Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O presidente francês, Emmanuel Macron, inicia esta quinta-feira uma visita de dois dias a São Petersburgo, Rússia, a convite do seu homólogo russo, Vladimir Putin, depois de se terem reunido pela primeira vez há um ano em Versalhes.

Os dois governantes terão um primeiro encontro esta manhã no Palácio Constantino, sendo esperada a presença de Macron na sexta-feira numa sessão do Fórum Económico Internacional.

O acordo nuclear com o Irão, o conflito na Síria e a situação no leste da Ucrânia deverão dominar o diálogo entre os dois líderes. O objectivo é limar arestas e tentar alcançar consensos relativamente a crises internacionais, segundo foi noticiado.

“Espera-se que as duas partes mantenham discussões ao mais alto nível sobre o desenvolvimento da cooperação bilateral, além de assuntos fundamentais da agenda regional e internacional”, refere um comunicado do Kremlin.

“A Rússia está presente na Síria e no Médio Oriente. Mantém relações estreitas com o Irão. É preciso conversar com o país, mantendo os olhos abertos”, defendeu um diplomata francês citado pelo jornal “Figaro”.

A prioridade do chefe de Estado gaulês é discutir com Putin a maneira de manter o acordo nuclear alcançado em 2015 entre o Irão e o grupo 5+1 (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido e a Alemanha), após o anúncio da saída dos EUA. Macron acredita que a proximidade de Moscovo com Teerão facilitará este processo, tornando o Médio Oriente mais seguro.

Macron pretente também alertar Putin para a necessidade de relançar o processo de paz na Síria, de forma a evitar a escalada da violência na região.

A anexação da Crimeia pela Rússia também deverá ser um dos assuntos de discussão entre os dois líderes, numa altura em que Moscovo enfrenta forte contestação internacional, nomeadamente, face ao caso de envenenamento do ex-espião russo Sergei Skripal e a sua filha Yulia, no Reino Unido, e a alegada interferência russa nas eleições norte-americanas.

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À MEDIDA que se aproximam as eleições gerais no Zimbabwe cresce o receio de que os militares possam, mais uma vez, interferir no processo politico não permitindo que a oposição, caso vença, assuma a governação do país.

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Raptos de altos funcionários do governo, cidadãos estrangeiros e residentes locais estão a multiplicar-se na região anglófona dos Camarões.

Desde que os separatistas anglófonos declararam independência em Outubro do ano passado, dezenas de pessoas foram dadas como desaparecidas, numa média de um novo caso por semana.

“Pelo menos 50 pessoas foram sequestradas,” disse à AFP, Felix Agbor Ngonkho, do Centro dos Direitos Humanos e Democracia em África. Muitos mais sequestrados provavelmente aconteceram e não foram reportados, acrescentou.

“Tem-se tornado praticamente impossível um carro camaronês transportando estrangeiros ou com matrícula da região falante do francês viajar nas regiões anglófonas sem ser atacado por homens armados saídos da floresta,” disse um activista dos direitos humanos.

Os comentadores dizem que os sequestros têm sido adoptados como instrumento para os separatistas imporem disciplina em manifestações anti-governamentais e a infundirem medo entre funcionários francófonos, independentemente da categoria ou cargo que ocupam.

“Os separatistas têm uma mentalidade de guerrilha que envolve o controlo da região e da população”, disse Hans De Marie Heungoup, analista da África Central a trabalhar com o Grupo Crise Internacional (ICG), “os sequestros são parte desta lógica, uma ferramenta para obrigar a aliança àqueles que não aderiram ainda à causa separatista.”

A presença de uma minoria falante do inglês – cerca de um quinto dos 22 milhões de habitantes – data da era colonial.

Camarões Já foi colónia alemã que depois da Primeira Guerra Mundial foi dividida entre a Grã - Bretanha e a França.

Durante anos, o ressentimento entre os anglófonos, criado por aquilo que eles entendem como marginalização na educação, no judiciário e na economia por parte da maioria francófona.

