Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Israel fechou hoje a passagem de Errei, no norte da Faixa de Gaza, devido aos contínuos protestos palestinianos ao longo da fronteira, declarou uma fonte oficial, citada pela Lusa.

A passagem de Erez, a única travessia para pessoas entre o enclave palestiniano e Israel, permanecerá aberto para "casos humanitários e para os doentes", disse uma porta-voz do órgão responsável pela coordenação das actividades israelitas nos Territórios Palestinianos (COGAT).

“A passagem de Erez foi fechada em razão da continuidade das manifestações violentas ao longo da fronteira", disse a porta-voz, sem dar detalhes sobre o período de encerramento.

O Gabinete de Assuntos Civis da Autoridade Palestiniana na Faixa de Gaza confirmou o encerramento, excepto para doentes e os moradores de Gaza que retornam ao enclave palestiniano.

Dois palestinianos foram mortos na sexta-feira por tiros de soldados israelitas na Faixa de Gaza durante protestos e confrontos na fronteira, apesar do esforço diplomático para estabelecer um cessar-fogo duradouro.

Israel reabriu na semana passada Kerem Shalom, o único ponto de passagem de mercadorias entre Israel e a Faixa de Gaza, em grande parte fechado desde Julho, como um sinal de paz.

O Egipto também anunciou que o ponto de passagem de Rafah será excepcionalmente aberto hoje, em antecipação ao festival do sacrifício para os muçulmanos.

A Faixa de Gaza, um território sem litoral entre Israel, Egipto e o mar Mediterrâneo, está submetida a bloqueio pelos israelitas há dez anos. A fronteira com o Egipto passa a maior parte do tempo fechada.

Desde 30 de Março, os palestinianos protestam na fronteira com Israel contra a ocupação israelita de territórios palestinianos.

Pelo menos 171 habitantes da Faixa Gaza foram mortos pelas forças de segurança israelitas desde então e, pela primeira vez desde 2014, um soldado de Israel foi morto a 20 de Julho.

Israel e o grupo extremista palestiniano Hamas já se enfrentaram três guerras desde 2008.

 

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Um novo balanço das autoridades indianas aponta para pelo menos 357 mortos na sequência das inundações que atingiram Kerala, na Índia, as mais graves em 100 anos naquele estado do sul do país.

As chuvas torrenciais têm-se abatido desde o final de Maio em Kerala, provocando deslizamentos de terra e inundações repentinas.

"Desde 29 de Maio, dia em que as chuvas de monção começaram em Kerala, (...) um total de 357 pessoas perderam as suas vidas", incluindo 33 nas últimas 24 horas, informou em comunicado o serviço de informações daquele estado, citado pela Lusa.

O balanço anterior apontava para 324 vítimas mortais.

Cerca de 350 mil pessoas tiveram que se refugiar em cerca de três mil centros de apoio.

Milhares de soldados do Exército, da Marinha e da Força Aérea foram mobilizados para resgatar aqueles que estão isolados pelas águas.

O estado de Kerala, procurado pelos turistas devido às praias rodeadas de palmeiras e às plantações de chá, é afectado anualmente por fortes chuvas na época das monções.

 

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Milhares de pessoas juntaram-se ontem numa manifestação contra o governo nicaraguense, em Manágua, tendo o executivo do presidente Daniel Ortega anunciado uma “contramarcha” para o centro da cidade, quatro meses após o começo dos sangrentos confrontos naquele país.

Milhares de participantes na marcha “Nada está normal”, empunhando a bandeiras azuis e brancas da Nicarágua e cartazes de protesto contra o actual líder político, partiram do sudeste rumo ao centro histórico da capital do país centro-americano.

De acordo com a Lusa, a crise político-social que se vive na Nicarágua provocou entre 317 e 448 mortos, consoante os relatos, sendo que o governo apenas confirma 198, os números mais graves desde a década de 1980, igualmente com Ortega no cargo.

Por seu turno, estava também marcada uma “caminhada pela justiça para as vítimas do terrorismo golpista”, numa rua central de Manágua, tendo sido convocados simpatizantes do governante da Frente Sandinista de Libertação Nacional e funcionários públicos e municipais.

Os protestos contra Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram devido a umas reformas falhadas na Segurança Social, escalando para a exigência de renúncia dos mandatos.

