Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

NOS tempos que lá vão, os convívios eram realizados nos quintais das residências, envolvendo no conjunto de todo o processo da sua preparação os membros da família, vizinhos e amigos mais chegados. Era assim em situações de casamentos, aniversários, entre outros eventos sociais.

A família, os vizinhos e amigos mais chegados é que preparavam as comidas e serviam aos convidados.

Nos tempos que correm, as coisas mudaram de figura, não só nas grandes cidades, assumindo-se como uma nova tendência da nossa sociedade. Hoje, quem quer organizar uma festa de casamento, aniversário ou um qualquer outro tipo de evento que junte pessoas para confraternização contrata serviços. Assim sendo terá, obrigatoriamente, de envolver terceiros que providenciam desde os talheres, passando por pratos, cadeiras, mesas, havendo até situações em que os organizadores do acto apenas se apresentam à mesa, ficando tudo sob responsabilidade dos contratados. É assim quando o assunto envolve grandes empresas do ramo.

Este tipo de serviços poupa esforço físico aos membros da família organizadora do evento e permite que estes participem de forma efectiva no convívio com os seus convidados, além de fazer jus à ideia de que para as coisas saírem bem, como mandam as regras, é preciso deixá-las com os profissionais.

A moda pegou de tal forma que um convívio dos que fiz referência acima, se não tiver serviço contratado, não satisfaz, correndo o risco de cair na desqualificação, uma tendência que a pouco e pouco vai deixando até de se circunscrever ao meio urbano.

Nos nossos distritos e vilas já se publicitam serviços de catering, o que até tem um lado positivo porque significa oportunidade para o surgimento de empreendedores nesta área e ao longo de toda a cadeia de valor associada à actividade.

Tudo bem! É inegável que isto reflecte um estágio da maneira de ser e de estar na nossa sociedade.

Aliás, esta tendência leva, nalgum momento, a que alguns se inibam de realizar qualquer tipo de evento, em nome da organização que, eventualmente, possa não ir de acordo com o que se fez em A e B, adiando até sonhos bem antigos.

Porém, nem sempre a tranquilidade e o relaxamento que se pretende com a adjudicação de tais serviços, fora a moda, são alcançados devido a má-fé ou algum tipo de atitudes que se está a enraizar na nossa sociedade, nomeadamente a propensão de se apropriar de coisa alheia.

Conta um conhecido meu que num certo casamento o noivo teve de abandonar, por alguns instantes, a noiva para, na companhia dos padrinhos, barafustar com o pessoal do serviço contratado porque o que o homem via disponibilizado nas mesas não correspondia ao esmero feito para a satisfação dos seus convidados e a razão era única: as coisas estavam a ser desviadas, num esquema muito bem montado por alguns membros do staff da empresa contratada para prestar serviço no evento.

Fiquei a saber que gente há que paga para merecer uma atenção especial dos serventes durante as cerimónias. Os que pagam, no meio dos convivas, ganham um tratamento diferenciado, ficando com o copo cheio do princípio ao fim do evento. São coisas dos convívios na nossa sociedade, onde tudo acontece.

LÁZARO MANHIÇA-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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