O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, avisou ontem o Irão que se “qualquer coisa acontecer” vão “sofrer muito”, depois de terem sido relatados ataques contra navios ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos.

“Se eles fizerem alguma coisa, vão acabar por sofrer muito”, disse Donald Trump após um encontro com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, na Casa Branca, considerando que seria “um grande erro” por parte do Irão.

No domingo, os Emirados Árabes Unidos deram conta de “actos de sabotagem” contra quatro navios comerciais de diferentes nacionalidades a leste do emirado de Fujairah, sem identificar os autores e hoje a Arábia Saudita, aliada de Washington, informou que “actos de sabotagem” foram realizados contra dois dos seus petroleiros ao largo dos Emirados.

Trump já perguntou sobre dois petroleiros sauditas e uma embarcação de bandeira norueguesa danificados, no que as autoridades do Golfo descreveram como um ataque de “sabotagem” ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos.

O Irão já ameaçou várias vezes fechar o estratégico estreito de Ormuz, crucial para a navegação mundial e para o abastecimento petrolífero, em caso de confronto militar com os Estados Unidos.

A divulgação do incidente ocorre numa altura em que os Estados Unidos alertam os navios da possibilidade de “o Irão ou os seus representantes” poderem atacar o tráfego marítimo na região e quando Washington está a enviar para o Golfo Pérsico um porta-aviões e bombardeiros para combater alegadas ameaças de Teerão.

O Irão considerou hoje “preocupantes” os “actos de sabotagem” contra navios ao largo dos Emirados Árabes Unidos e pediu a realização de um inquérito.

As tensões entre Washington e Teerão aumentaram desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, retirou o país do acordo nuclear de 2015, restaurando as sanções norte-americanas que levaram a economia do Irão à crise.

 

 

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O Presidente russo, Vladimir Putin, recebe hoje o Secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, num cenário de crescente escalada de tensão no Estreito de Ormuz, opondo os Estados Unidos e o Irão.

Nesta sua primeira deslocação à Rússia, Pompeo reunir-se-á ainda com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov.

A deslocação, inicialmente prevista para segunda-feira, foi adiada por 24 horas, para que Pompeo se reunisse em Bruxelas com responsáveis da União Europeia, que lhe pediram que os EUA mostrem “máxima contenção” ante a escalada de tensão no conflito com o Irão.

O Irão classificou, na passada segunda-feira, como “preocupantes” os “actos de sabotagem” contra navios ao largo dos Emirados Árabes Unidos e pediu a realização de um inquérito.

“Os incidentes que ocorreram no mar de Omã são preocupantes e lamentáveis”, disse o porta-voz dos Negócios Estrangeiros, Abbas Moussavi, num comunicado, apelando para uma investigação e alertando contra “o aventureirismo de actores estrangeiros” para perturbar a navegação marítima.

O Irão já ameaçou várias vezes fechar aquele estreito estratégico, crucial para a navegação mundial e para o abastecimento petrolífero, em caso de confronto militar com os Estados Unidos.

A divulgação do incidente ocorre numa altura em que os Estados Unidos alertam os navios para a possibilidade de “o Irão ou os seus representantes” poderem atacar o tráfego marítimo na região e quando Washington está a enviar para o Golfo Pérsico um porta-aviões e bombardeiros para combater alegadas ameaças de Teerão.

Na segunda-feira, no final de um encontro com o seu homólogo chinês, Wang Yi, o chefe da diplomacia russa disse que quando se reunir com Mike Pompeo, em Sochi, no sul da Rússia, espera esclarecer de que forma os norte-americanos “pretendem sair da crise que eles próprios criaram por causa das suas decisões unilaterais”.

Lavrov referia-se ao facto de, em 2018, os EUA terem abandonado o acordo nuclear com o Irão, por considerarem que aquele país não cumpria os seus compromissos.

Em resposta, na passada semana, quando se cumpria um ano de abandono dos EUA do acordo, o Irão anunciou que retomaria o seu programa nuclear e voltaria a produzir urânio enriquecido.

Na reunião de Mike Pompeo e Sergei Lavrov a crise iraniana será enquadrada pela complexa teia de relações diplomáticas à volta dos tratados nucleares, nomeadamente, a extensão do tratado de redução de armas nucleares, START III, que expira em 2021.

O acordo, bilateral, START III foi assinado em 2010 pelos então presidentes norte-americano Barack Obama e russo Dmitri Medvedev, determinando uma redução em 30% do número de ogivas nucleares para 1550 por país.

O tratado também limitava em 700 o número de mísseis intercontinentais para cada país subscritor.

Com a saída dos EUA do Tratado de Mísseis de Curto e Médio Alcance (IMF), em 2018, a prorrogação por mais cinco anos do START II ficou em dúvida, com os dois países a acusarem-se mutuamente de falta de interesse de contenção na corrida ao armamento nuclear.

 

 

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O ex-presidente do Brasil, Michel Temer, foi ontem transferido da Superintendência da Polícia Federal de São Paulo para o Comando de Policiamento de Choque da Polícia Militar, em cumprimento de uma decisão da Justiça.

A decisão foi tomada pela juíza Carolina Figueiredo, da 7.ª Vara Federal Criminal, no Rio de Janeiro, que acatou um pedido dos advogados de defesa do antigo chefe de Estado brasileiro, detido desde a última quarta-feira, suspeito de participar em esquemas de corrupção.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, uma empresa ligada ao coronel João Baptista Lima Filho teria participado no consórcio vencedor da licitação da unidade Angra 3, que faz parte da central nuclear Almirante Álvaro Alberto, apenas para viabilizar o pagamento de suborno para Temer.

