Categoria: Primeiro Plano
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PARA Marlino Mubai, docente universitário, o que deve prevalecer nos utentes é a ética e boas maneiras dada a natureza do espaço em que um crime possa ocorrer. Lamenta o facto de haver indivíduos que usam as redes sociais como facebook, twiter e até e-mail para enviar conteúdos que atentam contra a dignidade de outrem.

“Há meses repugnei via Imprensa a falta de ética e profissionalismo por parte de funcionários de uma instituição bancária nacional que fez circular requerimento de um cliente seu alegadamente por conter erros gramaticais, tenho vindo a expressar a minha repugnância a e-mail e facebook posting de bilhetes de identidade de cidadãos, cujos pais decidiram lhes baptizar com nomes que alguns julgam ridículos”, exemplificou Mubai.

O nosso interlocutor tem a felicidade de poder comparar o teor de mensagens postadas no facebook por amigos seus de diversos quadrantes do mundo e as que ocupam maior de tempo dos seus compatriotas.

Ética e boas maneiras

marcam muita diferença

Segundo Mubai, há que prevalecer a ética, educação e boas maneiras, pois mesmo com as leis aprovadas se a nossa sociedade não for eticamente educada, continuaremos a enfrentar os mesmos problemas.

Sem querer desrespeitar a importância da actualização das leis moçambicanas, Mubai afirmou que é de opinião que mesmo com as leis criadas continuamos a ter sérios problemas de corrupção, elevados índices de acidentes de viação resultantes do consumo do álcool, violência doméstica e pessoas que constantemente espalham lixo pela cidade.

A título de exemplo, Marlino Mubai vai mais longe, atirando o dedo acusador aos que têm a obrigação de transmitir a educação, relegando este papel ao último plano e atirando culpas a terceiros.

“Passamos a vida a acusar os docentes de não ensinarem bem e raras vezes vemos o trabalho de casa dos nossos educandos. Nunca temos tempo para reuniões, voltamos stressados e exaustos pelo “chapa” ou engarrafamentos e, ao invés de conversar com os nossos filhos, irmãos ou pais, ficamos a ver novelas, futebol ou estamos no facebook ou tweeter”, sublinhou Mubai.

Para a nossa fonte, o diálogo na família, na igreja e ou no local de trabalho e a valorização da dignidade do ser humano são fundamentais. Sugeriu aos utentes das redes sociais que se mantenham indiferentes ou condenem veementemente todas as mensagens de teor negativo de tal forma que os remetentes se arrependam de as ter publicado.

“Na verdade levar um caso de difamação ou insulto ao tribunal pode resolver o caso mas não compensa a vítima pelos danos causados. As pessoas interessam-se mais pelo escândalo e não pelo esclarecimento do mesmo. Proponho que tenhamos vergonha de sermos associados a amigos que demonstram falta de dignidade e de respeito para com os outros”, finalizou Marlino Mubai.