As autoridades de Sudão do Sul negaram ontem os dados de um relatório da ONU que implica militares deste país em 134 casos de violação de mulheres e crianças entre Setembro e Dezembro passado.

 

 

A presidente do comité governamental que investiga o caso, Awut Deng Acuil, disse à agência EFE que o organismo não conseguiu qualquer prova que corrobore as alegações de que houve violações no estado de Unity, no norte do país, como refere a ONU.

 

 

“As mulheres e crianças com quem falámos em Bentiu, capital do estado, afirmaram que esses relatórios não são verídicos”, afirmou Deng Acuil, que é também ministra do Género e Bem-Estar Social.

 

 

A missão das Nações Unidas no Sudão do Sul recebeu denúncias de pelo menos 134 violações a mulheres e crianças entre Setembro e Dezembro do ano passado na região de Unity, em zonas controladas por tropas governamentais, segundo um relatório divulgado na sexta-feira.

 

 

A Missão dos Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul denunciou que persiste na região norte do país a violência sexual, cometida com "impunidade generalizada" e "premeditada".

 

 

As denúncias foram igualmente feitas pela organização não-governamental Médicos Sem Fronteiras.

 

 

A ministra do Sudão do Sul acusou a Médicos Sem Fronteiras de “não colaborar” com o comité governamental e de não dar detalhes sobre o relatório em que surgiu a denúncia de que um grupo armado violou um grupo de mulheres na localidade de Koch.

 

 

 

 

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QUANDO pensavam que iam votar, os nigerianos acordaram sábado com uma mistura de decepção e ira depois que, a Comissão Eleitoral anunciou de surpresa o adiamento das eleições. Leia mais

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MAIS de 84 milhões de eleitores nigerianos são chamados a votar hoje, 16 de Fevereiro, para eleger - entre outros - o seu presidente. Um total de 73 candidatos concorrem à magistratura suprema do país. Mas a verdadeira batalha por Aso Rock, a Presidência nigeriana, é entre os candidatos dos dois principais partidos: O Presidente em fim de mandato, Muhammadu Buhari, pelo Congresso dos Progressistas APC) e Atiku Abubakar, pelo oposicionista Partido Popular Democrático(PDP). Um escrutínio que parece muito apertado entre duas velhas raposas da política nigeriana. Leia mais

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O Congresso dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira, à noite, 24 horas antes de se esgotarem os fundos, uma lei orçamental que, se ratificada pelo Presidente Donald Trump, evitará uma nova paralisação parcial do Governo.

Depois do Senado, foi a vez da Câmara dos Representantes aprovar o financiamento da administração norte-americana, de 333 mil milhões de dólares, com 300 votos a favor e 128 contra.

Antes da votação no Congresso, já Trump tinha informado, através da Casa Branca e do chefe da maioria republicana no Senado, de que iria promulgar este financiamento, mas também declarar “urgência nacional” para garantir as verbas para o muro que tem defendido e que servirá para combater a imigração clandestina.

A Casa Branca anunciou que Trump vai ratificar a lei que resulta do acordo alcançado por republicanos e democratas, que inclui 1.4 mil milhões de dólares para o muro que o Presidente norte-americano reivindica na fronteira com o México, mas longe dos 5,7 mil milhões de dólares que exigiu do Congresso e que levaram à mais longa paralisação governamental nos Estados Unidos, que durou 35 dias, entre Dezembro de 2018 e Janeiro deste ano.

Contudo, este procedimento excepcional, que permite ao Presidente dos Estados Unidos contornar o Congresso para angariar fundos, está a causar já críticas de diversos congressistas, inclusive de republicanos.

"Declarar a emergência nacional neste caso seria um erro", reagiu a senadora republicana Susan Collins.

"Um grave abuso de poder, um tremendo erro, uma decisão ilegal e uma tentativa desesperada de desviar a atenção do facto do Presidente não cumprir a sua promessa de que o México pagaria o muro" são algumas das reacções dos congressistas da oposição, nomeadamente do líder democrata no Senado, Chuck Schumer.

“Não há urgência na fronteira” com o México, sustentou a líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi: “Vamos rever as nossas opções e estaremos preparados para responder adequadamente”, advertiu.

O bloqueio da declaração de urgência nacional parece ser difícil de acontecer no Congresso, dado o equilíbrio de poder, mas as reacções que se seguiram ao anúncio da Casa Branca apontam para que muita da oposição passe pelos tribunais, através de processos judiciais.

 

 

 

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O Presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, rejeitou ontem as alegações do líder do Congresso do Povo (Cope), Mosiuoa Lekota, que o acusou de o ter vendido, ao colaborar com a Polícia de segurança do “apartheid”.

“Eu nunca fui um espião. Eu nunca trabalhei com o inimigo. Tudo o que fiz foi em compromisso com o povo do país”, disse Ramaphosa, ao responder hoje no parlamento às alegações do deputado da oposição, durante um debate acalorado sobre o seu discurso sobre o Estado da Nação.

Ramaphosa explicou que foi preso, em 1974, e que ficou detido por seis meses, em que “a Polícia tentou persuadi-lo a testemunhar contra Lekota e outros activistas estudantis” na época.

“Eu recusei. Eles trouxeram o meu pai para me obrigar a aceitar ser testemunha do Estado e recusei”, insistiu o Presidente sul-africano perante os deputados no parlamento.

“Eles (a Polícia) queriam que testemunhasse contra (Mosiuoa Lekota). Recusei-me”, assegurou o chefe de Estado.

Ramaphosa advertiu Lekota de que “as histórias que espalha são perigosas”.

Mosiuoa Lekota, presidente do pequeno partido na oposição e antigo dissidente do Congresso Nacional Africano (ANC, sigla em inglês), no poder desde 1994, acusou na quarta-feira o chefe de Estado de "o ter vendido a ele e a outros líderes estudantis depois de terem sido presos pelas autoridades do “apartheid” na década de 1970".

Lekota disse no parlamento que Ramaphosa “foi recompensado" pelo Governo branco racista por o denunciar a ele e a outros companheiros à Polícia.

"Você escreveu à unidade especial (da Polícia) para lhes dizer que estávamos a inculcar-lhe ideias comunistas", disse Lekota, ao dirigir-se directamente ao chefe de Estado, sentado à sua frente.

“A unidade especial recompensou-o. Enviaram-no para casa e nós fomos enviados para Robben Island”, a prisão ao largo da Cidade do Cabo, acrescentou Lekota, aplaudido por deputados da oposição.

Militante anti-”apartheid” na década de 1970 e líder do Sindicato Nacional dos Metalúrgicos (NUM, sigla em inglês), de 1982-91, Cyril Ramaphosa foi preso duas vezes: primeiro por 11 meses em 1974, após um protesto estudantil pró-Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique), na Universidade do Norte, e depois por seis meses na sequência de uma revolta estudantil no Soweto, em 1976.

O regime de segregação racista de minoria branca foi oficialmente abolido na África do Sul, em 1994, com a realização das primeiras eleições democráticas e multirraciais que levaram ao poder Nelson Mandela, o líder encarcerado do antigo movimento de libertação africano.

A África do Sul realiza eleições legislativas em 08 de Maio.

 

 

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