Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Uma acção judicial submetida ao tribunal constitucional do Zimbabwe pelo líder da oposição, Nelson Chamisa, alegando fraude, forçou a suspensão da tomada de posse hoje de Emmerson Mnangagwa, declarado vencedor da eleição presidencial de 30 de Julho último.

Segundo o enviado da AIM, Almiro Mazive, dezenas de chefes de Estado e de governo, incluindo o estadista moçambicano, Filipe Nyusi, eram aguardados na capital zimbabweana para participarem no evento, em resposta a convites endereçados pelo ministério zimbabweano dos Negócios Estrangeiros e Relações Internacionais.

A petição de Chamisa pretende que a eleição presidencial seja declarada nula e sem efeito ou ele (Chamisa) ser confirmado como “legítimo” vencedor do escrutínio. O líder do MDC vai mais longe desafiando uma nova eleição presidencial.

Enquanto isso, Mnangagwa, que reuniu, tal como Chamisa, uma ‘invejosa’ equipa de advogados, tem menos de três dias para se defender.

Na disputada eleição presidencial, Mnangagwa evitou, por pouco, uma segunda volta, ao amealhar 50,8 por cento dos votos, contra 44,3 de Chamisa.

Assim, a tomada de posse de Mnangagwa fica suspensa até que o Tribunal Constitucional zimbabweano finalize o processo.

No Zimbabwe é de lei que um candidato presidencial recorra ao tribunal para contestar o resultado anunciado pela comissão eleitoral num período de sete dias. Por sua vez, o tribunal é obrigado a fazer suas constatações e emitir um veredicto em 14 dias após a entrada do recurso.

Se o actual resultado for confirmado pelo tribunal, Mnangagwa vai prestar juramento em 48 horas, após a decisão.

Em caso de o tribunal for por uma nova eleição, Zimbabwe deverá organizar um novo pleito, em 60 dias, também após a mesma decisão.

Milhares de zimbabweanos votaram nas históricas eleições de 30 de Julho para escolher um novo parlamento e novo presidente, o que ocorreu pela primeira vez depois da dramática queda, do poder, de Robert Mugabe, em Novembro passado.

Também foi pela primeira vez que se realizou uma eleição sem o fundador do MDC, Morgan Tsvangirai, que perdeu a vida vítima de doença no passado mês de Fevereiro.

Pelo menos sete pessoas morreram em distúrbios pós eleições, quando o exército zimbabweano foi chamado a intervir para amainar a violência. Aparentemente, Harare, a cidade que viveu os protestos, está calma.

 

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Mais de 600 activistas e estudantes manifestaram-se ontem, em Charlottesville, contra o racismo e a supremacia branca, um ano depois de uma marcha de extrema-direita ter causado três mortos naquela cidade.

"Nós dizemos 'basta' ao racismo. O apoio aos movimentos de supremacistas brancos continua. Temos de continuar a reunir-nos e a lutar contra este flagelo", disse à Efe um das estudantes organizadores da manifestação, na Universidade da Virginia.

A manifestação estava programada no campus Charlottesville, em honra ao antigo Presidente norte-americano Thomas Jefferson (1801-1809), palco no ano passado de um encontro de grupos de extrema-direita.

No entanto, as autoridades cercaram o local e instalaram um robusto sistema de segurança para controlar a entrada de pessoa, motivando os estudantes a escolherem outro palco para os protestos.

"Decidimos mudar o local, não era seguro para nós ou para a nossa comunidade, teria sido uma traição aos nossos ideais. Queriam-nos encerrados numa jaula, mas isso não vai acontecer", disse o mesmo estudante à Efe.

Assim, escreve a Lusa, mais de 600 pessoas, de acordo com as estimativas dos organizadores, marcharam pelo campus da Universidade empunhando cartazes com mensagens contra a supremacia branca.

No dia 13 de Julho do ano passado, pelo menos três pessoas morreram no âmbito de um encontro de grupos de extrema-direita em Charlottesville, no estado norte-americano de Virgínia, segundo fontes oficiais.

