PELO menos 62 pessoas morreram num incêndio florestal que atinge o município de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, centro de Portugal. O fogo começou a meio da tarde de sábado e ontem ainda lavrava. Além dos mortos, havia o registo de 62 feridos. Autoridades já afastaram a hipótese de incêndio criminoso. Foram decretados três dias de luto nacional, a contar desde ontem.

"Estamos ante a maior tragédia com vítimas humanas dos últimos anos", disse o primeiro-ministro português, António Costa, quando chegou a Pedrogão Grande, uma área montanhosa, cerca de 200 quilómetros a nordeste de Lisboa.

Costa admitiu que "muito provavelmente o número de vítimas seja superior” aos 62 confirmados, dada a dimensão da tragédia.

Mais da metade das vítimas morreu carbonizada dentro dos seus carros em plena estrada, que foi tomada pelo fogo.

Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas. Aliás, o fogo também destruiu algumas habitações.

O director nacional da Polícia Judiciária portuguesa, Almeida Rodrigues, descartou que incêndio seja criminoso. "Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais. Conseguimos determinar que 'trovoadas secas'  (trovoadas sem aguaceiros) estejam na origem do incêndio. Encontramos uma árvore atingida por um raio", afirmou.

Os "ventos descontrolados" transformaram um fogo de pequenas dimensões “num incêndio impossível de controlar".

As altas temperaturas e o vento dificultam os trabalhos para a extinção do incêndio, destacou o presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, antes de precisar que "não há falta nem de capacidade, nem de resposta" ante desafios destas características.

Mais de 1,6 mil integrantes das forças de segurança e 495 veículos foram mobilizados para combater as chamas.

O sábado foi de forte calor em Portugal, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. – LUSA/EL PAIS/G1

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