Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

AINDA estava no espectáculo que é ir a São Petersburgo, a antiga Leninegrado soviética, nas noites claras, curtir o fenómeno em que o Sol quase parece não se pôr e fica tudo claro como o dia. O caso que impressiona, sobretudo gente como nós, habituados a descansar, quando o Sol se põe e a acordar quando o Sol nasce, não ocorre ali nesses dias de intensa claridade.

É que fosse sempre assim e não somente naquelas três noites claras, seria difícil nós dormirmos, sem o nosso crepúsculo ao anoitecer e a aurora ao amanhecer, com aquela luminosidadede intensidade crescente ou descrescente conforme os casos.

O caso que nos deixou impressionado então nesses dias, foi não ver nenhum desses crepúsculos, mas como se vivessemos com o Sol a toda hora e não nos apetecesse ir dormir, porque no nosso enteder, era ainda dia, mas já passava da meia-noite. Quando, por fim, fomos à cama, apetecia-nos cobrir a cabeça com uma manta, para ficar mais escuro e podermos apanhar sono.

Dissemos na última edição que por causa dessas noites claras, aquela cidade era muito procurada por turistas, gente que queria viver o impressionante fenómeno europeu.

Agora, fora os habituais fusos horários, que existem e temos que respeitá-los, porque marcam o nosso tempo, os europeus querem deixar a dança do relógio, que faziam, sempre que a estação mudava para o verão e sempre que ia para o inverno. Isto é, em 2019, querem deixar de adiantá-lo uma hora em Março e atrasá-lo em Outubro.

Segundo eles, avançar e recuar os relógios traz efeitos negativos para a saúde e também aumenta o índice de acidentes rodoviários. A poupança de energia, que era a motivação inicial do sistema, não se verifica. Contrariamente, o corpo humano tem sempre de se adaptar às mudanças.

A Comissão Europeia indica que a última mudança obrigatória para a hora de verão ocorrerá no domingo, 31 de Março de 2019, após o que os Estados-Membros que pretendam passar de forma permanente para a hora de inverno possam fazer uma última alteração sazonal no domingo, 27 de Outubro de 2019. Após essa data, as mudanças sazonais deixam de ser possíveis. Bruxelas quer evitar a descoordenação dos países e problemas como custos mais elevados do comércio transfronteiriço e a menor produtividade na prestação de bens e serviços.

Os três fusos horários em vigor na União Europeia são a hora da Europa Ocidental, para a Irlanda, Portugal, Reino Unido, a hora da Europa Central, seguida por 17 Estados-Membros, e a hora da Europa Oriental, aplicada na Bulgária, Chipre, Estónia, Finlândia, Grécia, Letónia, Lituânia e Roménia. Aqueles que escolherem a hora de verão mudam automaticamente para o fuso horário seguinte, ou seja, de mais uma hora.

Nós, como africanos, aqui no sul de Sahara, só nos podemos dar como tendo alguma sorte, por não estarmos nesta balbúrdia, nem agora nem depois. Continuamos com o relógio no mesmo ponto, o mesmo só muda quando está atrasado, pois, aí, somos obrigados a acertar com o relógio do vizinho.

Alfredo Dacala- Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction