Director: Júlio Manjate   ||  Directora Adjunta: Delfina Mugabe

NUM passado não muito distante, partilhei com os leitores, uma confusão que quase terminava em vias de facto entre dois automobilistas na região de Mucuácua, distrito da Massinga. Tudo por conta de um choque frontal entre duas viaturas que circulavam em sentidos opostos, cerca das sete horas na estrada que liga a sede da localidade de  Malamba e a estrada nacional numero um (EN1).

O motorista da Isuzu KB, com matrícula estrangeira e seus passageiros que se dirigiam à vila da Massinga, partiram para cima do motorista da outra viatura, Toyota Hilux, com chapa de inscrição vermelha, que circulava no sentido Muvamba/Mucuácua.

“É do conhecimento de todos nós que a esta hora, a circulação de viaturas nesta região  é no sentido Malamba/Massinga e não o contrário.  Para onde vai este carro a esta hora”? Questionaram os ocupantes da Isuzu, ao motorista da outra viatura. Eles defendiam que, todas as manhãs, as viaturas da zona, transportam as pessoas para Unguana, Massinga, ou no mínimo até a EN1.

A confusão só terminou quando passageiros de outra Isuzu, que também seguia no sentido Mucuácua/Massinga, tiveram a ideia de remover os dois carros acidentados para restabelecer o trânsito rodoviário interrompido para resolver os problemas com uso da força.

Recordei-me desta confusão na semana passada durante o julgamento de quatro oficiais da PRM acusados de prática de quatro crimes de homicídio qualificado. Consta dos autos que os corpos dos quatro jovens assassinados foram achados por um caçador debaixo de uma tambeira, em Pululo B, localidade de Mavume, distrito de Funhalouro.

O caçador, durante a fiscalização das suas armadilhas, viu trilhos de duas viaturas, sendo uma de roda balão, vulgo pata larga, e outra de rodas finas, despertando-o alguma atenção. O caçador seguiu os trilhos dos carros e mais curioso ainda ficou quando, alguns metros depois, concluiu que as viaturas fizeram manobras, invertendo o sentido da marcha.

“Não é hábito manobras de viaturas nesta região. Não há loja por perto ou outro motivo para estas viaturas não continuarem para Mavume ou em direcção a Cupo”, pensou sozinho o caçador.

Terá sido naquele momento que o homem decidiu seguir duas peugadas de sapatilhas e a aproximadamente 100 metros do local, onde as viaturas fizeram manobras,  avistou quatro corpos debaixo de uma tambeira.

Pois, terá sido por contrariar o hábito local que o crime foi despoletado.

Tal como em Macuácua, distrito de Massinga, há cerca de 10 anos, todas as manhãs, todas as viaturas que passavam desta zona em direcção à EN1 e a partir das 16 horas, faziam sentido contrário. Um movimento diferente deste, era motivo para investigação por parte dos locais. Era espécie de transgressão daquilo que era regra local.

Em Pululo “ B”, em Mavume, distrito de Funhalouro idem. Qualquer manobra de uma viatura, é motivo para suspeitar e desencadear uma acção investigativa de forma a se apurar os prováveis motivos da inversão da marcha, numa coisa que não faz parte dos costumes dos residentes.

Em Mucuácua, assim como em Pululo, os hábitos locais, viraram regras.

Victorino Xavier

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