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OS catalães defensores da independência da Espanha estão convencidos de que o presidente da região “esteve bem” ao decidir “fazer um compasso de espera” para tentar, através do diálogo, dar “uma última oportunidade” ao governo de Madrid.

“Penso que está muito bem o que [Carles Puigdemont] fez. É prudente e sensato ao dar uma última oportunidade a Madrid para dialogar”, disse hoje (11 Out) à agência Lusa Marta, 51 anos, quando ia a caminho do trabalho na Praça Urquinaona, no centro de Barcelona.

Na terça-feira ao fim da tarde, o presidente do Governo regional catalão, Carles Puigdemont, em vez de declarar solenemente a ansiada independência da região no parlamento regional, disse que assumia o “mandato do povo” para que a Catalunha seja um “Estado independente”, propondo a suspensão dos seus efeitos para procurar o diálogo com Madrid.

“Parece-me muito inteligente não declarar a independência para não fechar todas as portas”, afirma Maria com 33 anos, acrescentando que “está aberta uma última porta de diálogo e agora é preciso que algum país europeu tente mediar” o conflito entre Espanha e a sua região mais rica, a Catalunha.

Também a caminho do trabalho, José Maria estava convencido de que Puigdemont tinha mesmo feito uma declaração de independência, “mas de forma não oficial, para não assustar e manter as possibilidades de diálogo”.

“Foi o correto, aprovou a independência, mas suspendeu-a. Trata-se de dar um passo para trás para depois dar dois para a frente”, disse.

“Acho que [Puigdemont] é uma pessoa valente que está a fazer o que tem de ser feito para alcançarmos a independência”, defendeu Marta, uma jovem professora de 28 anos, que mesmo assim admitiu ser "tudo ainda muito imprevisível”.

Todos aguardam agora a reacção do Governo espanhol, que se reúne de urgência hoje e insiste em tratar o problema com a Catalunha como uma questão interna, sem necessidade de ajuda ou intermediação de qualquer parceiro europeu.

Ao fim do dia de terça-feira, Madrid já avançou que a declaração de Puigdemont era “inaceitável” porque era sustentada por um referendo de autodeterminação ilegal.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy irá ao parlamento de Madrid hoje para discutir a situação e apresentar a estratégia para as próximas semanas. O Executivo espanhol estuda “todas as opções” para responder à situação na Catalunha.

 “O governo está reunido e está a estudar todas as opções” disse uma fonte governamental à Agência France Press.

Entretanto, o porta-voz do Governo regional da Catalunha (Generalitat) disse hoje que não é preciso esperar semanas para saber se há vontade de dialogar por parte do Estado e garantiu que serão consequentes com o compromisso de proclamar a república catalã.

Hoje, em declarações à Cataunha Rádio e TV3, o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull, valorizou o “gesto de diálogo sincero” de Puigdemont e defendeu que esse “tempo morto” é o “melhor investimento” para que o mandato do referendo de 01 de Outubro, suspenso pelo Tribunal Constitucional, seja efectivo.

Advertiu, contudo, que esse espaço de tempo e esse gesto de diálogo não pressupõe renunciar “a absolutamente nada”, nem qualquer passo atrás no processo de independência.

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