Categoria: Primeiro Plano
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O NEGÓCIO de lavar carros em pequenas casas denominadas “car wash”, nas cidades de Maputo e Matola, está a aumentar consideravelmente devido ao crescimento do parque automóvel que se regista diariamente no país.

A actividade, acompanhada de outros serviços de pequena dimensão, como troca de óleos de motor e de travões, é desempenhada, maioritariamente, por jovens que não conseguem se empregar em instituições públicas e privadas.

Nos últimos tempos, os “car wash” funcionam nos bairros suburbanos e ao longo de grandes avenidas como a de Moçambique, Lurdes Mutola, Julius Nyerere, entre outras.

Muitos dos “car wash” existentes nos bairros têm uma estrutura simples, feita de blocos ou betão, onde colocam os carros para serem lavados.

Até certo ponto as infra-estruturas são rudimentares, mas, curiosamente, muitos automobilistas aderem aos serviços.

O “Notícias” visitou, recentemente, alguns “car wash”, onde conversou sobre o negócio com os jovens empreendedores.

Valdez Magaia, proprietário de uma pequena casa de lavagem de carros, no bairro de Magoanine, disse ter iniciado o negócio há um ano e meio. Afirmou que a actividade decorre a um bom ritmo, apesar de alguns constrangimentos relacionados com o arrendamento do espaço onde trabalha.

A nossa fonte sublinhou que o negócio é mais rentável depois de dias chuvosos porque muitos cidadãos mandam lavar os chassis e motor dos seus carros, por causa da lama.

“é um negócio que exige muita paciência, porque deve ser feito de acordo com a vontade do dono da viatura”, disse Magaia.

Gito João, proprietário de um “car wash” sito na Matola, em contacto com o nosso jornal, disse que iniciou o negócio de lavagem de viaturas quando aumentou, na cidade de Maputo, significativamente o número de viaturas importadas do Japão.

Gito João confirmou que o negócio é rentável no tempo chuvoso, porque os carros sujam-se com muita facilidade e os proprietários procuram lavar os chassis e o motor dos seus veículos.

“Estamos a trabalhar desde 2011. Tivemos algumas paragens devido à avaria do equipamento, mas graças a Deus conseguimos comprar novos e estamos novamente no activo”, disse Gito João, tendo acrescentado que cobra preços baratos, por isso tem muitos clientes.

Nelson José, responsável por um “car wash” na Matola, disse que o negócio é rentável, mas, às vezes, ficam sem trabalho por falta de energia. Por exemplo, quando a nossa Reportagem passou pela sua garagem, por volta das 11.40 horas, ainda não tinha lavado nenhuma viatura porque não havia energia.

“A maioria dos nossos clientes pede para lavarmos os chassis e motor dos seus carros”, disse Nelson João, acrescentando que o negócio é rentável porque dá para alimentar a sua família.

Cristiano Massango, gerente de um “car wash”, no bairro Zona Verde, revelou que iniciou o negócio no ano passado e o trabalho está a decorrer razoavelmente. Disse que é um negócio que precisa de muita paciência, porque há dias em que não se faz quase nada, por falta de clientes ou energia eléctrica.

Por seu turno, André Langa, dono da “Auto Magoanine”, na cidade de Maputo, disse que é um dos pioneiros do negócio e que neste momento o trabalho está a decorrer normalmente.

Afirmou que está a desenvolver o negócio com dinheiro próprio e com ele consegue fazer a sua vida e pagar os seus três trabalhadores. Disse que não é um negócio fácil, porque tem de pagar água e electricidade, mas dá para aguentar.

O preço de lavagem de uma viatura nas instalações de Langa varia entre 270 e 1000 meticais, dependendo da viatura.

Langa acrescentou que gostaria de ampliar as suas instalações, mas por falta de fundos não o pode fazer. Enfrenta muitas dificuldades para pedir empréstimo bancário. “Neste momento tenho alguns equipamentos avariados mas não tenho dinheiro para repará-los”, disse Langa.