O MALAWI foi ontem às urnas para eleger o Presidente, deputados e vereadores municipais depois de uma campanha eleitoral muito disputada. O Presidente Peter Mutharika procura o seu segundo mandato.

As mais de 5000 assembleias de voto abriram às 06.00 horas e fecharam às 18.00 horas tendo os cerca de 6,8 milhões de eleitores registados acorrido em números significativos às urnas.

Mutharika, do Partido Democrático Progressivo (DPP), no poder desde 2014, enfrenta a oposição do seu próprio vice, Saulos Chilima, do seu ministro da Saúde, Atupele Muluzi, e do ex-pastor baptista Lazarus Chakwera. Três outros candidatos, de menor expressão,  disputavam a presidência.

Depois de votar na escola primária de Goliati, na sua terra natal de Thyolo, Mutharika, confiante na reeleição, disse ao jornal “Nyasa Times” estar feliz por as pessoas terem saído em grande número para votar.

“(...) Isso significa que as pessoas estão a votar pelo futuro deste país. Todos devem votar, ninguém deve ser desencorajado. No final das contas são as pessoas que determinam quem deve dirigir o país”, disse o Presidente.

O vice-Presidente, Saulos Chilima, enfrentou problemas para votar. O seu nome não constava dos cadernos eleitorais do local onde ia votar. As autoridades eleitorais lançaram de imediato uma investigação para apurar como o nome do líder do Movimento Unido de Transformação (UTM) foi transferido para uma outra assembleia de voto.

O incidente fez com que Chilima só votasse 40 minutos depois de ter comparecido no local onde se inscreveu.

Um outro incidente registado ontem foi o de dois monitores eleitorais que tentaram votar duas vezes. Os dois pertenciam ao DPP e ao Partido do Congresso do Malawi (MCP), principal força da oposição, liderada por Chakwera.

Na capital comercial do país, Blantyre, houve longas filas de eleitores antes mesmo da abertura das urnas, na esperança que o seu voto traga uma mudança no país.

"Eu quero mudanças porque este país é abençoado com recursos minerais e produção agrícola. Mas devido à corrupção, somos o quarto país mais pobre do mundo", disse Wangisani Elias Mizedya, 42 anos, à Al-Jazeera.

Steve Nkhoma, um funcionário público, disse à Al-Jazeera que espera ver melhorada a qualidade de vida dos malawianos depois da eleição.

"Há altos índices de desemprego e os salários são baixos, então espero que o próximo governo possa mudar essas coisas. Há também falta de segurança. É por isso que as pessoas que vivem com albinismo estão a ser mortas. Quero que o meu voto mude isso", disse.

Além do Presidente, os eleitores malawianos decidiam ontem quem ocupará os 193 assentos do Parlamento e os representes dos governo locais, um país marcado pela corrupção, desemprego e perseguição aos albinos.

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Os EUA suspenderam por três meses o sancionamento da Huawei, que vai assim poder utilizar componentes e programas informáticos norte-americanos antes da aplicação efectiva das sanções contra o grupo chinês.

Na segunda-feira, o Governo norte-americano pareceu querer acalmar a tensão com os chineses, ao decidir este período transitório de 90 dias, que pode ser aproveitado pela Huawei e os seus parceiros comerciais para se adaptarem.

“Esta autorização geral temporária dá (ao sector) tempo para se reorganizar e ao Departamento (do Comércio) a possibilidade de determinar as medidas apropriadas a longo prazo para as empresas de telecomunicações norte-americanas e estrangeiras, que hoje se servem dos equipamentos da Huawei para alguns serviços essenciais”, indicou o secretário do Comércio, Wilbur Ross, em comunicado.

Em resumo, esta decisão vai permitir aos utilizadores de equipamentos Huawei continuar a utilizá-los.

Em contexto de guerra comercial entre Pequim e Washington, o Presidente norte-americano, Donald Trump, decidiu, na semana passada, interditar as exportações de produtos tecnológicos norte-americanos, para algumas empresas consideradas “de risco” para a segurança nacional. O conglomerado Huawei encontrou-se assim na lista negra de Washington.

