O PRESIDENTE do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa, estará a enfrentar oposição dentro do seu partido, a ZANU-PF, com alguns membros a orquestrarem algumas manifestações contra o chefe de Estado, de acordo com fontes citadas pela “Bloomberg”. Leia mais

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A PRIMEIRA-MINISTRA do Reino Unido, Theresa May, entrou em rota de colisão com a União Europeia (UE) depois que o Parlamento britânico exigiu terça-feira que ela renegocie o acordo do “Brexit”, que os outros membros do bloco disseram que não têm a intenção de reabrir a negociações. Leia mais

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Os serviços de informações dos EUA contradisseram ontem o Presidente do país nos principais eixos da sua política externa, da Coreia do Norte ao Irão, passando pela Síria, ao apresentarem o seu relatório anual sobre as grandes ameaças mundiais.

A diplomacia frequentemente impulsiva do multimilionário norte-americano Donald Trump tem perturbado numerosos aliados dos Estados Unidos da América, desde que chegou à Casa Branca, há dois anos.

Ouvidos pelo Senado, os chefes dos principais serviços de informações deram argumentos aos detractores do Presidente republicano.

A distância é nítida, a propósito das negociações com a Coreia do Norte, apresentadas por Trump como um dos grandes sucessos diplomáticos da primeira metade do seu mandato.

“As nossas avaliações continuam a mostrar que é pouco provável que a Coreia do Norte abandone todas as suas armas nucleares”, os seus mísseis e “as suas capacidades de produção”, escreveu o Director das Informações Nacionais (DNI, na sigla em inglês), Dan Coats, em relatório transmitido ao Congresso norte-americano.

Apesar da suspensão dos ensaios nucleares e balísticos, “desde há mais de um ano”, e “o desmantelamento reversível de algumas partes das infra-estruturas”, “continua-se a observar actividades não compatíveis com uma desnuclearização total”, registou.

Esta é uma análise situada a anos-luz da auto-satisfação exibida por Trump depois da reunião com o líder norte-coreano, em 12 de Junho, em Singapura.

“Deixou de haver ameaça nuclear da Coreia do Norte”, proclamou então o Presidente norte-americano.

Dan Coats destacou que, em Singapura, o líder da Coreia do Norte apenas evocou, em termos de preto e branco, uma “desnuclearização completa da península coreana”, formulação que inclui a exigência de os EUA acabarem com as suas manobras e exercício militares na região.

Segundo o chefe das informações norte-americanas, o regime continua a entender que as armas nucleares são “indispensáveis” à sua “sobrevivência”, pelo que está apenas disponível para “medidas de desnuclearização parcial”, em troca de “concessões decisivas”, como o levantamento de sanções”.

Os alertas dos serviços de informações chegam num momento crucial, quando Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, preparam uma segunda reunião para o final de Fevereiro, possivelmente, no Vietname.

“Normalmente, um presidente confrontado com análises dos serviços de informações que o contradigam teria ficado inquieto ou pediria outras opiniões”, comentou na rede social Twitter o ex-diplomata Aaron David Miller.

“Hoje, isso arrisca a provocar uma guerra com a comunidade das informações ou acusações de deslealdade”, acrescentou.

Uma outra crise nuclear provoca outra análise perturbadora para a diplomacia norte-americana.

A directora da CIA, Gina Haspel, disse que o Irão continua a respeitar “tecnicamente” o acordo concluído em 2015, para o impedir de se dotar da bomba atómica, de onde os EUA se retiraram no ano passado.

Se os iranianos desejam tomar distâncias em relação ao texto, explicou, deve-se à ausência de avanços económicos, com Washington a restabelecer sanções draconianas contra Teerão, depois de sair do acordo, o que irritou os aliados europeus dos EUA.

Também o anúncio inesperado da retirada dos soldados norte-americanos da Síria, feito em Dezembro, semeou desconforto entre os curdos e aliados europeus dos EUA, bem como nas fileiras republicanas.

