela Mucave
Os accionistas, de acordo com uma fonte daGapi, “deliberaram adoptar uma posição conciliatória, tomando medidas que facilitem um melhor entendimento com a autoridade reguladora, bem como a obtenção de esclarecimentos sobre as matérias em conflito. 
Foi referido ao jornal que o fundador da Gapi, António Souto, pôs de imediato o seu lugar à disposição,“para se poder dedicar a novos desafios do grupo de investidores privados que suportam a Gapi”. 
São accionistas da Sociedade de Investimentos a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), de Graça Machel (10.55 porcento), a Cruz Vermelha de Moçambique (8,91 porcento), o Instituto de Gestão das Participações do Estado (IGEPE) (10,25 porcento), a Gapigest (25.64 porcento), a CTA (19 porcento) e os GTT (Gestores, Técnicos e Trabalhadores) (25,64 porcento).

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A Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze tem disponível uma linha de financiamento para o sector de agro-negócios e empreendedorismo na região central do país.

 A informação foi avançada sábado, em Tete, no debate radiofónico “Linha Directa” da Rádio Moçambique, que analisou o impacto dos projectos da Agência do Zambeze no desenvolvimento das comunidades.

O director dos Serviços de Assistência Técnica e Financeira da Agência do Zambeze, Nelson Rodrigues, disse que os valores para o financiamento partem de trezentos mil a dez milhões de meticais, por projecto.

O Fórum das ONGs em Tete, entende que a Agência de Desenvolvimento do Vale do  Zambeze deve melhorar as suas estratégias para garantir que os projectos tenham o impacto desejado nas comunidades.

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O XXXVII Conselho Coordenador do Ministério dos Transportes e Comunicações recomenda o sector a apostar na eficiência e competitividade das infra-estruturas ferro-portuárias, no aumento da capacidade do manuseamento portuário e de equipamento rolante, como locomotivas, vagões e carruagens. 

Terminado sexta-feira na cidade da Beira, capital da província de Sofala, o Conselho recomenda ainda que a reforma legal em curso deverá prosseguir, sendo urgente a aprovação da lei portuária em elaboração.
No rol das realizações durante o quinquénio 2015/2019, na área do transporte marítimo e serviços ferro-portuários, destacam-se a aquisição de 70 carruagens e 10 locomotivas para o reforço da capacidade do transporte ferroviário de passageiros e carga; a conclusão da linha férrea Cuamba-Lichinga, a conclusão do porto multi-uso e da linha férrea de Nacala; a melhoria da capacidade da linha férrea de Ressano Garcia; a aquisição de meios de fiscalização marítima; bem como a reforma legal e operacional para a revitalização da cabotagem marítima, entre outras.
Na Marinha, segundo um comunicado do Ministério dos Transportes e Comunicações,citado pela AIM,a aposta deve ser na consolidação da cabotagem marítima, um modo de transporte estratégicopara a circulação de mercadorias internas, dado o potencial da costa moçambicana.
A segurança marítima, principalmente,nas travessias, navegação e a protecção de banhistas nas praias também mereceu especial atenção no encontro, que decorreu de 12 a 14 de Junho corrente.
O comunicado refere que, até Maio, o sector de Transportes e Comunicações cumpriu o Plano Quinquenal do Governo (POG) em cerca de 80 porcento.
O Conselho Coordenador fez o balanço do Quinquénio e identificação das linhas estratégicas do sector com vista à elaboração do PQG 2020/2024.
Os objectivos específicos estabelecidos para o Quinquénio prestes a terminar incluem desenvolver o sistema de transporte interligado, seguro e suficientemente competitivo, atractivo e sustentável para facilitar o investimento.
O XXXVII Conselho Coordenador, o último do Quinquénio, decorreu sob o lema “Transportes, Comunicações e Meteorologia Dinamizando o Desenvolvimento Económico e Social do País”, e foi dirigido pelo titular da pasta, Carlos Mesquita.

 

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O GOVERNO moçambicano e o Banco Mundial vão investir 57 milhões de dólares norte-americanos para a implementação do Projecto de Desenvolvimento de Irrigação de Pequena Escala e Acesso ao Mercado (IRRIGA). Leia mais

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TREZENTOS e cinquenta cidadãos que desenvolvem as suas actividades, informalmente no bairro de Tsalala, cidade da Matola, poderão dentro em breve estar licenciados. Para o efeito, a Câmara do Comércio e Indústria Juvenil de Moçambique (CCIJM), da província de Maputo, o Instituto Nacional de Segurança Social, instituições bancárias, entre outros sectores, estiveram sexta-feira no bairro, a sensibilizar os cidadãos a aderir ao licenciamento para o exercício legal das suas actividades, no âmbito da campanha “Quero ser formal”. Leia mais

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