A Google, cujo sistema Android equipa a imensa maioria dos “smartphones” no mundo, anunciou no domingo que ia cortar as ligações com a Huawei, o que teria por resultado impedir o grupo chinês de aceder a alguns serviços do Android e das suas aplicações Gmail ou Google Maps.

Esta decisão afectaria uma série de empresas norte-americanas, das vendedoras de programas informáticos às produtoras de semicondutores, que fornecem a Huawei.

Esse grupo chinês é não apenas o número dois dos “smartphones”. Mas também um dos líderes dos equipamentos das redes de telecomunicações.

Presente em 170 dias, o grupo é suspeito pelos EUA de espionagem em proveito de Pequim, que teria, largamente, contribuído para a sua ascensão internacional. Washington já tinha proibido aos seus militares a utilização de equipamentos Huawei, a qual desmente, firmemente, qualquer espionagem.

Washington receia que o grupo seja um “cavalo de Troia” da China, devido, designadamente, ao passado militar do seu patrão. E, em especial, a uma lei, votada em 2017, que obriga as grandes empresas chinesas a cooperarem com os serviços de informações do país.

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A Polícia da Nova Zelândia acusou hoje de práticas de terrorismo ao australiano Brenton Tarrant, detido naquele país, na sequência dos ataques a duas mesquitas, em Christchurch, em Março, que deixaram 51 mortos.

As autoridades avançaram também contra Tarrant com mais uma acusação de homicídio. Ao todo, o australiano enfrenta 51 acusações por homicídio e 40 por tentativa de homicídio.

No dia 15 de Março, 51 pessoas perderam a vida e outras tantas ficaram feridas num ataque indiscriminado contra muçulmanos que se encontravam em duas mesquitas em Christchurch, antes da oração do meio-dia.

O alegado autor dos ataques, o australiano Brenton Tarrant, transmitiu o ataque, em directo, na rede social Facebook. O vídeo, de 17 minutos, foi copiado e visto amplamente na Internet, mesmo depois das empresas de tecnologia o terem removido das suas plataformas.

Tarrant foi preso no mesmo dia.

Desde então, o país já avançou com legislação para proibir armas do tipo militar e abriu um período de dois anos no qual as famílias das vítimas dos atentados poderão solicitar o estatuto de residente permanente.

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O Malawi elege hoje um novo Presidente da República, numa disputa sem favoritos, mas na qual Peter Mutharika espera que as suas realizações para melhorar as infra-estruturas o ajudem a superar os seus adversários e conseguir um segundo mandato de cinco anos.

O país, largamente agrícola e que assistiu nos últimos anos a um rápido desenvolvimento, ainda depende muito da ajuda externa e Mutharika, de 78 anos, tem sido acusado de corrupção e má administração.

Sete outros concorrentes disputam a presidência, mas os principais rivais de Mutharika e do Partido Democrático Progressista (DPP) no poder, são o líder da oposição Lázaro Chakwera, do Partido do Congresso do Malawi (MCP), há muito estabelecido, e Saulos Chilima, do novo Movimento Unido de Transformação (UTM).

Chilima, um ex-executivo de 46 anos, era o aliado mais próximo de Mutharika e seu vice-Presidente. Mas ele desentendeu-se com o Presidente e no ano passado separou-se para criar o UTM.

Este será o primeiro teste eleitoral do UTM, que espera aproveitar o voto da juventude. Mais da metade dos 6,8 milhões de eleitores registados tem menos de 35 anos.

O outro principal rival do Presidente é o líder da oposição, Chakwera que nas eleições de 2014 ficou em segundo lugar, logo atrás de Mutharika, com cerca de 450 mil votos a menos.

Desta vez, ele tem um aliado de destaque, a antiga Presidente Joyce Banda, que se retirou na corrida para apoiar Chakwera.

