O PRESIDENTE da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, disse na quinta-feira que não vai demitir o governo de Umaro Sissoco Embaló até que o seu plano de acção seja apreciado no parlamento, para que se saiba se é aprovado ou não pelos deputados.

José Mário Vaz respondeu, de forma implícita, às exigências da comunidade internacional, que o tem instado a nomear um novo Governo com um primeiro-ministro que seja consensual a todas as forças políticas.

“Se o parlamento não der abertura para que o programa do Governo seja votado, então não derrubarei este governo”, afirmou José Mário Vaz, num comício popular em Bissau, no âmbito do encerramento das presidências abertas.

O parlamento guineense tem estado bloqueado há cerca de um ano, devido às divergências entre os dois principais partidos, PAIGC e PRS, quanto à fórmula para o agendamento dos debates dos diplomas e temas de governação do país.

José Mário Vaz explicou que escolheu Umaro Sissoco Embaló para primeiro-ministro, não por este ser muçulmano, mas sim por ser guineense e por acreditar que ele conta com o apoio da maioria dos deputados no parlamento.

“Abram o parlamento para que se saiba quem tem a maioria”, exigiu José Mário Vaz, merecendo aplausos dos presentes no comício realizado à noite no bairro de Ajuda, em Bissau.

O líder guineense destacou que, com a sua presidência e com o Governo de Umaro Sissoco Embaló, a Guiné-Bissau “vai para frente”, mas desde que o dinheiro do Estado seja colocado nos cofres do Estado.

A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) deu um ultimato aos actores políticos guineenses para que cumpram com o Acordo de Conacri até o próximo dia 25 deste mês, caso contrário promete sancionar aqueles que impediram a implementação do documento.

O Acordo de Conacri é um instrumento patrocinado pela CEDEAO, com o qual a comunidade pretende acabar com o impasse político na Guiné-Bissau. No essencial visa a formação de um novo Governo, liderado por um primeiro-ministro de consenso.

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