Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Mais de 100 jornais dos Estados Unidos publicam hoje editoriais contra os ataques à imprensa perpetrados pelo Presidente, Donald Trump, que chegou a chamar à comunicação social “o inimigo do povo norte-americano”.

A iniciativa de criar uma frente comum para desarmar a hostil retórica de Trump, liderada pelo histórico diário The Boston Globe, juntou mais de 100 jornais do país, incluindo grandes títulos como The Houston Chronicle, Minneapolis Star Tribune, Miami Herald e Denver Post.

Numa carta enviada a centenas de publicações norte-americanas, o Globe propôs que publicassem hoje um editorial “sobre os perigos do ataque do Governo à imprensa” e pedissem a outras que se comprometessem a publicar os seus próprios editoriais na mesma data”, em defesa da liberdade de expressão, protegida nos Estados Unidos pela primeira emenda da Constituição.

A editora-adjunta da página editorial do Boston Globe, Marjorie Pritchard, disse ao canal televisivo CNN que “a resposta foi avassaladora” e que, embora inclua alguns grandes jornais, a maioria é de mercados mais pequenos.

Segundo a Lusa, esta resposta conjunta chega uma semana depois de Trump ter insistido mais uma vez em diabolizar a imprensa norte-americana.

“As empresas de notícias falsas odeiam que eu diga que são o Inimigo do Povo só porque sabem que é VERDADE. Eu estou a prestar um grande serviço ao explicar isto ao povo americano”, escreveu o chefe de Estado na sua conta da rede social Twitter.

“Os media causam grande divisão e desconfiança de propósito. Também podem causar uma guerra! São muito perigosos e doentes!”, acrescentou.

As constantes referências ofensivas de Trump à imprensa despertaram preocupação em várias organizações internacionais, como a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que expressaram numa declaração conjunta o seu desconcerto e alertaram para o perigo que tais críticas representam.

Numa altura em que vários jornalistas receberam já ameaças de morte, também alguns especialistas afirmaram recear que eles “possam sofrer actos de violência” devido aos comentários negativos que Trump emite sobre a forma como trabalham.

Por sua vez, o Alto-Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Zeid Ra'ad al-Hussein, sustentou que as agressões verbais do Presidente norte-americano “se estão a aproximar muito da incitação à violência”.

 

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O PRESIDENTE da Comissão Eleitoral Nacional Independente (CENI), Corneille Nangaa, disse segunda-feira à imprensa, em Kinshasa, que a sua instituição não precisava de qualquer apoio logístico da comunidade internacional, através da MONUSCO. Leia mais

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OS advogados do Presidente-eleito do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, submeteram ontem um pedido ao Tribunal Constitucional (TC) do país para que este rejeite um processo da oposição que contesta os resultados eleitorais. Leia mais

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O Presidente de Angola assumiu ontem que vai empenhar-se "pessoalmente" no processo de exumação dos restos mortais do antigo líder da UNITA, Jonas Savimbi, abatido durante a guerra civil angolana em 2002.

A garantia foi dada por João Lourenço ao presidente da União Nacional da Independência Total de Angola (UNITA), Isaías Samakuva, durante um encontro realizado ontem no Palácio Presidencial, o segundo desde que o chefe de Estado angolano chegou ao poder, em Setembro de 2017.

A 06 deste mês, Samakuva lamentou que o Estado angolano continue a reter os restos mortais de Jonas Savimbi, morto em 2002, facto que o líder da UNITA disse constituir "um testemunho gritante da política de exclusão entre irmãos", acrescentando que a atitude de Luanda "simboliza a necessidade imperativa da genuína reconciliação nacional" e está a impedir a realização de um "funeral condigno".

O líder "histórico" da UNITA nasceu a 03 de Agosto de 1934, no Munhango, a comuna fronteiriça entre as províncias do Bié e Moxico, e viria a ser morto em combate após uma perseguição das Forças Armadas angolanas, a 22 de Fevereiro de 2002, próximo de Lucusse, na província do Moxico, onde os seus restos mortais permanecem sepultados, à guarda do Estado angolano.

Segundo a Televisão Pública de Angola (TPA), João Lourenço garantiu ontem o "empenho pessoal" para que, ainda este ano, o processo esteja concluído e que os restos mortais de Savimbi sejam entregues à UNITA.

Segunda-feira, o Ministério do Interior angolano respondeu ao repto feito por Samakuva, a 06 deste mês, lembrando que o processo foi iniciado pelo líder da UNITA a 11 de Dezembro de 2014, precisamente em carta endereçada ao então Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Na carta, Samakuva informou Eduardo dos Santos que iria iniciar o processo de exumação e inumação dos restos mortais de Savimbi, solicitando também a indicação de um interlocutor do governo para abordar o assunto.

O então chefe de Estado, lê-se no documento, indicou o Ministério do Interior para representar o governo e, por sua vez, a direcção da UNITA avançou com o nome do então vice-presidente do partido, Ernesto Mulato, na qualidade de coordenador da comissão das exéquias do líder fundador.

Em Maio de 2015, segundo o comunicado, o ministro do Interior reuniu-se com Ernesto Mulato, acompanhado por vários membros da comissão, entre eles um dos filhos do antigo líder, Rafael Savimbi.

