Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A Rússia acusou os Estados Unidos de atentar, abertamente, contra a soberania da Venezuela ao promover a criação de "estruturas governamentais alternativas" no país latino-americano, e reiterou seu apoio ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, noticiou a EFE.

"A desavergonhada política de Washington, que aponta para a criação anti-constitucional de estruturas governamentais alternativas da Venezuela (...), é um atentado aberto contra a soberania venezuelana", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia em comunicado.

Moscovo destacou que a tentativa de aplicar na Venezuela a Carta Democrática Inter-americana por uma suposta ruptura da ordem democrática é uma "via absolutamente sem perspectivas".

"Não se deve provocar uma maior divisão da sociedade venezuelana. É preciso promover a busca da concórdia, a união dos esforços do governo e a oposição a fim de diminuir a tensão", acrescentou a diplomacia russa.

Na sua opinião, muitos países latino-americanos compartilham deste ponto de vista.

O Departamento dirigido por Sergei Lavrov também confirmou que a Rússia "cooperará estreitamente com a Venezuela, com o seu povo e as suas autoridades legítimas", e continuará a  aprofundar as suas relações de parceria estratégica com Caracas.

"Continuaremos a ajudar a Venezuela para que saia da complexa situação económica em que se encontra", indicou Moscovo.

Maduro tomou posse quinta-feira para um segundo mandato, como presidente da Venezuela, em meio a críticas internacionais sobre a legitimidade da sua vitória nas eleições de Maio no último ano.
 

 

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Centenas de pessoas concentraram-se ontem nas ruas da capital do Zimbabwe, Harare, e na cidade de Bulawayo, para protestarem contra a subida dos preços dos combustíveis decretada pelo Presidente Emmerson Mnangagwa, num clima social cada vez mais tenso.

Os manifestantes começaram a juntar-se ainda de madrugada e ergueram barricadas de pedras e pneus em chamas, relataram os jornalistas da agência francesa AFP.

“Estamos fartos de sofrer, Mnangagwa falhou!”, desabafou um manifestante na capital.

O Presidente tem sido, abertamente, criticado pela sua incapacidade de vencer a crise. Nos últimos 20 anos, a economia nacional não parou de encolher, estrangulada, financeiramente, pela falta de liquidez e inflação galopante.

A situação piorou nos últimos meses quando começaram a escassear os bens essenciais, a começar pelo petróleo. Os veículos formaram longas filas de quilómetros em frente aos postos de abastecimento de combustível vazios.

Numa rara intervenção televisiva, Mnangagwa anunciou no sábado à noite que os preços da gasolina iriam aumentar duas vezes e meia, para reduzir o consumo e os negócios ilícitos relacionados com as divisas locais, as “notas de obrigação”.

Num ambiente já tenso, a medida incendiou ainda mais os ânimos.

A Confederação de Sindicatos do Zimbabwe (ZCTU) pediu à população, que parasse de trabalhar até quarta-feira, lançando um apelo nas redes sociais: “Já sofremos bastante, chegou a hora de acabar com a loucura”.

 

 

 

 

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A universidade egípcia de Al Azhar expulsou uma aluna por abraçar o seu noivo fora do campus universitário, depois de a demonstração de afecto, quando o rapaz a pedia em casamento, ter sido difundida nas redes sociais.

O comité de disciplina da universidade investigou o sucedido e tomou a decisão de expulsar a aluna, apesar de o abraço não ter ocorrido no recinto daquele importante centro académico do Islão sunita, disse à agência de notícias espanhola EFE o porta-voz, Ahmed Zaree.

A decisão não é definitiva, podendo a aluna ainda recorrer perante o Comité de Disciplina Supremo, que decidirá se “confirma, reduz ou anula o castigo”, acrescentou.

O porta-voz argumentou que a Universidade de Al Azhar “tem um caráter especial” por ser um centro religioso e as suas decisões coerentes com “os valores da sociedade” egípcia, na qual a maior parte dos cidadãos praticam o islamismo sunita e seguem tradições conservadoras, sobretudo aquelas que dizem respeito às relações entre homens e mulheres.

Ahmed Zaree sublinhou a importância de impor “um castigo forte, que seja coerente com os valores da Universidade”.

A aluna, que não foi identificada com nome próprio ou apelido, tem sido chamada pelos meios de comunicação social locais de “a rapariga do abraço”.

A rapariga foi filmada depois de um rapaz se ter ajoelhado à sua frente com um ramo de flores, pedindo-a em casamento, abraçando-a de seguida e pegando-lhe ao colo, e rodopiando abraçados.

O episódio decorreu no campus de uma outra universidade do Cairo, a Universidade de Mansura.

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OS zimbabweanos saíram ontem à rua em protesto contra um pesado aumento dos preços dos combustíveis anunciado no sábado, que também fez deflagrar uma greve nacional convocada pela principal confederação sindical do país. Leia mais

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CaboVerde celebra hoje, o Dia da Liberdade e Democracia, com uma sessão solene especial no parlamento e com outras actividades um pouco por todo o país.

O 13 de Janeiro é a data em que, pela primeira vez, em 1991, os cabo-verdianos exerceram o seu direito de voto em eleições multipartidárias, após 16 anos de regime de partido único.

As primeiras eleições multipartidárias no arquipélago foram ganhas pelo Movimento para a Democracia (MpD), partido que regressou ao poder  em 2016 após  ter ficado quinze anos na oposição.

O dia 13 de Janeiro já era feriado nacional, mas desde 2017 que o parlamento cabo-verdiano celebra a data com uma sessão solene especial com o objectivo de reconhecer e dignificar uma das datas mais significativas para o país, a par do Dia da Independência, celebrado a 05 de Julho.

A sessão, que é aberta ao público e que contará com a presença das mais altas entidades do Estado,  deverá ser dirigida  pelo Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

Vão ainda usar da palavra o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Santos e os representantes dos partidos com assento parlamentar.

O dia é assinalado um pouco por todo o país com várias actividades políticas, culturais e desportivas, com destaque para a Corrida de Liberdade, organizada pela Câmara Municipal da Praia e que, este ano, tem como padrinho Neno, antigo futebolista português de origem cabo-verdiana. (LUSA)

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