A primeira-ministra britânica vai reunir-se, esta quarta-feira, com o líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, para tentar desbloquear a situação do Brexit.

Ainda que haja pouca esperança dum eventual consenso político, dezenas de deputados tories avisam que um acordo com o Labour pode “destruir” o Partido Conservador.

Na tentativa de resolver o imbróglio do Brexit, Theresa May admitiu, ontem terça-feira, que vai tentar um novo adiamento da saída do Reino Unido da União Europeia, ao mesmo tempo que convocou o líder da oposição, Jeremy Corbyn, para tentar chegar a um entendimento.

A pouco mais de uma semana da data marcada para o Brexit, os dois líderes vão tentar encontrar pontos comuns de forma a evitar uma saída desordenada do Reino Unido do bloco comunitário.

A reunião marcada para esta quarta-feira não tem pré-condições, mas Jeremy Corbyn enfatizou a importância da criação de uma união aduaneira permanente e ainda de garantia e protecção dos direitos dos trabalhadores, duas “prioridades” para os trabalhistas neste processo.

Críticas dos conservadores

Mas houve no Partido Conservador quem não gostasse deste estender de mão Theresa May ao líder do Labour

Há até vários deputados euro-céticos, que avisam a primeira-ministra, que um eventual acordo com Corbyn poderá ser destrutivo para os tories.  

"Responsabilidade" de Corbyn

Do lado trabalhista, Corbyn também estará perante um dilema: entre chegar a um entendimento com a primeira-ministra ou exigir a marcação de um segundo referendo, uma vez que várias figuras proeminentes do partido defendem essa proposta e esperam que o líder tente negociar nesse sentido com May.

“Reconhecemos que ela deu um passo e reconheço a minha responsabilidade de representar as pessoas que apoiaram o Partido Trabalhista nas últimas eleições, e também as pessoas que não votaram, mas que querem certezas e segurança para os seus futuros, e é nessa base que nos vamos reunir”, afirmou Corbyn.  

Inicialmente, a saída do Reino Unido da União Europeia estava prevista para o passado dia 29 de Março, mas Theresa May pediu a Bruxelas um adiamento deste prazo e tem agora até 12 de Abril para conseguir que o Acordo de Saída seja aprovado na Câmara dos Comuns. De recordar que o documento foi vetado no Parlamento britânico em três ocasiões.

 (Notícias/RTP/BBC)

Comments

O PRESIDENTE sul-africano, Cyril Ramaphosa,pediu que os agentes da lei identifiquem e processem os envolvidos nos recentes ataques a cidadãos estrangeirosno país. O apelo segue-se a relatos de que estrangeiros eram alvos no surto de xenofobia que se registou nas áreas de Sydenham e Overport em KwaZulu-Natal na semana passada. Leia mais

Comments

OS países da Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) expressaram ontem a sua “profunda preocupação” com os incidentes de violência xenófoba contra cidadãos estrangeiros na África do Sul, que consideram “começar a parecer uma rotina”.

“Estamos a começar a ficar preocupados por se tratar de eventos cíclicos. Está a começar a parecer uma rotina”, disse à imprensa o embaixador da Zâmbia, Emmanuel Mwamba, no final de um encontro, em Pretória, dos ministros sul-africanos das Relações Internacionais de Cooperação, Lindiwe Sisulu, e da Polícia, Bheki Cele, com os embaixadores da SADC e do Paquistão, Bangladesh e Índia, para discutir a recente violência contra cidadãos estrangeiros no país.

“A nossa maior preocupação é que há eleições gerais a 8 de Maio e os estrangeiros possam ser culpados pela falta de emprego, falta de habitação, serviços e oportunidades”, disse o diplomata zambiano, citado pela Agência de Notícias Africana (ANA).

“Temos de exortar os nossos líderes políticos (sul-africanos) a garantir que não falem de maneira descuidada, que falem com responsabilidade. Um cidadão estrangeiro, quer esteja documentado ou não no país, legal ou não, tem direitos humanos fundamentais”, salientou Emmanuel Mwamba, em alusão a declarações recentes do Presidente sul-africano e líder do Congresso Nacional Africano (ANC), Cyril Ramaphosa,

No final da semana passada, o chefe de Estado sul-africano condenou “pessoalmente”a violência, mas na semana anterior, numa acção de campanha eleitoral, na província do KwaZulu-Natal, palco das mais violentas manifestações de xenofobia nos últimos dias, tinha deixadoum aviso a comerciantes a operar em “townships”(bairros periféricos), sem fazer,no entanto,referência directa a cidadãos estrangeiros.

“Toda a gente chega às nossas ‘townships’ e áreas rurais e monta negócios sem ter licenças e autorizações. Vamos acabar com isso e aqueles que estão a operar ilegalmente, seja de que sítio venham, devem agora saber (...)”, declarou Ramaphosa no seu discurso, declaração essa transmitida pelo canal de televisão ENCA, no dia 20 de Março,na rede social YouTube.

“Os cidadãos estrangeiros não devem ser espancados ou apedrejados à toa e as suas propriedades assaltadas”, vincou ontem o embaixador da Zâmbia.

O Governo da Zâmbia tem criticado a recente onda de violência e ataques contra cidadãos estrangeiros, particularmente imigrantes africanos, na África do Sul.

No fim-de-semana, o chefe de Estado da Zâmbia, Edgar Lungu, apelou à SADC, presidida pela Namíbia, para que expresse preocupação sobre a violência xenófoba na África do Sul.

A reunião de ontem não produziu medidas e acções concretas de actuação por parte das autoridades sul-africanas. As partes voltam a encontrar-se na sexta-feira.

(LUSA)

Comments

O GOVERNO sul-africano relacionou ontem a violência contra cidadãos estrangeiros no país com o aproveitamento, por parte de “elementos criminosos”, das dificuldades económicas das pessoas e pediu aos líderes das igrejas e das comunidades que repudiem a xenofobia. Leia mais

Comments

O SECRETÁRIO-GERAL das Nações Unidas, António Guterres, acredita que há uma solução para o “longo conflito” da Líbia, que dura há oito anos. Num encontro com jornalistas, o chefe da ONU partilhou que o momento é de esperança para o país, porque, diz, “é possível ter agora um processo político liderado pela Líbia, visando soluções para os problemas da Líbia." Leia mais

Comments
Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction