Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

EM breve vai começar a campanha eleitoral, período em que os partidos políticos, coligações, grupos de cidadãos e seus cabeças de lista se vão apresentar à população em busca de votos para a direcção das 53 autarquias existentes no país.

Confesso que não me simpatizo tanto com este período e explico o porquê: noutras latitudes, a campanha eleitoral é momento de festa e de exaltação da cidadania, em que os concorrentes, através de manifestações, reuniões e de outras actividades exprimem os seus princípios ideológicos, programas políticos, sociais e económicos e respectivas plataformas de governação, quer dos municípios como de outros órgãos do Estado. E para o exercício desta actividade há regras básicas que se observam, rigorosamente, sob risco de pesadas sanções.

Cá, entre nós, não que tais regras não existam. Elas existem, sim, mas permanentemente arrepiadas e sem a devida responsabilização aos infractores, o que faz com que este período seja de confusão e até de pelejas que terminam, desnecessariamente, em sangue. 

Por razões da minha profissão tenho estado a reportar estas actividades, desde que o país abraçou o multipartidarismo, através da Constituição de 1990. Ao longo deste lapso de tempo testemunhei autênticas “batalhas campais”, sobretudo quando as caravanas eleitorais se cruzam, com os membros e simpatizantes de grupos opostos a exercitarem artes marciais, preparando-se para uma verdadeira luta corpo a corpo.

E mais: não me simpatizo muito com esta actividade porque durante a sua prática assiste-se à promoção da mentira e difamação com o intuito de prejudicar o outro; assiste-se à ofensas e ao uso de todos e quaisquer meios para alcançar ganhos políticos, numa verídica mediocridade que em nada contribui para o desejado aprofundamento da democracia, se não mesmo ao estilo moçambicano.

Aliás, devo denunciar que eu próprio, juntamente com um colega de imagem, o já jubilado Felisberto Laíce, fomos alvos da violência eleitoral, protagonizada por certas caravanas, num desses períodos em que os políticos lutavam para chegar a inquilino da Ponta Vermelha e a deputados da Assembleia da República. Tal como eu e o Laíce quantos outros colegas de profissão e inocentes caíram na ira de alguns destes concorrentes, “confundidos” como estando mancomunados com este ou aquele partido/candidato adversário.

O desejável para todos os moçambicanos, de modo particular para os residentes das cidades e vilas que vão acolher as eleições autárquicas, é que os políticos promovam as suas candidaturas de forma ordeira e pacífica, sem rancores uns dos outros e que no fim saibam que jogando limpo, parafraseando o colega e amigo, César Langa, na sua habitual coluna Limpopo, neste matutino, às terças-feiras, quem sai a ganhar são eles próprios que verão os seus programas bem sufragados pelos munícipes e são os munícipes que se sentirão orgulhosos de participar no processo de descentralização e desconcentração governativa.

Se a presente campanha trilhar pela doutrina da ordem e tranquilidade, quem sabe, passarei a simpatizar-me com este exercício, pois, na verdade, o que se pretende é a festa da moçambicanidade.

Salomao Muiambo-(Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

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