Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

QUANDO em 2012 procedeu-se ao lançamento da primeira pedra para a construção da maior ponte suspensa de África, ligando Maputo a KaTembe, ninguém, repito, mas ninguém mesmo, acreditava que seis anos depois aquilo a que se designava de projecto seria hoje uma realidade.

Amanhã iremos testemunhar a sua inauguração num ambiente, acredito, rodeado de pompa e circunstância.

Sobre o impacto social desta infra-estrutura, construída de raiz, já tanto se falou, desde a facilitação da circulação de pessoas e bens vivendo em cada lado da baía, deixando de depender exclusivamente do ferryboat, passando pelo desenvolvimento do Distrito Municipal da KaTembe, considerado cidade do futuro, até mesmo a promoção do turismo, tendo em conta a dinâmica e as características arquitectónicas da ponte. Cidades do futuro porque já se desenham por lá vários projectos de desenvolvimento, o que irá promover o emprego, sobretudo para a camada juvenil. Ela faz parte das 60 melhores, maiores e mais bonitas pontes do mundo.

Moçambique deve, pois, orgulhar-se de possuir esta infra-estrutura. Ela custou muito dinheiro. Fala-se de coisa como 785 milhões de dólares financiados pela China, em jeito de “chave na mão”, ou seja, o gigante asiático tratou de todo o processo da construção da obra, entregando a obra concluída a Moçambique. E como valorizar estes milhões que, na óptica de muitos cépticos à construção da ponte poderiam ter sido investidos em outros sectores sociais básicos, como a Educação, Saúde e Agricultura?

Acho que devemos estimar esta obra tal como estimamos a nossa casa, o nosso automóvel, a camisa ou as calças que trajamos, a nossa esposa ou esposo, os nossos filhos, enfim, tratando-a tal como nos será recomendado pelos sinais de trânsito implantados ao logo da rodovia e também às normas estabelecidas pela empresa responsável pela obra.

Uma educação cívica dos automobilistas, e não só, é necessária para que, por exemplo, não joguemos nada pela janela porque, para além de constituir um atentado à saúde da ponte, por baixo desta está o Porto de Maputo e outras empresas, podendo causar perturbações ao seu normal funcionamento. Aliás, isto de jogar objectos pela janela não deve ser somente em relação à ponte mas em todas estradas, mesmo nas que não fazem parte deste projecto. Assim contribuamos para a higiene destas importantes infra-estruturas e contribuimos também para a sua longevidade. Portanto, para além das normas que regulam a circulação nesta rodovia precisamos de uma rigorosa fiscalização para que os infractores sejam exemplarmente responsabilizados. Nós cobiçamos quando viajamos para outros lugares como a vizinha África Sul, onde encontramos quase tudo em ordem. Aliás, numa das minhas travessias para aquele país tive que “acudir” uns compatriotas interpelados pela Polícia a se livrarem de certa pressão do organismo nas bermas da N4. É assim que eles se comportam quando estão do lado de cá da fronteira, habituados à impunidade. Lá as coisas são outras e a Polícia é implacável quanto à exigência no cumprimento das regras estabelecidas, não só na circulação rodoviária, como noutros sectores de actividade.

Portanto, preservemos a Ponte Maputo/KaTembe - orgulho da nossa moçambicanidade.

Sugiro, pois, a criação de um museu (não sei se a designação é mesmo esta) onde estará patente a história completa da construção da ponte, à semelhança do que vemos, por exemplo, nalguns momentos. Tal serviria de consulta para os estudantes para além de que seria importante fonte de atracção turística com as receitas daí decorrentes.

Salomão Muiambo-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

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