"No encontro, a delegação da UNITA apresentou um caderno de encargos sobre as exéquias do Dr. Jonas Savimbi, que previa actividades até ao primeiro trimestre de 2016. [Já houve) outros encontros, quer com o presidente Samakuva, com o [actual] vice-presidente Raul Danda, com o presidente da bancada parlamentar, Adalberto Costa Júnior, entre outros, para a abordagem de questões pontuais", refere-se no comunicado.

No documento, o Ministério do Interior manifesta disponibilidade para continuar a tratar do assunto, nos termos da orientação política do executivo e dos resultados do encontro mantido com a direcção da UNITA e para tal enviou segunda-feira uma carta a Samakuva.

O Ministério do Interior adiantou que a direção do maior partido da oposição angolana ainda não enviou os documentos referentes ao processo, que não aborda o assunto no mecanismo da comissão criada e que, "provavelmente, o então vice-presidente da UNITA, Ernesto Mulato, não passou o processo ao actual vice-presidente, Raul Danda".

Ontem, o porta-voz e deputado da UNITA, Alcides Sakala, sem, para já, avançar mais comentários, confirmou que a comissão do partido continua a ser coordenada por Ernesto Mulato e que doravante o partido irá avançar com novas iniciativas.

 

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O Presidente Donald Trump aumentou ontem o tom do seu confronto com a sua antiga assessora, Omarosa Manigault Newman, que chegou a ser a afro-americana com estatuto mais elevado na Casa Branca, designando-a de “cão!”.

A pressão sobre Manigault Newman intensificou-se ontem, com a organização da campanha eleitoral de Trump a apresentar uma queixa por violação de um alegado acordo de confidencialidade.

Trump distribuiu ontem de manhã uma série de mensagens insultuosas via rede social Twitter, enquanto Manigault Newman continuou a promover o seu livro revelador dos seus dias na Casa Branca e a divulgar registos sonoros secretos.

No seu livro, intitulado Unhinged” (“Desvairado”), cuja saída está prevista para hoje, Manigault Newman, entre outros pontos, acusa Trump de se comportar “como um cão sem trela” nos eventos que decorrem na instância de recreio que possui em Mar-a-Lago, na Florida, quando a esposa, Melania Trump, está ausente, e de ser “racista, intolerante e misógino”.

Entre as acusações está também a denúncia de utilização, por Trump, de linguagem racista durante o programa televisivo “O Aprendiz”, que ele animava.

Nas suas mensagens matinais de ontem, Trump afirmou: “quando se dá a uma louca, uma crápula chorona, uma possibilidade e um emprego na Casa Branca, acho que isso não vai funcionar. (…) O General Kelly fez um bom trabalho ao despedir rapidamente esse cão!”. John Kelly é o chefe de gabinete da Casa Branca.

Apesar de Trump divulgar insultos quase com um ritmo diário, chamar “cão” a Manigault Newman é um evento espantoso de uma série que realçou várias questões delicadas de Trump na Casa Branca, como a falta de diversidade racial entre os principais dirigentes, as questões de segurança - Manigault Newman gravou o seu despedimento na Sala de Emergência da Casa Branca – e as medidas extraordinárias, como os acordos de não-divulgação para manter os ex-assessores calados.

Trump também negou que tenha alguma vez usado a designada “N-word” [expressão que se refere à palavra ‘nigger’, usada de forma insultuosa e depreciativa para referir pessoas de pele negra]. Manigault Newman ouviu que existe uma gravação de Trump a usar a ‘N-word’.

Nas suas mensagens no Twitter, Trump disse que recebeu uma chamada do produtor de “O Aprendiz”. Com base nesse telefonema, garantiu: “NÃO HÁ GRAVAÇÕES de 'O Aprendiz' onde eu utilizo essa terrível e chocante palavra, como me atribuiu a 'louca e transtornada Omarosa'”.

Manigault Newman, a antiga ligação da Casa Branca para os votantes negros, escreveu nas suas memórias que ouviu que estas gravações existem. No domingo, afirmou que tinha ouvido uma depois de o livro estar terminado.

Terça-feira, na estação televisiva CBS, Manigault Newman divulgou outra gravação que garantiu ser relativa a uma discussão entre membros da campanha eleitoral de Trump sobre a existência de uma alegada gravação de Trump a usar aquele calão racista.

A Casa Branca e a campanha não responderam a um pedido de comentários.

Uma das pessoas alegadamente gravada é Katrina Pierson, uma consultora da campanha para a reeleição de Trump, que foi a porta-voz deste na campanha de 2016.

Pierson assegurou que nunca ouviu Trump a usar este tipo de linguagem e afirmou na cadeia televisiva Fox que a única pessoa que tinha ouvido a falar da existência das gravações tinha sido Manigault Newman.

Na gravação parece ouvir-se Pierson a dizer de Trump: “Ele disse-o. Ele está embaraçado”.

Questionada sobre se o livro está apoiado por mensagens de correio electrónico ou gravações, Manigault Newman disse na CBS que todas as citações no livro “podem ser verificadas e corroboradas e estão bem documentadas”, sugerindo que pode ter mais informações para revelar.

 

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