AS autoridades de Angola e da República Democrática do Congo (RDCongo) deverão reunir-se, em breve, para analisar se existem condições para iniciar o regresso de mais de 31 mil refugiados congoleses que se encontram em território angolano.

A informação foi avançada pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, no final da primeira reunião ministerial extraordinária do Mecanismo Tripartido de Diálogo e Cooperação entre Angola, África do Sul e República Democrática do Congo, realizada semana finda em Luanda.

O chefe da diplomacia angolana referiu que foi orientada a realização de um encontro, em local ainda por definir, dos governadores das províncias angolana da Lunda Norte e congolesa de Kasai, zona de origem de mais de 31 mil refugiados que em finais de Março procuraram segurança em território angolano devido a conflitos étnicos e políticos.

Segundo o ministro, os dois governadores vão reunir-se para analisar todos os aspectos que têm a ver com a estabilidade da RDCongo.

“Se for consenso que há de facto condições de paz, naturalmente que esses refugiados poderão começar a regressar para o seu país porque também fazem parte da população congolesa que deve ser registada para as próximas eleições”, referiu o ministro.

Chikoti disse que a reunião deverá ser agendada muito em breve porque já foram dadas as instruções para fazerem o encontro, mas tem de haver uma preparação técnica porque são vários sectores que vão participar.

O mecanismo tripartido foi criado em 2013 pelos Presidentes de Angola, José Eduardo dos Santos, da África do Sul, Jacob Zuma, e da RDCongo, Joseph Kabila, para a conjugação de esforços com vista à consolidação da paz e estabilidade no país francófono.

Angola acolhe desde finais de Março milhares de refugiados da RDCongo provenientes das províncias de Kasai e Kasai central, que procuraram refúgio em território angolano, mais concretamente na província da Lunda Norte, devido ao conflito que se regista nas suas zonas de origem.

Os refugiados congoleses, na sua maioria crianças, algumas das quais sem familiares, encontram-se distribuídos por dois centros provisórios na cidade do Dundo, capital da província da Lunda Norte.

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