Categoria: Nacional
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A reparação dos danos causados pelas enxurradas que durante a segunda quinzena de Janeiro último fustigaram diversos sectores de actividade na província de Inhambane está orçada em 136.443.864,44 meticais, revelou semana passada o Governador Agostinho Trinta no decorrer dos trabalhos da VII Sessão Ordinária da Assembleia Provincial.

O governante disse que, apesar de o perigo ter passado face ao abrandamento da queda da chuva, a reparação das infra-estruturas atingidas pelas cheias, além da necessidade de recursos financeiros que o governo não tem, vai exigir, acima de tudo, o envolvimento activo de toda a população para que a província volte ao seu ritmo normal e continue a implementar os projectos de desenvolvimento.

Do valor indicado, cerca de sete milhões de meticais serão alocados ao sector da agricultura para aquisição de cerca de 20.100 quilogramas de sementes diversas e utensílios para a recuperação da safra agrícola que viu cerca de 9416,8 hectares com culturas diversas destruídos, afectando 8891 produtores.

O Governador da província de Inhambane explicou que as enxurradas de Janeiro passado desviaram, em cerca de 50 por cento, o planificado na área de estradas e abastecimento de água. Assim, para a intervenção neste sector, o Governo estima que precisa de cerca de 130.443.864,44 meticais, dos quais mais de 52 milhões vão para as vias de acesso afectadas; 68.055,224,16 meticais para as estradas e ruas de acesso à sede do distrito de Homoíne; e 10.223.5000 meticais para a reparação do pequeno sistema de abastecimento de água daquele distrito.

Agostinho Trinta fez saber que, mercê do abrandamento da chuva um pouco por toda a província, os três centros de acolhimento das vítimas das cheias, nomeadamente, Chinjinguire, no distrito de Homoíne, Inhassune, em Panda, e Nova Mambone, em Govuro, fecharam e as pessoas retomaram a sua vida normal nas suas zonas residenciais. Referiu que a única excepção é de algumas pessoas que estavam em Chinjinguire que, segundo disse, por vontade própria, não retornaram às antigas casas. Os três centros de acolhimento tinham 911 pessoas.

Entretanto, soubemos que as regiões de Macavelane, Chivalo e Urene, no distrito de Panda, estão isoladas porque as estradas que estabelecem ligação com a sede distrital estão submersas devido à chuva que caiu semana passada.

 De acordo com o delegado provincial da Administração Nacional de Estradas, Fernando Dabo, a localidade de Macavelane está isolada porque o caudal das águas da lagoa de Chichococha subiu e galgou a plataforma da via terraplenada, que estabelece a ligação rodoviária com a sede do posto administrativo de Mawaela.

Por seu turno, Mawaela é também inalcançável por viaturas ligeiras porque as águas, na baixa de Chivalo, atingiram cerca de cinco centímetros na via. Por outro lado, Urene não se atinge pela rua que parte da sede do distrito de Panda (R919) porque a cadeia dos aquedutos ao longo da via, numa das baixas, foi corroída permitindo que um grande caudal de água passe por cima da via de terra batida recentemente construída por uma empresa chinesa.

Por outro lado, explicou Dabo, o trânsito rodoviário na estrada Dambo/Maxixe continua interrompido por causa da danificação da ponte sobre o rio Nhanombe. O troço Inharrime/Panda não se apresenta em melhores condições de transitabilidade requerendo perícia dos automobilistas.

O delegado da ANE acrescentou que a rede viária na província de Inhambane ainda conserva cerca de 200 quilómetros com muitas secções que ou sofreram ravinas ou fendas em resultado da chuva intensa que caiu desde a segunda semana de Janeiro passado.