Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Quando uma criança é repreendida por um professor e/ou educador acho que deveria ser motivo para um pai e/ou encarregado de educação prestar mais atenção e tentar perceber efectivamente as razões da repreensão, muito antes de agir.

Nestas circunstâncias, a ponderação deve ser permanente e, quando o assunto é repetitivo há razões mais que suficientes para o pai ou encarregado de educação se inteirar de perto e ajudar a quem repreende o seu filho pois, muitas vezes, não o faz em vão.

Vêm estas linhas a propósito de um episódio recentemente partilhado, em que um encarregado de educação teria reagido perante o director de turma de uma escola, alegadamente porque um(a) professor(a), de uma disciplina mandava fazer, em casa, muitos trabalhos ao filho e, como se não bastasse, repeti-los nalguns casos.

Acarinhar uma criança não é dar um sim a tudo o que ela quiser. Nalgum momento pode ser até sinal de desprepará-la para o que der e vier no futuro. Nalgum momento, é preciso saber contrariá-la de modo que ela (a criança) cresça a saber que na vida há contrariedades e, ao mesmo tempo, dar-lhe ferramentas para saber adaptar-se a esses obstáculos, sempre que se impõe. É o que se chama preparar as crianças para a vida, para o futuro.

Pais que cedem aos seus filhos quando estes acham que o trabalho que receberam de professores nas escolas é demasiado, alegadamente porque devem repousar e que, caso lhes seja mandado repetir na sequência de imprecisões é demasiado para elas, presumo eu, que estejam a plantar num terreno fértil, algo que eles próprios não gostarão de colher.

Neste mesmo contexto dizia alguém, que no caso concreto prefiro omitir a sua identidade, bastante experimentado em matéria de pedagogia pois, já lá vão muitos anos de estrada, que hoje em dia, certos quadros se recusam a perseguir a perfeição quando lhes é sugerido refazer um determinado trabalho, optando pela desobediência ou um argumento qualquer.

Para a pessoa que acabo de citar, adultos que assim procedem, pode estar a denunciar a quem tem olhos de ver e que percebe das coisas, que não acumularam bases suficientes para saber que na vida nem tudo vai sempre a nosso favor e que, quando algo está errado é preciso rectificar quantas vezes forem necessárias.

A atitude dos pais como o encarregado de educação que acha que o professor dá demasiados trabalhos de casa é de reprovar, pois não constrói. Ao seu filho e a ele. As famílias moçambicanas, a sociedade ou o país, no geral, precisam de gente sem medo de trabalho porque, de contrário, continuaremos pobres. Temos que ter uma cultura de trabalho e se incutirmos isso às crianças de hoje, no futuro seremos um país melhor.  

Lázaro Manhiça - Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction