Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

ELAS só têm de ser geridas com base em critérios verdadeiramente empresariais. Elas só têm de seguir os princípios universalmente conhecidas, aquelas que orientam qualquer tipo de negócio. Sendo o seu foco a geração de rendimento, não podem, não devem, se desviarem desse objectivo. Daí exigir-se que sejam geridas por pessoas com competências técnicas reconhecidas.

Daí exigir-se também e, principalmente, que as equipas às quais é confiada a sua gestão, tenham preparação adequada para as funções que os processos de gestão a serem adoptados obedeçam a critérios rigorosos e recomendáveis, que os processos de gestão sigam aquilo que considero cadernos de encargos elaborados criteriosamente e que visem responder aos objectivos e missão institucional, que os perfis dos técnicos estejam de acordo com às funções para as quais são indicados, e que os critérios de recrutamento dos técnicos (inclusive a dos dirigentes) tenham em atenção as linhas definidas no “caderno de encargo”.

Outro aspecto que considero crucial para uma gestão de sucesso de uma empresa pública é este: na indicação (pelo governo) dos conselhos de gestão para a direcção das empresas, deve, na minha opinião, prevalecer o factor competência técnica em detrimento da confiança política. Pois, porque um homem de confiança ao nível político pode não reunir as condições necessárias para dirigir um empreendimento sócio-económico. É verdade que um indivíduo pode reunir as perfomances política e técnica, sendo que nesses casos a escolha pode ser a mais feliz, devido aos dois factores.

Há mais um aspecto que considero determinante para o sucesso de uma empresa pública. As empresas do Estado devem ser geridas de forma independente. Sem qualquer tipo de interferência. As decisões estratégicas e de gestão corrente devem ser tomadas única e exclusivamente pela equipa à qual foi confiada a missão de “levar o barco a bom porto”. É que, qualquer tipo de interferência externa pode resultar num naufrágio, como aliás foi acontecendo ao longo dos últimos anos com algumas das muitas empresas públicas.

De resto, temos exemplos de uma empresa pública que, tendo “abraçado”, num passado não muito distante, formas de gestão verdadeiramente empresarial, e, “fugindo” de interferências externas, nocivas, logrou resultados nunca antes conseguidos. Começou por adoptar novosmodus operandi/faciend no que ao recrutamento do seu corpo técnico diz respeito. Desenhou e implementou formas de gestão consentâneas com os objectivos pré-estabelecidos. Como resultado, recuperou de uma situação de quase asfixia para uma situação de desafogo económico/financeira. Tão bons foram os resultados conseguidos pela empresa que o dirigente máximo – que havia sido dado por “empréstimo”, foi chamado a regressar à casa pelo emprestador. Estou a falar da Electricidade de Moçambique que, como estamos recordados, poucos anos antes envergonhava o país e seus cidadãos devido a escândalos de corrupção envolvendo gente graúda lá da casa.

A “ementa” utilizada pela empresa Electricidade de Moçambique é, ou pode ser válida para qualquer outra empresa; quer seja do Estado, quer seja privada. Resumindo: as empresas públicas podem sim, ser rentáveis…

Marcelino Silva

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