CERCA de 56 milhões de iranianos votam hoje, sexta-feira, nas eleições presidenciais disputadas entre o moderado Hassan Rohani e o conservador Ebrahim Raissi.

Rohani, eleito em 2013 candidato à reeleição, conseguiu quebrar o isolamento do país, chegando a reunir-se com o anterior Presidente dos EUA, Barack Obama, embora a eleição de Donald Trump para o cargo tenha suscitado receios, que na campanha disse que iria “rasgar o acordo nuclear”.

Favorito na corrida, Rohani conseguiu congregar o apoio de destacados reformadores - como Mehdi Karubi, Mir Hossein Mussavi, em prisão domiciliária desde 2009, e Mohammad Khatami -, ao colocar as liberdades e as reformas no centro da campanha.

Já o tinha feito em 2013, mas alega “a intransigência do poder judicial e dos serviços de segurança” para justificar a continuação das detenções de jornalistas, estudantes e artistas nestes quatro anos.

Contra ele corre Ebrahim Raissi, um conservador que analistas consideram ambicionar, mais que a presidência, a sucessão ao guia supremo, Ali Khamenei, a quem competem todas as grandes decisões.

Khamenei, que sucedeu ao ‘ayatolah’ Khomeini em 1989, está com 77 anos e alguns problemas de saúde.

As presidenciais são disputadas por mais um candidato, o conservador Mostafa Mirsalim, depois das desistências nos últimos dias dos reformadores Mostafa Hashemitaba e Es-Hagh Jahanguiri, que apelaram ao voto em Rohani, e do presidente da câmara de Teerão, conservador, Bagher Qhalibaf, que pediu o voto em Raissi.

O poder no Irão é controlado por vários órgãos e as grandes decisões tomadas pelo guia supremo, mas o Presidente, eleito por sufrágio universal, tem alguma margem, designadamente na política económica e a economia é a principal questão em jogo nesta eleição.

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