Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

JOANA Coana será conhecida para sempre pela sua sentimental canção: “Djuwawana”. Uma crítica que ela faz ao facto de muitos adolescentes abandonarem a escola para ser cobradores de “chapa”.

Lembrei-me deste tema quando recentemente, no terminal dos transportes semi-colectivos, eu fazia parte dos homens e mulheres enfileirados para apanhar o transporte semi-colectivo.

Era manhã de quarta-feira, por aí “sete e poucos”, portanto, hora matinal de frenesim. Todos querem embarcar ao mesmo tempo porque a vida urge. Amiúde, a fila é desfeita por um inergúmeno qualquer e a confusão instala-se. Mesmo assim lá estão os controladores tentando colocar ordem, gritando para aqui e para acolá. Por vezes, são eles mesmos que engendram a “bagunça”. E divertem-se com isso.

Eu estou ali, a ser movido para trás e para frente, pelas pessoas que nunca estão sossegadas. Porém, ao contrário da maioria, não corro de um lado para outro. Fico calmo, acreditando que a minha vez vai chegar. E enquanto não chega, concentro-me nos jovens encarregues de organizar as filas. São estes, os actores principais. Os restantes parecem figurantes.

Reparo que quase todos estes jovens que estão aqui no terminal do Xiphamanine, faltando-nos ao respeito a despeito de que estão a organizar-nos, têm um sinal em comum. Os rostos estão cozidos pela “zurrapa” do tipo “Tentação” que consomem excessivamente. Muito provavelmente sem comerem nada. Se comem, é sem dúvida uma coisa qualquer que não lhes dá saúde, porque se lhes desse, não estariam assim como estão. Com caras cadavéricas.

Olho para eles e pergunto-me: porquê é que bebem tanto? Porquê é que bebem este veneno? Dói-me bastante ao libertar essa pergunta da minha mente porque tenho todas respostas possíveis. Todos nós temos as respostas. Incluindo aqueles que autorizam a venda de bebida absolutamente destruidora. Mortífera!

O que mais me dói ainda é que comemorou-se no passado primeiro domingo de Maio o Dia Internacional da Mãe. E perguntei-me outra vez: como é que se sente uma mãe ao ver o filho naquelas condições! Como é que se sente a mãe dos filhos daqueles jovens (alguns têm filhos)!

São jovens trabalhadores, é verdade.  Mas o trabalho que fazem será que lhes vale para alguma coisa? Para além de serem míseras as moedas que lhes são atiradas pelos condutores ou cobradores dos “chapas”, o pior é que essas mesmas miseráveis moedas são enterradas na bebida. Uma bebiba que lhes está a envelhecer precocemente. Levando-lhes a duas coisas apenas possíveis: ou à esquizofrenia, ou à morte.

Será este, um problema deles, ou nosso problema? Nós como sociedade. Em que condições vivem, estes jovens? É sabido que as bebidas secas do tipo que bebe esta camada desfavorecida, viciam rapidamente. Depois de uma boa dose, você quer mais logo de manhã, para acordar. É por isso que às cinco da manhã eles estão de pé. A tremerem de ressaca. Têm que amealhar rapidamente umas moedas para irem beber outra vez.

É esta a rotina deles. Infelizmente!

E nós, como sociedade, aonde é que ficamos? O Governo tem ou não responsabilidades bastantes para reorientar esta juventude?

Para a nossa desgraça colectiva é assim a vida de “Djuwawana”, ali no Xiphamanine.

Alfredo Macaringue

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