Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

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COMO já é tradição, cá estamos, mais uma vez, para partilhar ideias sobre a vida deste país. Hoje trazemos um tema que, não sendo novo neste espaço, continua a inquietar as pessoas de bem. Trata-se da violência e do abuso sexual de menores e de mulheres. Estes casos que agridem a moral e os bons princípios dos moçambicanos ocorrem a um ritmo acelerado, culminando, regra geral, com a morte das vítimas.

 

Entende-se por violência sexual um acto que envolve coito não consentido e que pode ser praticado por uma pessoa estranha, conhecida ou familiar.

Trata-se de um problema que, inevitavelmente, traz prejuízos significativos para quem o sofre, quer imediatamente, quer na idade adulta, se a vítima for uma criança, tendo em conta as consequências físicas e emocionais daí decorrentes.  

Infelizmente, este tipo de crimes ainda não tem merecido uma denúncia mais vigorosa por parte das vítimas e seus parentes, sendo o problema tratado numa esfera estritamente familiar, com vista a evitar-se que sejam beliscados a honra e o bom nome dos protagonistas destes actos.

Provavelmente, seja por isso que os “predadores sexuais” ataquem as suas vítimas sem dó nem piedade, pois sabem que nunca serão denunciados às autoridades da justiça. Enquanto isso, as estatísticas vão crescendo à medida da degradação da moral.  

Para elucidar quão preocupante é a situação no nosso país, basta olhar para os números divulgados em Janeiro do ano passado pelo Ministério da Saúde, que dão conta que os casos de violação sexual aumentaram em 25%, de 20 de Dezembro a 2 de Janeiro, comparados com igual período do ano anterior.

Mais de 60 por cento das vítimas são constituídas por crianças com menos de 15 anos de idade. Quer dizer, foram sexualmente violadas 11 petizes dos zero aos 4; com idades entre cinco e nove anos, 25 é o número dos que passaram por esta traumatizante situação e com 10 a 14 anos sofreram abusos 44 menores. Que insanidade!

Até parece que já não há pudor na nossa sociedade. Caso contrário, como é que se explica que o pai mantenha a sua própria filha como escrava sexual durante dois anos, como aconteceu em Manica, cujo caso foi denunciado esta semana pela comunicação social? Episódios desta natureza repetem-se pelo país fora. Algumas crianças acabam por gerar outros menores na sequência de violações cometidas pelos pais, irmãos, padrastos, tios, vizinhos, etc.

A crueldade destas práticas é de arrepiar. Só para citar alguns exemplos, no distrito de Boane, província de Maputo, foi detido esta semana um jovem que violava idosas nas machambas e, sempre que tivesse dificuldades no acto de penetração, recorria, sem piedade, a uma faca para golpear o sexo da vítima e, deste modo, dilatar o canal vaginal. No bairro Ferroviário, na cidade de Maputo, uma criança de 10 anos morreu este domingo nas mãos de um violador sexual que se supõe seja o próprio irmão. Na Malanga, também em Maputo, uma mulher que se dirigia a um hospital para tratamento médico foi violada, tendo sucumbido no local dos factos. Quase todos os dias a imprensa relata casos desta natureza. Afinal, o que é que está a falhar? Porventura, todos devemos pôr a mão na consciência a fim de se lograr formas de erradicar este fenómeno. Parece que a cadeia, para os agressores, já deixou de atemorizar!

Delfina Mugabe

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