Os investigadores indicaram que o coronel Lima, além de amigo de longa data de Temer, actuava como um operador financeiro do ex-chefe de Estado brasileiro.

Michel Temer, 78 anos, foi detido pela primeira vez no dia 21 de Março, em São Paulo, a pedido dos investigadores da operação Lava Jato do Rio de Janeiro, e libertado no dia 25 desse mês, juntamente com o ex-ministro Moreira Franco e com o coronel Lima.

Na última quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 2ª Região do Brasil (TRF-2) determinou o regresso de Temer e do coronel Lima à prisão.

Por dois votos a favor e um contra, os juízes deliberaram pela revogação do 'habeas corpus' que garantia a liberdade de Temer e do coronel Lima.

Temer é o segundo ex-presidente brasileiro a ser detido no espaço de um ano - o primeiro foi Lula da Silva, 73 anos, que cumpre pena de prisão.

Michel Temer está a ser investigado em vários casos ligados à Lava Jato, considerada a maior operação de combate à corrupção no Brasil e que descobriu desvios milionários da empresa petrolífera estatal Petrobras e outros órgãos públicos do país.

Desde o seu lançamento, em Março de 2014, a investigação Lava Jato levou à prisão empresários e políticos, incluindo Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), que foi Presidente do Brasil entre 2003 e 2011.

Temer, do partido Movimento Democrático Brasileiro, foi Presidente entre Agosto de 2016, na sequência da destituição de Dilma Rousseff (PT), em Dezembro de 2018.

 

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O Papa Francisco endereçou as suas condolências pelo ataque terrorista de domingo numa igreja católica no Burkina Faso, que deixou seis mortos, incluindo o padre Abbé Simeón Yampa.

Numa breve mensagem divulgada na sua conta do Twitter, o director interino da Sala de Imprensa do Vaticano, Alessandro Gisotti, assinalou que “o Santo Padre recebeu com dor a notícia do ataque à igreja em Dablo, no Burkina Faso. O Papa reza pelas vítimas, pelas suas famílias e por toda a comunidade cristã do país”.

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O balanço preliminar da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) elogia as eleições legislativas na África do Sul, considerando que estas decorreram “de forma organizada e profissional” e dentro da regulamentação do país.

Num comunicado emitido domingo, no seu portal online, o SADC partilhou as conclusões da sua Missão de Observação Eleitoral (SEOM, na sigla inglesa).

De acordo com o documento, a SEOM observou “boas práticas dignas de manter”, como o ambiente político e de segurança “antes, durante e, imediatamente, depois do dia da votação”, que foi “pacífico” e pela gestão das eleições pela comissão eleitoral da África do Sul, não obstante os desafios.

Ainda assim, a missão de observação indica a necessidade de algumas melhorias do processo eleitoral na África do Sul, nomeadamente, face à “apatia entre os jovens sul-africanos”, através da “criação e implementação de programas de educação eleitoral e cívica” virados àquela camada social importante.

A SEOM apelou também à “introdução de modalidades” para aumentar a representação de mulheres, enquanto candidatas pelos partidos políticos e nos cargos de chefias, e uma emenda pelo Governo à Lei Eleitoral Municipal para que estas não coincidam com as eleições legislativas.

Cinquenta membros oriundos de 10 países integraram a missão de observação eleitoral da SADC nas nove províncias sul-africanas.

Representantes de Angola, Botswana, Lesotho, Malawi, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo (RDCongo), Tanzania, Zâmbia e Zimbabwe estiveram envolvidos na missão.

De acordo com as normas da SADC, o relatório final da SEOM nas eleições de quarta-feira na África do Sul deve ser completado e emitido no espaço de 30 dias, após a realização das eleições.

A Comissão Eleitoral Independente (IEC) declarou como vencedor nestas legislativas o Congresso Nacional Africano, que vai governar o país por mais cinco anos, com uma maioria nacional de 57,51% (230 deputados no parlamento), após uma década de fraco crescimento económico, aumento da corrupção no Estado e tensões raciais.

Com uma adesão às urnas de 65,99%, a IEC validou 57,51% dos votos para o Congresso Nacional Africano (ANC) na Assembleia Nacional, à frente dos partidos da oposição Aliança Democrática (DA), com 20,76%, Combatentes da Liberdade Económica (EFF), com 10,79%, Partido Livre Inkatha (IFP), com 3,38%, e Frente da Liberdade Mais (VF Plus), com 2,38% dos votos.

O partido no poder ficou à frente em todas as províncias do país, excepto no Cabo Ocidental, onde a DA venceu com 55,45% (24 deputados) à frente da ANC, com 28,63% (12 deputados), e do EFF, com 4,04% e dois deputados.

Catorze partidos vão representar o eleitorado com um total de 400 deputados no parlamento, na Cidade do Cabo, onde o ANC elegeu a maioria, com 230 deputados.

A AD é o maior partido da oposição, com 84 deputados, à frente do EFF, com 44 deputados, do IFP, com 14, e do VF Plus, com 10 deputados.

Cerca de 28 milhões de eleitores votaram pela sexta vez desde o fim do “apartheid” em 1994. Participaram nestas eleições legislativas, 48 partidos políticos.

As eleições para a Assembleia Nacional, o Conselho Nacional de Província e as nove legislaturas provinciais, as mais contestadas na África do Sul nos últimos 25 anos, são tidas como barómetro da liderança do Congresso Nacional Africano e do Presidente Cyril Ramaphosa, que substituiu em Fevereiro de 2018 Jacob Zuma, afastado do cargo presidencial pela liderança do partido por vários escândalos de corrupção.

 

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