Também aqui a análise dos serviços de informações difere da de Donald Trump, para quem o grupo que se designa por Estado Islâmico está derrotado.

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Quatros jornalistas, dois chilenos e venezuelanos, foram detidos na noite de terça-feira perto do palácio presidencial em Caracas, informou o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa.

Rodrigo Pérez e Gonzalo Barahona, que trabalham para o canal de televisão chileno TVN, foram detidos por membros da segurança presidencial, juntamente, com dois repórteres venezuelanos, Mayker Yriarte e Ana Rodríguez, do canal digital VPI.

Pérez e Barahona chegaram a Caracas para realizarem a cobertura da crise política que se vive no país e que se agravou a 23 de Janeiro, quando o líder da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, se autoproclamou Presidente da República interino e declarou que assumia os poderes executivos de Nicolás Maduro.

Guaidó, de 35 anos, contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos e prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.

Nicolás Maduro, de 56 anos, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos Estados Unidos.

A repressão dos protestos antigovernamentais da última semana causou 35 mortos, de acordo com várias organizações não-governamentais.

Na Venezuela, antiga colónia espanhola, residem cerca de 300.000 portugueses ou lusodescendentes.

 

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A Justiça brasileira ratificou ontem a decisão da Polícia Federal e negou um pedido da defesa de Lula da Silva para que o ex-Presidente saísse, temporariamente, da prisão, para comparecer no funeral do irmão mais velho.

Os advogados de Lula apresentaram o pedido num tribunal de Curitiba, no sul do Brasil, para que o antigo Presidente pudesse viajar para a cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, para o funeral do irmão Genival Inácio da Silva, que morreu na terça-feira.

Genival Inácio da Silva tinha 79 anos e lutava contra um tipo de cancro raro, que afectou os vasos sanguíneos.

A juíza responsável pela apreciação do caso, Carolina Lebbos, determinou que a decisão devia ser tomada pelo superintendente da Polícia Federal no estado do Paraná, Luciano Flores de Lima, que afirmara não ser exequível “autorizar ou tornar possível” a presença de Luiz Inácio Lula da Silva no funeral por razões logísticas.

Lebbos assumiu a decisão administrativa de Flores e acabou por negar o pedido do ex-chefe de Estado, considerando que, dada a impossibilidade logística concreta, prevalece a preservação da segurança pública e a integridade física do próprio preso.

Na decisão, Lebbos disse que “mesmo se fosse possível superar essa questão logística, outros factores colocariam em risco a segurança da ordem pública e do encarcerado”.

A juíza acrescentou que “os fundamentos utilizados pelo director do estabelecimento prisional” são reforçados pelas razões aduzidas pelo Ministério Público Federal, incluindo a possibilidade de tumultos e protestos generalizados” que iriam gerar “confrontação indesejável e polarização de actos e ideias”.

Em comunicado, o Partido dos Trabalhadores (PT) criticou a decisão e disse que "usurpar o direito de um cidadão de vigiar e enterrar um ente querido" é uma das "atitudes mais cruéis" possíveis.

O PT lembrou que "nem mesmo durante a ditadura militar" (1964-1985), quando "era preso político", Lula da Silva "não foi impedido desse direito e velou a mãe".

Lula, que chefiou o Brasil de 2003 a 2010, encontra-se preso na sede da Polícia Federal de Curitiba, depois de ter sido condenado a 12 anos de prisão por corrupção passiva e branqueamento de capitais, numa investigação da operação Lava Jato.

Na sentença, um tribunal de segunda instância deu como provado que Lula recebeu um apartamento de três andares, localizado numa praia de São Paulo, em troca de favores concedidos à empresa construtora OAS, o que o ex-Presidente negou veementemente.

Além desta condenação, Lula da Silva está ainda a responder por outros processos na justiça, a maioria dos quais por corrupção.

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