Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

O Presidente Donald Trump aumentou ontem o tom do seu confronto com a sua antiga assessora, Omarosa Manigault Newman, que chegou a ser a afro-americana com estatuto mais elevado na Casa Branca, designando-a de “cão!”.

A pressão sobre Manigault Newman intensificou-se ontem, com a organização da campanha eleitoral de Trump a apresentar uma queixa por violação de um alegado acordo de confidencialidade.

Trump distribuiu ontem de manhã uma série de mensagens insultuosas via rede social Twitter, enquanto Manigault Newman continuou a promover o seu livro revelador dos seus dias na Casa Branca e a divulgar registos sonoros secretos.

No seu livro, intitulado Unhinged” (“Desvairado”), cuja saída está prevista para hoje, Manigault Newman, entre outros pontos, acusa Trump de se comportar “como um cão sem trela” nos eventos que decorrem na instância de recreio que possui em Mar-a-Lago, na Florida, quando a esposa, Melania Trump, está ausente, e de ser “racista, intolerante e misógino”.

Entre as acusações está também a denúncia de utilização, por Trump, de linguagem racista durante o programa televisivo “O Aprendiz”, que ele animava.

Nas suas mensagens matinais de ontem, Trump afirmou: “quando se dá a uma louca, uma crápula chorona, uma possibilidade e um emprego na Casa Branca, acho que isso não vai funcionar. (…) O General Kelly fez um bom trabalho ao despedir rapidamente esse cão!”. John Kelly é o chefe de gabinete da Casa Branca.

Apesar de Trump divulgar insultos quase com um ritmo diário, chamar “cão” a Manigault Newman é um evento espantoso de uma série que realçou várias questões delicadas de Trump na Casa Branca, como a falta de diversidade racial entre os principais dirigentes, as questões de segurança - Manigault Newman gravou o seu despedimento na Sala de Emergência da Casa Branca – e as medidas extraordinárias, como os acordos de não-divulgação para manter os ex-assessores calados.

Trump também negou que tenha alguma vez usado a designada “N-word” [expressão que se refere à palavra ‘nigger’, usada de forma insultuosa e depreciativa para referir pessoas de pele negra]. Manigault Newman ouviu que existe uma gravação de Trump a usar a ‘N-word’.

Nas suas mensagens no Twitter, Trump disse que recebeu uma chamada do produtor de “O Aprendiz”. Com base nesse telefonema, garantiu: “NÃO HÁ GRAVAÇÕES de 'O Aprendiz' onde eu utilizo essa terrível e chocante palavra, como me atribuiu a 'louca e transtornada Omarosa'”.

Manigault Newman, a antiga ligação da Casa Branca para os votantes negros, escreveu nas suas memórias que ouviu que estas gravações existem. No domingo, afirmou que tinha ouvido uma depois de o livro estar terminado.

Terça-feira, na estação televisiva CBS, Manigault Newman divulgou outra gravação que garantiu ser relativa a uma discussão entre membros da campanha eleitoral de Trump sobre a existência de uma alegada gravação de Trump a usar aquele calão racista.

A Casa Branca e a campanha não responderam a um pedido de comentários.

Uma das pessoas alegadamente gravada é Katrina Pierson, uma consultora da campanha para a reeleição de Trump, que foi a porta-voz deste na campanha de 2016.

Pierson assegurou que nunca ouviu Trump a usar este tipo de linguagem e afirmou na cadeia televisiva Fox que a única pessoa que tinha ouvido a falar da existência das gravações tinha sido Manigault Newman.

Na gravação parece ouvir-se Pierson a dizer de Trump: “Ele disse-o. Ele está embaraçado”.

Questionada sobre se o livro está apoiado por mensagens de correio electrónico ou gravações, Manigault Newman disse na CBS que todas as citações no livro “podem ser verificadas e corroboradas e estão bem documentadas”, sugerindo que pode ter mais informações para revelar.

 

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O carro do Presidente do Uganda, Yoweri Museveni, foi atacado por membros da oposição na cidade de Arua, informou um funcionário sénior do gabinete de imprensa da Presidência.

Fotos distribuídas por Don Wanyama mostram o vidro traseiro do veículo do Presidente destruído no ataque. A fonte não teceu qualquer comentário sobre se Museveni sofreu ou não algum ferimento.

Esta informação foi divulgada segunda-feira, cerca de uma hora depois de um popular deputado, Robert Kyagulanye Ssentamu, também conhecido por Bobi Wine, ter escrito no Twitter que a Polícia tinha tentado assassiná-lo.

ʺA Polícia atirou e matou o meu motorista pensando que tinham atirado sobre mim. O meu hotel encontra-se agora cercado pela Políciaʺ, escreveu Wine no Twitter, com uma foto do seu motorista estatelado no assento da frente do veículo.

Segundo a AIM, a imprensa local reporta que Bobi Wine encontra-se sob custódia policial, juntamente com um outro deputado.

Bobi Wine, deputado pela oposição, é conhecido como apoiante do candidato independente Kassiano Wadri. 

O Presidente Museveni esteve também em Arua a fazer campanha por Nusura Tiperu, candidato do partido no poder, o Movimento Nacional de Resistência, às eleições intercalares, que deverão ter lugar hoje.

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O número de mortes registadas em consequência de operações policiais no Estado do Rio de Janeiro mais do que duplicou em Julho, em comparação com o mesmo período de 2017, informaram fontes oficiais citadas pela Lusa.

De acordo com um estudo do Instituto de Segurança Pública do Rio, morreram 129 pessoas em Julho de 2018 em operações das Forças Armadas e da Polícia, contra 63 contabilizadas no período homólogo de 2017.