O Presidente Mutharika chegou ao poder prometendo combater a corrupção.

Mas ele próprio foi apanhado num grande escândalo, quando a agência anti-corrupção do país denunciou o seu suposto envolvimento em “propinas” num contrato multimilionário para fornecer alimentos à Polícia.

Ele rejeita as acusações de um suborno de 200 mil dólares (12,7 milhoes de meticais), dizendo que "estava convencido de que era uma doação honesta" ao seu partido.

"Os malawianos perderam a confiança nesta administração", disse à AFP Gift Trapence, do Centro para o Desenvolvimento de Pessoas (CEDEP), que denunciando “muitos casos de impunidade”, diz que “muitas pessoas estão revoltadas e querem lançar (nestas eleições) um voto de censura ao governo".

Mas há eleitores prontos a dar outra chance a Mutharika, que disputa o seu segundo e último mandato.

Jane Morley, da consultoria londrina de risco Fitch Solutions, considera que triunfo de Mutharika dever-se-á, em grande parte, ao "fracasso da oposição em se unir em torno de um único candidato, combinado ao sistema eleitoral sob o qual o Presidente é eleito numa única volta"..

Com sistema eleitoral baseado na de maioria simples, Mutharika foi eleito em 2014 com apenas 36% dos votos. O vencedor deste ano pode assegurar a presidência com menos ainda.

A correr por fora está Atupele Muluzi, da Frente Democrática Unida (UDF). Na actual legislatura o seu partido é aliado do DPP e ele integra o governo como ministro da Saúde.

Hoje, os malawianos votam também para a Assembleia Nacional e nos representantes dos governos locais.

O Malawi conquistou a independência do Reino Unido em 1964, e foi então governado por Hastings Kamuzu Banda, como primeiro-ministro até 1966 e depois como Presidente até as primeiras eleições multipartidárias em 1994. -(TIMESLIVE)

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O ministro dos Negócios Estrangeiros da China pediu aos Estados Unidos para não irem “longe demais” e para evitarem novas “medidas prejudiciais” que atentam contra os interesses chineses, disse durante uma conversa telefónica com o chefe da diplomacia dos EUA.

Durante a conversa com Mike Pompeo, Wang Yi expressou a sua firme oposição ao decreto emitido, na semana passada, pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que proíbe o uso de equipamentos tecnológicos de empresas que, supostamente, tentam espiar o país, o que poderá, na prática, restringir os negócios de empresas como a Huawei, pode ler-se na imprensa chinesa de ontem 

“Os EUA devem mudar de curso para evitar danos maiores nos laços bilaterais em Maio, porque a cooperação é a única opção correcta para os dois países”, afirmou Wang durante a conversa telefónica que ocorreu no sábado, segundo o jornal diário “China Daily”.

O pedido ocorre depois do anúncio da ordem executiva de Trump contra os “adversários estrangeiros” dos Estados Unidos, embora não nomeie, especificamente, a China, um país com o qual mantém uma disputa comercial.

As negociações para acabar com a guerra comercial ainda não chegaram ao fim, após mais de dez rondas de encontros, mas não há sinal de resolução a curto prazo, após a imposição mútua de tarifas e a troca de acusações dos últimos dias.

“A China sempre esteve disposta a resolver disputas económicas e comerciais por meio de negociações e consultas que, no entanto, devem ser conduzidas com base na igualdade”, disse Wang, acrescentando que a China, como em qualquer outra negociação, deve “salvaguardar os seus interesses legítimos, responder aos apelos do seu povo e defender as regras básicas das relações internacionais”.

De acordo com o jornal estatal, os dois lados também trocaram opiniões sobre o mais recente desenvolvimento da questão iraniana, em torno da qual Wang enfatizou que a China está comprometida com a desnuclearização, paz e estabilidade no Médio Oriente.

“Esperamos que todas as partes ajam com contenção e cautela, a fim de evitar o aumento das tensões”, conclui Wang, citado pelo diário chinês.

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