Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

PERCEPÇÕES: Cortar o mal pela raiz - Salomão Muiambo - (Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.)

 

A LIÇÃO “cortar o mal pela raiz” ensina-nos que devemos eliminar qualquer que seja o problema antes que ele piore. E para eliminá-lo é preciso ir à raiz, ou seja, à essência desse mesmo problema, tal como fazemos quando pretendemos, por exemplo, aniquilar uma árvore.

Só que, infelizmente, não é o que acontece entre nós. Quando identificamos um problema, ao invés de eliminá-lo a partir da sua essência, vamos às folhas e aos galhos e deixamos a raiz. Mais tarde, tomamos a consciência de que tal mal prevalece e, talvez, com raízes muito profundas tornando-se difícil eliminá-lo, mesmo usando catanas, machados e toda a força de que dispomos.

Vem o longo e complicado introito a propósito de um mal, ainda em embrião, que germina nas zonas adjacentes à recém inaugurada Ponte Maputo-Katembe e ao longo da estrada que liga Katembe à Ponta de Ouro e Bela Vista-Boane: a ocupação destes espaços por vendedores informais. Se nada se fizer para “cortar o mal pela raiz”, não tardará o surgimento de barracas para a venda de “comes e bebes” e bebidas alcoólicas, o que, vergonhosamente, tiraria a beleza arquitectónica da majestosa Ponte Maputo-Katembe e estradas adjacentes e, como se tal não bastasse, colocaria em permanente estado de insegurança os principais utentes desta infra-estrutura socioeconómica e turística.

Ao longo dos primeiros dias da abertura da via, vimos actos de arrepiar os cabelos: indivíduos desfilando ao longo da ponte, umas comendo e bebendo, outras dançando ao som de música diversa e, muitas outras, fazendo fotografias, mesmo sabendo-se de antemão que é vedada a circulação de peões ao longo da obra. Os mais atrevidos, depois de consumirem tanto álcool, livravam-se de certas necessidades biológicas em qualquer lugar, num gesto atentatório à beleza da ponte e, se calhar, mais do que isso, à saúde pública.

Ora, inspirei-me na lição “cortar o mal pela raiz” para chamar atenção aos “donos” da estrada para a necessidade de não deixarem o mal enraizar-se porque, se tal acontecer, nem com machadadas, nem com catanadas conseguirão exterminá-lo. Os vendedores informais que procuram tomar de assalto as zonas adjacentes à ponte devem ser afastados, nem que isso implique o destacamento permanente de uma unidade policial canina para evitar, mais tarde, o que aconteceu, por exemplo, quando se construía a ponte em que os vendedores informais do “Nwankakana” recusavam-se a abandonar a zona pedindo indemnizações. Aliás, uma recusa que, acredito, acabou tendo a sua influência nos prazos da conclusão e consequente entrega da infra-estrutura.

Aos demais prevaricadores, refiro-me concretamente aos que violam as regras estabelecidas, abrigando-se debaixo da ponte, urinando ou atravessando-a de uma margem para a outra, baixando os níveis de segurança no que tange à circulação rodoviária, esses devem ser chamados à razão através de medidas punitivas.

 

Repito que se estes males não forem cortados pela raiz corremos o risco de a Ponte Maputo-Katembe e a reserva das estradas para a Ponta de Ouro, Bela Vista e Boane, inseridas no mesmo projecto, virarem corredor da morte, com prejuízos incalculáveis daí decorrentes.

 

Template Settings

Color

For each color, the params below will give default values
Tomato Green Blue Cyan Dark_Red Dark_Blue

Body

Background Color
Text Color

Header

Background Color

Footer

Select menu
Google Font
Body Font-size
Body Font-family
Direction