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Categoria: Internacional
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O Governo brasileiro prorrogou até 07 de Maio a permanência de uma missão de ajuda humanitária enviada para Moçambique após a passagem do ciclone Idai, segundo informação publicada hoje no “Diário Oficial da União”.

Desde 01 de Abril que 20 bombeiros da Força Nacional brasileira integram a missão humanitária criada para apoiar, no centro de Moçambique, a população atingida pelo ciclone, que provocou mais de 600 mortos no país, tendo atingido ainda o Zimbabwe e o Malawi.

Segundo informação divulgada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, os elementos enviados para Moçambique ainda deverão apoiar a reconstrução do telhado do Bloco Cirúrgico do Hospital Central da cidade da Beira, centro do país.

Devem ainda participar num programa de prevenção e combate à malária e na montagem de tendas para instalação de postos de saúde - projectos geridos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde de Moçambique e com o apoio do  Fundo das Nações Unidas para as Actividades da População (UNFPA).

De acordo com o Governo brasileiro, nos 18 dias de trabalho no terreno, a equipa da Força Nacional que está em Moçambique já reconstruiu telhados de hospitais, instalou "mais de 60 barracas para desabrigados" e participou "na demarcação do assentamento destinado a 573 famílias desabrigadas".

Os agentes também trabalharam em operações de desobstrução de vias, reconstrução de pontes para que os meios de transporte levem medicamentos e alimentos às comunidades que ficaram isoladas em consequência das cheias que se seguiram à passagem do ciclone, a 14 de Março.

O Governo brasileiro reiterou que a missão humanitária respondeu a um pedido de apoio feito directamente pelo Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, ao chefe de Estado do Brasil, Jair Bolsonaro.

A Força Nacional está na cidade da Beira ao abrigo de uma missão coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), e também conta com a participação do Corpo de Bombeiros do estado de Minas Gerais.