Uma pessoa morreu quando um carro atingiu um grupo de pessoas que, segundo testemunhas, se manifestavam contra o encontro de extrema-direita. Os outros dois mortos foram o piloto e o passageiro de um helicóptero que se despenhou nos arredores de Charlottesville, disse à época o governador do Estado, Terry McAuliffe.

 

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O líder iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, pediu ontem aos tribunais medidas "rápidas e justas" para enfrentar a "guerra económica" instalada no país, informou a agência oficial IRNA.

As declarações do líder iraniano surgem como resposta a uma carta enviada pelo chefe do poder judicial Sadeq Amoli Larijani, que pedia a instalação de tribunais especiais para lidar "rapidamente com crimes financeiros".

"As actuais condições são consideradas uma guerra económica", afirmou Larijani, na carta enviada a Khamenei, segundo a Lusa.

O país tem sido alvo de manifestações contra a corrupção e o custo de vida elevado.

No mesmo dia, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Javad Zarif, afastou a hipótese de um encontro entre autoridades de Teerão e dos Estados Unidos, após o restabelecimento das sanções económicas por parte dos norte-americanos contra Teerão.

 

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MAIS de 100 crianças foram libertadas esta semana por grupos armados no Sudão do Sul, elevando para mais de 900 o total de crianças-soldado que conseguiram liberdade este ano, segundo a UNICEF. Leia mais

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O EX-CHEFE do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses, Zamora Induta, defendeu ser fundamental que o país coloque em cima da mesa a redefinição da fronteira marítima com o Senegal, antes de qualquer discussão sobre a partilha do petróleo.

Os dois países estão a discutir a possibilidade de assinatura de um novo acordo de partilha de hidrocarbonetos (petróleo e gás) que se acredita existirem numa zona marítima comum, estando prevista uma nova reunião no final deste mês, em Bissau, soube a agência Lusa.

O Estado guineense, sob orientação do Presidente do país, José Mário Vaz, pretende uma nova partilha por não concordar com a divisão que dava 15 por cento à Guiné-Bissau e 85 por cento ao Senegal, em caso de descoberta de petróleo na zona.

Várias personalidades guineenses têm vindo a exortar as autoridades do país a protelarem as negociações com o Senegal para que se juntem outros contributos sobre o assunto.

Segundo o ex-dirigente militar guineense, a “questão prévia reside nos azimutes errados” que, disse, têm sido apresentados para evocar a fronteira marítima entre os dois países.

Na opinião de Zamora Induta, a Guiné-Bissau “pode hoje, perfeitamente”, provar que a linha da fronteira marítima com o Senegal “foi mal traçada”, o que motivou que se chegasse aos azimutes 268 a 220, onde se constituiu, erradamente, a zona de exploração conjunta, defendeu.

Voltando-se para aquilo que devia ser o traçado correcto da fronteira marítima entre os dois países, Induta afirmou que quase se atreve a dizer que o actual espaço de exploração conjunta pertence por inteiro à Guiné-Bissau.

“Primeiro, é preciso ver onde é que começa o espaço de cada um, a fronteira, e só depois ver se vale a pena ou não entrar numa sociedade”, declarou o militar com a patente de almirante.

Se começar pela questão de revisão do azimute 240, cai por terra a questão dos azimutes 220 -268, logo não haverá necessidade de se ter uma zona conjunta de exploração com o Senegal, precisou Zamora Induta.

O militar considera que a Guiné-Bissau deve tratar a questão da fronteira e outras com o Senegal de forma descomplexada, mas sem crucificar os responsáveis do Estado que no passado lidaram com o problema.

“Os homens dos anos 60, dos anos 80/90 trataram esta questão com instrumentos de que dispunham na altura, mas estamos em 2018. Os homens deste tempo têm muitos instrumentos válidos para delimitar a fronteira”, observou Zamora Induta.

De ponto de vista estratégico, a Guiné-Bissau tem todas as condições para chamar à razão o Senegal, defendeu Induta, levando em conta a “boa vizinhança” entre os dois países, disse.

“Como diz o meu professor António Vitorino, nestas andanças não pode existir sempre um perdedor e um ganhador. A Guiné, neste caso, tem sido sempre um perdedor”, considerou Zamora Induta.

 

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