Imprimir
Categoria: Internacional
Visualizações: 355

A China anunciou hoje a participação de 37 chefes de Estado e de Governo, no segundo Fórum “Uma Faixa, Uma Rota”, em Beijing, a decorrer entre 25 e 27 de Abril.

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, confirmou a presença de representantes de 150 países e organizações internacionais, incluindo o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, e a directora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Entre os países representados pelos respectivos presidentes ou primeiros-ministros constam a Itália, Grécia, Rússia, Chile, Áustria, Suíça, Singapura, Filipinas, Quénia, Paquistão, Egipto, República Checa, Hungria, Sérvia, Mongólia, Vietname e Tailândia.

Lançada em 2013, pelo presidente chinês, Xi Jinping, a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” materializa a nova vocação internacionalista de Beijing.

O gigante projecto de infra-estruturas visa ligar o Sudeste Asiático, Ásia Central, África e Europa, e é visto como uma versão chinesa do “Plano Marshall”, lançado pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, permitindo a Washington criar a fundação de alianças que perduram até hoje.

Portugal é, até à data, um dos poucos países da UE a apoiar formalmente um projecto que tem suscitado divergências com as potências ocidentais, que vêem uma nova ordem mundial a ser moldada por um rival estratégico, com um sistema político e de valores profundamente diferentes.

Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França e Austrália não enviarão os respectivos líderes.

Xi Jinping inaugurará o fórum no dia 26, com um discurso, seguido por uma mesa-redonda com os líderes dos diferentes países.

Wang afirmou que o segundo fórum dedicado à iniciativa, que conta já com a adesão de 126 países, procura atrair "cooperação de alta qualidade", e que este ano incluirá uma conferência para a comunidade empresarial, no dia 25.

Sob o lema “Construir um futuro mais brilhante”, o evento focará na “melhoria da conectividade, explorar novas fontes de crescimento, criar novas sinergias e parcerias e promover o desenvolvimento sustentável”, detalhou o ministro.

Wang considerou ainda que o projecto tem agora uma “base mais sólida e mais participantes”, e garantiu que se “está a tornar uma rota para cooperação, prosperidade, abertura, desenvolvimento sustentável e benefício mútuo”.

“A iniciativa foi criada pela China, mas as oportunidades são para todos”, realçou.

O primeiro Fórum dedicado a “Uma Faixa, Uma Rota” foi realizado em Maio de 2017, também em Beijing, e contou com líderes de 28 estados e a participação de representantes de cem países.