Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

Do mesmo modo que as pessoas criticam quando as coisas não andam bem, tem que haver coragem de elogiar quando elas funcionam a contento ou quando há esforços notáveis no sentido de pô-las nos carris.

Num passado não muito distante, fiz uma crítica em relação ao problema de transporte de passageiros nas cidades de Maputo e Matola, particularmente, crítica essa que foi no sentido ou no entendimento do antigo Presidente da República Joaquim Chissano, segundo o qual uma das coisas que a comunicação social faz é alertar os governos sobre o que não anda bem na sociedade.

Aliás, o antigo chefe do Estado não está a inventar nada, pois os problemas levantados pela Comunicação Social têm sido, muitas vezes, aproveitados para a elaboração de políticas públicas. Por isso a crítica, desde que seja construtiva, deve ser muito bem-vinda.  

Vem este intróito a propósito dos sinais positivos em direcção à solução da crise de transporte nas duas urbes acima referidas, onde parece ter sido encontrada a fórmula para minimizar estes serviços que pareciam já não ter solução, pelo menos para já.

Alguns dirão, provavelmente, que é muito cedo para dar nota positiva a este esforço- pois continuamos a ver os my love nas estradas - mas julgo importante ir-se avaliando para se ver se estamos no caminho certo ou não ou para manter o que estiver bom e corrigir as falhas para, no fim do dia, atingirmos os objectivos pretendidos.

Muito longe de dizer que já não há problemas de transporte para os vários destinos da cidade e província de Maputo, o que pretendo deixar registado nesta lavra é que os autocarros alocados já estão a fazer alguma diferença.

Nas paragens, sobretudo nas horas de ponta, continuamos com enchentes, mas as pessoas já não levam tanto tempo como era antes devido ao aumento da frequência dos autocarros que estão a ser alocados para minimizar a crise de transporte de passageiros que muitos concidadãos precisam para fazer as suas actividades no dia-a-dia, quer no sector público, quer no privado. Mau grado os congestionamentos que parecem requerer uma outra abordagem, não fácil, pois têm que ver também com problemas estruturais da nossa capital, onde quase todos os serviços estão concentrados nas mesmas áreas e com poucas vias de acesso.

É de registar o aumento da frequência dos autocarros nas estradas das cidades de Maputo e Matola, coisa que num passado recente parecia impossível de acontecer. As pessoas sofrem menos nas paragens que antes. Os estudantes do curso nocturno já não sofrem tanto nas paragens porque regularmente circulam autocarros para vários destinos, o que acredito que melhorará quando se atingir o número mil das viaturas prometidos pelo Governo para todas as capitais provinciais até 2019. Por ai, parece ser possível acabar com a crise de transporte não só nas cidades de Maputo e Matola mas para todas as capitais provinciais.

É claro que é preciso fazer acertos, como a difícil questão dos horários para evitar, por exemplo, situações de autocarros que andam sem passageiros porque de repente muitos destes e com o mesmo destino coincidem nas terminais.

Ai, o sector privado ao qual foi dado primazia na alocação dos novos autocarros tem muito a “beber” das empresas públicas  de transporte de passageiros. Uma “sentada” para a troca de experiências neste capítulo pode ser útil às cooperativas de transporte.

Porém, o novo paradigma, que assumo estar a dar boas indicações em direcção à solução do problema de transporte, não deve se esquecer do serviço público, no seu sentido tradicional, ou seja, as empresas de transporte público, que agora são municipais. É preciso que estas sejam igualmente potenciadas para incentivar a concorrência entre os dois sectores.

LÁZARO MANHICA - Lazmanhica”yahoo.com.br

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