Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

RETOMO hoje o assunto da criminalidade que vai em alta um pouco por todos o país e, de modo particular, aqui pelas bandas do Chiveve.

Na semana passada eu aludia ao que chamava “jovens-catana” que vão rendendo os famigerados “homens-catana” de triste memória, fazendo das suas, semeando luto e criando desgraça no seio das famílias.

A PRM apresentou então alguns membros de uma das muitas quadrilhas que aterrorizam os citadinos usando objectos contundentes, especialmente catanas.

E o que arrepiava e deixava as pessoas atônitas é que os apresentados eram jovens entre 18 e 20 anos, alguns dos quais justificavam que tinham praticado actos criminais sob efeitos de álcool e/ou de estupefacientes.

Um outro dado interessante é que muitos destes jovens são provenientes de famílias que pagam as devidas cauções para os libertarem das prisões sempre que caem nas malhas da justiça.

Assim “trocado em miúdos”, estamos a falar de um “jovem-catana” que é neutralizado, entra na cadeia e o pai ou outro parente vai pagar para ele sair, só que o jovem volta a pegar na catana para assaltar e despojar as pessoas dos seus bens ou mesmo a matar, quando não logra os seus intentos.

Como eu sugeria, no meu modesto entender quando começam a entrar as famílias nesta enroscada toda, então já não podemos reduzir o assunto apenas a esses jovens, como muitas vezes possamos pretender porque as suas acções são, de alguma maneira, produto das dinâmicas desta sociedade em que estamos todos.

Pois, perante o cerco que, de alguma forma, vai sendo imposto não só pela PRM, mas pelas próprias comunidades vítimas dos malfeitores vão sofisticando a sua forma de actuação.

Em conversa com alguns citadinos fiquei a saber que no período chuvoso, nos bairros mais populosos e com casas de construção precária, os bandidos se introduzem-se nas residências pelos tectos.

Ou seja, usando objectos contundentes removem as chapas de cobertura e... lá estão no interior das casas a fazerem das suas.

As pessoas não dormem nos bairros, ou seja, dormem de olhos e ouvidos bem abertos.

A estratégia montada é, quando alguém se apercebe de um movimento estranho, tratar de ligar para os seus vizinhos que acendem imediatamente as lâmpadas da casa.

Assim, não raras vezes, os malfeitores se sentem descobertos e põem-se ao fresco!

Outra táctica, ou sofisticação:

Conta-se que um malfeitor, bem vestido, bom falante e se apresentando disponível a pagar mais do que a tabela em vigor, se aproximou de um taxista dizendo que estava em desavenças com a esposa e que pretendia transportar os seus pertences para mudar de casa.

Não desconfiando de nada, dado o bom aspecto do “cliente”, o taxista acedeu e lá foram. Afinal, era para ir carregar bens roubados. Assim mesmo!

Os malfeitores vão desta forma sofisticando a sua forma de agir. É este o nosso quotidiano.

Eliseu Bento

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