Segundo o Instituto, entre Janeiro e Julho deste ano 895 pessoas morreram em confrontos com as forças de segurança no Rio de Janeiro.

Em Fevereiro, o Presidente do Brasil, Michel Temer, entregou ao exército o controlo da área de segurança pública do Rio de Janeiro para conter a onda de violência que afecta a cidade mais emblemática do país, e desde então morreram mais de 738 pessoas em operações policiais.

Dados divulgados pelo mesmo Instituto revelam ainda que os crimes contra a vida aumentaram em Julho, enquanto os crimes contra a propriedade, como roubo e furto, diminuíram.

Segundo o estudo, os homicídios apresentam um aumento de 9% em relação a Julho do ano passado, enquanto o roubo de veículos, por exemplo, registou uma redução de 29% em relação ao mesmo mês de 2017.

Os roubos e os furtos também diminuíram 19% em Julho, em comparação com o mês imediatamente anterior.

Os assaltos nas ruas também caíram 12% em relação a Julho do ano passado e o roubo, seguido de morte, registou nove vítimas em Julho deste ano, o número mais baixo desde Novembro de 2015.

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O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, avisou ontem  Pequim que não pode construir ilhas artificiais no Mar do Sul da China e depois reclamar jurisdição sobre o espaço aéreo e as águas daquela região.

A China "não pode criar uma ilha (...) e depois dizer que o espaço aéreo sobre essas ilhas artificiais lhe pertence", afirmou Rodrigo Duterte, num discurso para uma audiência que incluía o embaixador norte-americano nas Filipinas e outros convidados estrangeiros.

"Isso está errado porque se tratam de águas internacionais", disse Rodrigo Duterte, numa rara crítica pública às autoridades chinesas. “O direito de passagem deve ser garantido. Não é preciso permissão para navegar pelos mares abertos", acrescentou, de acordo com a Lusa.

A agência de notícias Associated Press (AP) noticiou há duas semanas que as autoridades filipinas têm manifestado preocupação pelo número crescente de mensagens de rádio chinesas, avisando aviões e navios filipinos para ficarem longe das ilhas artificiais construídas por Pequim.

"Espero que a China acalme o seu comportamento (…). Um dia destes um comandante de cabeça quente vai premir o gatilho", disse Duterte.

De acordo com um relatório oficial das autoridades filipinas, à qual a AP teve acesso, no segundo semestre do ano passado aviões militares filipinos receberam alertas de rádio chineses, pelo menos 46 vezes, enquanto patrulhavam zonas próximas das ilhas artificiais construídas pela China no arquipélago Spratly (arquipélago desabitado no Mar do Sul da China, com mais de 750 recifes, ilhéus, atóis e ilhas).

A China transformou sete recifes em ilhas artificiais. As novas ilhas ficam próximas de outras ocupadas pelo Vietname, Filipinas e Taiwan.

Malásia e o Brunei são outros dos países que disputam a jurisdição sobre ilhas e recifes, ricos em pesca e potenciais depósitos de combustíveis fósseis.

A China alega que grande parte do mar é seu e construiu várias ilhas artificiais equipadas com pistas, estações de radar e mísseis para reforçar a sua reivindicação, acusando os EUA, que regularmente patrulham as águas com meios aéreos, porta-aviões e outros navios de guerra, de se intrometerem numa disputa que é puramente asiática.

A cadeia de televisão norte-americana CNN informou, na semana passada, que as forças armadas chinesas repetidamente advertiram um avião da Marinha dos EUA que voava perto de algumas destas novas ilhas para "sair imediatamente e manter-se afastado para evitar qualquer mal-entendido".

"Os nossos navios e aeronaves observaram um aumento de pedidos de consulta chineses via rádio que parecem ter origem nas novas instalações terrestres no Mar do Sul da China", disse à AP o comandante Clay Doss, oficial de assuntos públicos da 7ª Frota dos EUA.

"Essas comunicações não afectam as nossas operações", ressalvou.

 

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A unidade de contraterrorismo da Polícia britânica divulgou que o suspeito do ataque perpetrado ontem, junto ao Parlamento, é um cidadão britânico de 29 anos, confirmando igualmente a realização de buscas em vários locais na zona centro de Inglaterra.

Um homem conduziu ontem de manhã um Ford Fiesta prateado contra as barreiras de segurança localizadas em frente ao Parlamento britânico, no Palácio de Westminster, em Londres, atropelando peões e ciclistas pelo caminho.

O condutor do automóvel foi detido no local. Três pessoas ficaram feridas no ataque, mas nenhuma corre risco de vida.

No âmbito da investigação do caso, a Polícia informou ontem à tarde, num comunicado, que estão a decorrer buscas em duas habitações em Birmingham e numa outra casa em Nottingham.

Na mesma nota informativa as autoridades confirmaram que o detido é um cidadão britânico de 29 anos e que está a ser interrogado numa esquadra da Polícia na zona sul de Londres, suspeito de planeamento de um acto terrorista.

A Polícia precisou que o Ford Fiesta prateado envolvido neste ataque estava registado em nome de um particular e que na noite de segunda-feira o veículo fez uma viagem de Birmingham para Londres.

O carro circulou entre as áreas londrinas de Westminster e de Whitehall, das 06:00 da manhã de terça-feira (hora local e a mesma hora em Lisboa) até às 07:37 horas, quando foi perpetrado o ataque.

A unidade de contraterrorismo da Polícia britânica referiu ainda que não foram realizadas, até ao momento, outras detenções relacionadas com o caso.

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