Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

A BOA nova veio semana passada do Vaticano: O Santo Padre poderá efectuar uma visita apostólica à Moçambique, já no próximo ano.

A manifestação do interesse foi feita pelo próprio Papa Francisco, em resposta a um convite que lhe foi formulado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no decurso da visita oficial que efectuou de 13 a 14 de Setembro corrente à Santa Sé.

“Se tiver saúde certamente que no próximo ano visitarei Moçambique” – assim respondeu o Sumo Pontífice ao referido convite.

Uma coisa é certa: a manifestação do interesse, por si só, não é bastante para que tal visita ocorra. A preparação de uma deslocação apostólica do Papa ao estrangeiro leva o seu tempo. Até pode durar um ano. Da logística às medidas de segurança.

Para nós, moçambicanos, esta visita é muito bem vinda, na medida em que constituirá uma oportunidade para mostrarmos ao Sumo Pontífice e, já agora, a todo o mundo, como o nosso país se reergue depois de vários anos de conflito armado e de hostilidades militares.

Hoje em dia, desfrutamos da paz, ainda que ténue. Porém, é digno salientar que todos os actos que nos conduziram ao alcance dessa paz, repito, ainda que ténue, ocorrem com o envolvimento intrínseco da Igreja Católica de que Francisco é honroso governante. A Igreja esteve, desde a primeira hora, nas negociações entre o Governo e a Renamo visando o alcance da paz e a Comunidade de Sant´Egídio, em particular, tornou-se a face mais visível da mediação, o que tornou possível a assinatura do Acordo Geral de Paz, precisamente em Roma – a capital da Itália, lá, onde reside o Padre-Santo.

Para o ano, o Chefe da Igreja Católica poderá visitar Moçambique. Certamente que quererá ver, “in loco”, os frutos da paz alcançados com a mediação da Igreja. É verdade que paira, nos dias que correm, uma nova ameaça de violência, desencadeada por indivíduos cujo rosto continua invisível. Porém, Francisco virá com ensinamentos antigos da Igreja segundo as quais “a política é uma sublime vocação, é uma das formas mais preciosas de caridade porque busca o bem comum” (Evangelii Gaudium, 205). Aliás, servirá, este ensinamento, para unir os moçambicanos nesse bem comum que é a paz e concórdia.

Agora, habituados a deixar tudo para a última hora, é preciso que os moçambicanos se preparem desde já para acolher com alegria e entusiasmo o Papa Francisco, à semelhança do que aconteceu, em 1988, quando João Paulo II visitou o nosso país. Milhares de pessoas oriundas de todos os cantos do país e até de alguns países vizinhos foram ao aeroporto e “tomaram de assalto” todo o percurso até ao centro da cidade, com fortes medidas de segurança, claro, desejando as boas vindas ao Papa.

Vamos conferir a Francisco igual hospitalidade e, por que não, ainda melhor que conferimos a João Paulo II, porque experiencia, neste capítulo, acumulamos. Vamos dizer “obrigado” à Igreja pelo “patrocínio” ao diálogo para a paz. Vamos mostrar Sua Santidade que o nosso compromisso é com a paz e o desenvolvimento, e que a sua vinda à Moçambique servirá de bênção para que, tão cedo quanto antes, alcancemos o tão almejado bem estar político, económico, social e cultural.

Apesar do convite ter sido formulado pelo Estado moçambicano para que o Papa Francisco se desloque a Moçambique, a Igreja tem o seu papel não menos importante a desempenhar da preparação à recepção e consequente acompanhamento de todos os actos que constituirão a visita do Padre -Santo.

O que devemos fazer, todos em conjunto é, pois, continuarmos a rezar para que Francisco tenha mais saúde de modo a que no próximo ano visite Moçambique.

Salomão Muiambo - (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

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