O GOVERNO afegão decretou ontem, domingo, como dia de luto nacional pela morte, na sexta-feira, de 138 militares num ataque talibã a uma base militar no norte do Afeganistão, um dos piores contra o exército daquele país. “Dia de luto nacional: homenagem aos honrados e valentes soldados muçulmanos do exército mortos durante as orações de sexta-feira”, anunciou ontem o gabinete do Presidente afegão, Ashraf Gani, numa mensagem na conta da rede social Twitter. Gani sublinhou, segundo um comunicado, que “cada soldado é um herói” ao ter a “opção” de servir o país “para um futuro melhor” e recordou que no sábado visitou na província de Balkh, onde ocorreu o ataque, alguns dos 67 militares feridos. O ataque perpetrado por 10 insurgentes vestidos com uniformes do exército aconteceu ao meio-dia, quando os militares abandonavam a mesquita dentro da base militar, depois das orações de sexta-feira.

O PROCURADOR-GERAL da República (PGR) da Guiné-Bissau, António Sedja Man, defendeu que “tem havido muita falácia” sobre a questão do tráfico de droga no país, salientando que o fenómeno não tem a dimensão de que se fala. O PGR falava, semana finda, à margem de uma cerimónia pública, em Bissalanca, arredores de Bissau, para a incineração de 46,2 quilogramas de cocaína em cápsulas e 110 quilogramas de liamba, tudo no valor de 2.5 milhões de euros. Segundo o PGR, houve tentativa de transformar a Guiné-Bissau “numa rota” de tráfico da droga, na primeira década do ano 2000, mas graças às técnicas do combate ao fenómeno imprimidas pelas autoridades e às lutas intestinais os próprios narco-traficantes “acabaram por se aniquilar uns aos outros”, notou. “Praticamente na Guiné, neste momento, não existem os chamados chefões, nunca existiram barões na Guiné. Pela importância económica ou pelo património que essas pessoas ostentam, não existe barão da droga”, salientou António Sedja Man.

A COMISSÃO Nacional Eleitoral (CNE) de Angola informou que estão criadas as condições materiais, humanas, técnicas e financeiras para a realização das eleições gerais de 2017, respondendo desta forma ao pedido de informação formal do Presidente da República. A posição, confirmada à Lusa por fonte da CNE, foi divulgada após a sessão plenária realizada sexta-feira, orientada pelo presidente daquele organismo, André da Silva Neto, e considera criadas as condições necessárias para a realização das eleições, ainda não convocadas mas previstas para Agosto, com base nas tarefas programadas e desenvolvidas até ao momento. Este parecer favorável leva em conta a recepção provisória do Ficheiro Informático dos Cidadãos Maiores (FICM), no dia 18 de Abril, com os dados dos mais de 9,4 milhões de eleitores registados e em condições de votar, bem como o financiamento do acto eleitoral.

A AMNISTIA Internacional (AI) apelou sábado às autoridades congolesas para libertarem “imediatamente” 17 militantes do Movimento Citadino de Luta para a Mudança (LUCHA), “arbitrariamente” detidos pela Polícia quarta-feira última em Goma, no leste do país, depois duma manifestação pacífica. “Exortamos as autoridades congolesas a libertarem imediatamente e sem condição os 17 militantes do LUCHA detidos em Goma e porem termo aos atentados repetidos contra a liberdade de manifestação pacífica”, declarou AI num comunicado transmitido este sábado à PANA em Paris. Uma manifestação pacífica do LUCHA para exigir do Banco Central do Congo medidas que permitem a milhares dos clientes dum banco comercial e a várias cooperativas de microfinança em dificuldades financeiras recuperam as suas poupanças foi reprimida a 19 de Abril corrente pela Polícia de Goma, resultando na captura dos 17 militantes, incluindo três mulheres.

O PRESIDENTE colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou no sábado que as fortes chuvas que atingem o país desde o início do ano já causaram 360 mortos, uma centena de desaparecidos e afectaram mais de 10.300 casas. Um gigantesco deslizamento de terras destruiu a 31 de Março a localidade de Mocoa, no sul da Colômbia, matando 323 pessoas e deixando 103 desaparecidas. Ao longo da semana, as chuvas torrenciais causaram mais 19 vítimas, 17 devido aos deslizamentos de terras em Manizales (centro-oeste) e duas por inundações no departamento de Choco (nordeste). Os deslizamentos de terras aconteceram em várias localidades, com o Presidente colombiano a estimar 168 municípios afectados, o que justificou com “um fenómeno de alterações climáticas”. De acordo com um estudo da Universidade Nacional, 385 locais na Colômbia apresentam risco de deslizamentos de terras.

O PRESIDENTE dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou sábado, numa mensagem na rede social Twitter, que estará num comício no estado de Pensilvânia no dia 29 de Abril, quando se realiza o tradicional jantar de correspondentes da Casa Branca. Já em Fevereiro deste ano, Trump tinha anunciado que não pensava participar no jantar, rompendo com a tradição de Chefe de Estado e jornalistas trocarem “farpas” bem-humoradas e aliviarem tensões. “No próximo sábado à noite, vou celebrar um grande comício na Pensilvânia”, escreveu o Presidente norte-americano na rede social. Vários meios de comunicação criticaram a ausência de Trump no jantar, interpretando a decisão como mais um gesto de depreciação em relação à imprensa, que o Presidente norte-americano tem classificado repetidamente como “desonesta”, “inimiga do povo” e divulgadora de “notícias falsas”. O jantar é organizado anualmente, desde 1920, pela Associação de Correspondentes da Casa Branca, um organismo que reúne os profissionais que cobrem a informação do Governo e que já tem criticado as restrições impostas por Trump aos jornalistas que seguem o Presidente.

MILHARES de pessoas manifestaram-se sábado em Budapeste para criticar, desta vez de modo irónico, as políticas autoritárias do primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban. Classificada de “manifestação mais divertida da Hungria” pelos meios de comunicação social, o desfile, organizado pelo partido satírico do Cão com Duas Caudas (MKKP), juntou entre 2000 e 3000 pessoas, de acordo com as estimativas, no centro da capital da Hungria. Empunhando cartazes humorísticos, os manifestantes pediram “mais demagogia” e gritaram “abaixo a imprensa, abaixo a educação”, tendo exigido a construção de uma ligação ferroviária directa com Moscovo e a Coreia do Norte. “Chega desse absurdo chamado democracia” foi outro dos “slogans” utilizados na manifestação. A “marcha da paz pelo governo, pela Rússia e contra tudo o resto” juntou “pelo menos 30 milhões” de pessoas, anunciou solenemente o presidente do MKKP, Gergely Kovacs.

O PAPA Francisco recordou sábado a mulher de um refugiado assassinada por ser cristã, às mãos de terroristas, e denunciou a situação dos imigrantes, numa missa dedicada aos mártires das “ideologias loucas” do século passado e do actual. Francisco recordou que, na sua viagem à ilha grega de Lesbos, em Abril de 2016, conheceu um muçulmano de cerca de 30 anos, com três filhos, que o saudou e lhe contou que os terroristas tinham degolado a sua mulher por ser cristã e não querer renunciar à sua fé. “Olhou-me e disse-me: ‘Padre, eu sou muçulmano, a minha mulher era cristã, e no nosso país os terroristas degolaram-na. Perguntaram-nos qual a nossa religião. Viram o crucifixo e pediram-lhe que o tirasse. Ela não quis e degolaram-na na minha frente'”, recordou o papa. Com ar triste, Francisco admitiu que desconhece se o homem, tal como os seus filhos, continua no acampamento ou se, ao contrário, “foi capaz de sair desse campo de concentração”. “Os campos de refugiados – muitos - são de concentração, pela quantidade de pessoas amontoadas ali. As populações generosas que os acolhem devem ter isso em conta. Os acordos internacionais parecem ser mais importantes do que os direitos humanos”, referiu.

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Editorial

EDITORIAL
Segunda, 24 Abril 2017
O INFORME anual da Procuradora-Geral da República (PGR) apresentado esta semana ao Parlamento voltou a suscitar, tal como nos anos passados, avaliações divergentes quanto à profundidade na abordagem das matérias. Ler mais..

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DISTRITO EM FOCO: Mandlakazi garante segurança...
Terça, 25 Abril 2017
A SEGURANÇA alimentar está garantida, por seis meses, no distrito de Mandlakazi, província de Gaza, na sequência da boa produção ocorrida na primeira época da campanha agrícola 2016/2017. Ler mais..

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2017-04-20 23:30:00
NÃO sou dos que se contentam com hipóteses mas, desta vez, confesso ...
2017-04-24 23:30:04

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