Apelos a uma maior autonomia foram rejeitados pelo presidente Paul Biya, de 85 anos, no poder há mais de 35 anos, o que provocou uma escalada que, em Outubro passado, levou à declaração da independência da auto-denominada “República da Ambazónia”.

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A Coreia do Norte deve iniciar hoje o desmantelamento de uma base nuclear em Punggye-ri, para o qual estavam inicialmente convidados oito jornalistas sul-coreanos.

A destruição dos túneis e o desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa de energia nuclear na base nuclear estão previstos que  decorram até sexta-feira.

Ontem, a Coreia do Norte proibiu a presença de jornalistas da Coreia do Sul, disse uma fonte do Ministério da Unificação sul-coreano, segundo escreve a Lusa.

A lista de jornalistas sul-coreanos que se encontrava já em Beijing para seguir viagem rumo a Pyongyang foi rejeitada, disse a mesma fonte, citada pela agência noticiosa sul-coreana Yonhap.

No início do mês, a Coreia do Norte tinha garantido que os jornalistas da Coreia do Sul, dos Estados Unidos, da China e do Reino Unido iriam ser convidados a assistir à destruição dos túneis, ao desmantelamento dos postos de observação e das instalações de pesquisa na central.

A Coreia do Norte realizou seis testes nucleares subterrâneos em Punggye-ri, tendo o último, em Setembro do ano passado, sido o mais potente.

Muitos analistas declararam duvidar das promessas norte-coreanas, até porque há precedentes: em 2008, Pyongyang derrubou uma parte do centro de reprocessamento de urânio, mas continuou a desenvolver o programa nuclear.

O cancelamento de convites surgiu depois de Pyongyang ter adiado, na semana passada, um encontro entre as Coreias devido à realização de manobras militares conjuntas de Seul e Washington.

A decisão precedeu uma nova ameaça, desta vez à histórica cimeira entre o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcada para 12 Junho, em Singapura.

Horas depois de ter cancelado uma reunião com a vizinha do Sul, a Coreia do Norte afirmou não estar interessada numa cimeira com os Estados Unidos, caso esta seja reduzida à “exigência unilateral” do desarmamento nuclear.

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UM tribunal australiano declarou hoje o arcebispo Philip Wilson culpado de encobrir casos de pedofilia durante os anos de 1970, crime pelo qual enfrenta agora uma pena máxima de dois anos de prisão.

Dirigente da Arquidiocese de Adelaide, desde 2001, Philip Wilson, de 67 anos, foi acusado de omitir crimes de abuso sexual perpetrados pelo padre James Fletcher contra um rapaz de 10 anos, nos anos de 1970, numa paróquia no Hunter Valley, a norte de Sydney.

Fletcher foi condenado em 2004 a oito anos de prisão por nove casos de abuso sexual, mas morreu 13 meses depois, na sequência de um enfarte.

Durante o julgamento, a defesa argumentou que o arcebispo, recentemente diagnosticado com a doença de Alzheimer, foi incapaz de comparecer perante o juiz devido ao impacto da doença nas "funções cognitivas".

"Estou obviamente aborrecido com a decisão divulgada hoje", disse Philip Wilson, num breve comunicado citado pela Lusa, depois de conhecer a decisão do tribunal.

"Agora devo considerar as razões e consultar os meus advogados para determinar os próximos passos", concluiu o arcebispo, que está em liberdade condicional até à divulgação da sentença final, marcada para o dia 19 de Junho.

A Igreja Católica, com forte presença na Austrália, recebeu queixas de 4500 pessoas por alegados abusos cometidos por cerca de 1880 membros da instituição, entre 1980 e 2015, embora alguns casos datem dos anos de 1920.

No início deste ano, vários arcebispos australianos admitiram que a resposta da Igreja Católica no país aos casos de pedofilia estava errada e levou a uma situação de "negligência criminosa".

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