Ortega está há 11 anos consecutivos no poder, enfrentando diversas acusações de abusos e corrupção.

 

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A oposição venezuelana convocou uma greve geral para 21 de Agosto em protesto pela reconversão da moeda e contra as recentes medidas económicas anunciadas pelo Presidente Nicolás Maduro.

A greve-geral foi convocada ontem pelos partidos da oposição Primeiro Justiça, Vontade Popular e Causa R.

"Convocamos, para terça-feira, 21 de Agosto, um primeiro dia de protesto e de greve nacional, contra (Nicolás) Maduro, contra a hiper-inflação e a fome", lia-se nas mensagens publicadas na rede social Twitter.

Entretanto, em comunicado, citado pela Lusa, a mesma oposição referia que sexta-feira, dia em que o Presidente Nicolás Maduro anunciou várias medidas económicas e um aumento de 35 vezes do salário mínimo dos venezuelanos, "será recordado, na história, como o dia mais negro que os venezuelanos jamais tiveram".

"A ditadura, no seu afã infinito de destruição (...), depois de ter roubado centenas de milhares de milhões de dólares, anunciou a disposição criminosa de passar a saquear directamente as algibeiras a um povo que já está a viver uma aguda pobreza e sob as calamidades da falta de serviços básicos, como água e luz eléctrica", afirma o documento.

Para a oposição, o aumento do salário mínimo anunciado pelo chefe de Estado vai representar desemprego e a diminuição real do poder de compra dos trabalhadores, o que implicará "mais sofrimento e pobreza".

Por outro lado, denuncia que nos próximos dias muitas empresas vão encerrar as portas, deixando milhões de trabalhadores desempregados.

Na mesma nota, os opositores de Maduro sublinharam que o regime aumentou o IVA de 12% para 16%, enquanto isenta de pagamento de impostos as empresas que exploram os "bens naturais" do país.

A oposição pretende "activar" a população para participar em vários propostas contra as medidas económicas, cujos pormenores vão ser divulgados nos próximos dias.

O Presidente da Venezuela anunciou o aumento do salário mínimo de 5.196.000 para 180.000.000 bolívares (de 1,14 euros para 39,50 euros), ou seja, 35 vezes superior ao que os venezuelanos recebem actualmente.

O novo salário mínimo dos venezuelanos, anunciado na sexta-feira à noite, equivale a 1.800,00 bolívares soberanos, a moeda que entrará em vigor a partir da segunda-feira 20 de Agosto, data em que a reconversão eliminará cinco zeros do actual bolívar.

"O salário mínimo ficará [fixado] em meio petro (cripto moeda venezuelana), 18.00 bolívares soberanos", disse Nicolás Maduro durante uma intervenção televisiva a partir do palácio presidencial de Miraflores.

Na prática o salário aumenta 3.214%, ou seja, 35 vezes. Os preços dos produtos deixarão também de estar ancorados ao dólar, porque essa moeda deixará de ser uma referência no país e será substituída pelo virtual Petro.

"Esgotou-se o jogo do dólar paralelo e o mecanismo para fixar os preços com esse jogo. Nós vamos fixar os preços ancorados ao Petro", disse, vincando que a cripto moeda venezuelana se converterá numa unidade de intercâmbio económico nacional e internacional.

O aumento do salário faz parte do novo "Programa de Recuperação Económica, de Crescimento e Prosperidade" que, segundo o chefe de Estado, estará adaptado à realidade venezuelana e poderá reverter os efeitos da guerra económica nacional e internacional.

"O Governo dos Estados Unidos vem fazendo a guerra em distintas modalidades para evitar que a República possa fazer as suas compras internacionais, para conseguir a asfixia internacional", disse Nicolás Maduro, admitindo que os EUA têm conseguido "causar danos".

Como parte das novas medidas, o IVA passará de 12% para 16% e as grandes transacções financeiras passarão a pagar entre 0 e 2% de imposto sobre o valor das mesmas.

Por outro lado o Governo venezuelano assumirá, durante 90 dias, o pagamento da diferença do novo salário das indústrias médias e pequenas do país.

 

FPG // JMC

Lusa/Fim

 

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UM ex--ministro da Saúde da Namíbia, Richard Kamwi, disse quinta-feira, em declarações à agência chinesa Xinhua, que cerca de 90 por cento dos casos de malária no mundo ocorrem na região da África subsaariana. Leia mais

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