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Na altura em que acolho, verdadeiramente lisonjeado, o convite para também participar da solenidade dos 90 anos do “notícias”, algumas ou muitas vidas podem estar sob a mira desta incompreensível intolerância e da tensão político-militar, actos que ameaçam a paz e a concórdia entre indivíduos da mesma raça: moçambicanos.

Por isso mesmo peço para que me desculpem o involuntário enternecimento das palavras que, justamente, deveriam soar alegres, vistosas e até mais condizentes com a festiva ocasião.

É que, como dizia Mia Couto numa empolgada aula de sapiência,, o director que há 30 anos vim encontrar neste “notícias” de 90 anos cheios e abarrotados, “não existe valor mais precioso que a paz, esta um outro nome para a própria vida”, por isso mesmo, não tendo podido conter-me, também, de arrebatar e desesperadamente evocar a vida antes de amanhar as palavras que me pedem.

É porque o “notícias” foi essa escola de comprometimentos e causas, mas sobretudo essa instituição que, mais do que representar responsabilidades, sempre interpretou essa figura de referência e de insinuação de actos de cidadania que ao longo dos tempos contribuíram para moldar e ajustar a maneira de ser dos moçambicanos. Este peculiar de responsabilidade sente-se mesmo a partir do momento em que se entra na Redacção pela primeira vez.

Em 90 anos de história é natural que várias épocas se tenham desfilado nas suas páginas e nelas se estampassem sensibilidades e afectos, regimes e vontades, estas últimas nem sempre percebidas. Mas é preciso assinalar o que esta exposição significa para que todos estes períodos, incluindo os mais sinistros da nossa idade de colonizados, estivessem ao dispor da História para os julgar e até para os condenar ou aclamar, porque felizmente nesta trajectória de transcrever e reproduzir épocas houve vozes e pessoas que, na calada ou mesmo dissimuladas, não se conformaram e insurgiram-se contra a ditadura colonial e contra preceitos fascizantes.

Pois que essas são memórias cuja conveniência e intensidade interessam para perceber também a História de Moçambique. Porque o “notícias”, com maior ou menor mérito, nela participa não somente como narrador e contador de estórias, mas também como actor e personagem de quase todas as etapas de luta e de construção do país. E todas essas etapas contam, seja até para perceber Moçambique, a sua proveniência e todas as suas idades.

Mesmo reconhecendo-me descalço para aprofundar a ideia de uma política editorial do “notícias”, o que posso dizer é que felizmente este edifício de incumbência e responsabilidade tem permanecido imune ao jornalismo “gay-gay” que entretanto surgiu num contexto multipartidário que permitiu o surgimento de novos jornais e novas publicações. Mas é pena que o comprometimento do “notícias” com a responsabilidade e com a moçambicanidade seja confundido com alinhamentos ou renques partidários. Porque nem sempre são.

No actual mundo de encantamento tecnológico pode ser que os processos de acomodação e adaptação aos momentos e contextos não sejam suficientemente céleres no jornal, mas a verdade é que o “notícias” tem-se integrado nestas dinâmicas de crescimento com algum discernimento intelectual, até porque só assim se percebe a autoridade moral do jornal junto dos seus leitores e o quadro de equilíbrio que mantém no panorama da Imprensa em Moçambique. Essa firmeza e o modo de estar responsável diante de uma sociedade instável e em constante mutação tem sido capital para a estabilidade emocional do país. O “notícias” mantém as pessoas desembriagadas e isso é muito importante quando estamos diante de muitas influências e ascendências, a maior parte das quais nefastas e destrutivas.

Numa nação ora em processo de cicatrização, ora de reabertura de profundas chagas é importante que intelectualmente o país pouco se exponha a promiscuidades e realce as suas congruências. Nisso o “notícias” tem ajudado com a sua notória sobriedade e cometimento com um moçambicanismo responsável que, de facto, multiplica os consensos disponíveis.

Permitam-me a ousadia de terminar como comecei, subvertendo Mia Couto e dizendo que este é “o jornal que era uma casa e a casa que era um país!”.

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