Director: Júlio Manjate   ||  Director(a) Adjunto(a): 

Timbilando: Excesso de velocidade (Alfredo Dacala-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

 

NÃO restam dúvidas para ninguém que os nossos automobilistas andam cheios de pressa nas estradas do país. Andam cheios de pressa por tudo e por nada. Parecem protagonistas daquela história do “metro” num desses países desenvolvidos em que alguém se atrasa a apanhar o dito cujo e fica tão desesperado que parece atingido de morte. Então, quando o interlocutor o questiona sobre a hora em que passará o “metro” seguinte, ele responde “daqui a um minuto”. O outro fica a reflectir sobre a razão de tanto desespero.

Andamos com pressa para nada. É ver o desespero dos peões nas passadeiras, que têm de correr ou lançar-se fora da estrada, por causa da falta de respeito dos condutores. Essas correrias dos carros são o resultado de muitos acidentes de viação, que provocam mortes, muitos feridos graves, ligeiros e danos materiais. Muito luto desnecessário e vários estropiados nas camas dos hospitais e em casa.

Não sei se depois de se envolverem nesses acidentes as pessoas param um pouco ou não para pensar sobre isto. Param para pensar no que havia de acontecer “se tivessem circulado em velocidade moderada, quantas vidas teriam poupado?”.

No domingo presenciei um desses acidentes, por causa do excesso de velocidade gratuito. Sem razões para o sucedido, senão a falta de cumprimento das regras de trânsito, falta de atenção e da aplicação daquilo que os instrutores andam sempre a cantar nas aulas de condução: condução defensiva.

Ali no entroncamento entre as avenidas Joaquim Chissano e Acordos de Lusaka, domingo de manhã, os semáforos não funcionavam, coisa normal nesta cidade e na  Matola, em que é sorte encontrar este tipo de reguladores de trânsito a funcionar.

Como o semáforo não funcionava, quis o diabo que dois destes amantes de velocidade se encontrassem ali no entroncamento entre as duas avenidas. A regra diz que nestas circunstâncias tem que se aplicar a prioridade à direita.

Um ia para os lados do Infulene vindo da zona da Coop e outro em direcção à Praça dos Heróis, conduzindo pela Acordos de Lusaka. Causaram ali uma grande faísca, com muitos danos materiais e imobilização dos veículos, que ficaram a estorvar por muito tempo as vias de circulação, sem necessidade nenhuma.

Os dois estavam a correr é certo, mas um pensava que tinha prioridade porque estava a andar numa estrada grande (Acordos de Lusaka) e o outro sabia da prioridade à direita. Então encontraram-se no meio, em grande estrondo.

Depois, o pior disto, é que andamos sempre em excesso de velocidade e só nos recordamos que o carro tem travões quando vislumbramos um acidente de viação. Aí sim é que reduzimos a velocidade, admiramos os estragos e poucos minutos depois aceleramos para o infinito.

Aquele acidente não teria ocorrido se obedecessem as regras de estrada para entroncamentos sem regulação de semáforo, bastando darem-se a devida prioridade. Mas parece que em vez de seguir as regras, os condutores quiseram que reinassem a lei do mais forte e os dois acabaram por ficar ali a fazer contas à vida.

A gente fica encantada quando conduz noutro lado da fronteira, em que se vê veículos dando-se prioridade, com a maior naturalidade possível. Nos entroncamentos ou cruzamentos desta natureza, todos fazem o “stop” necessário e só vai embora quem chegou primeiro e ai de ti se quiseres fazer confusão em relação à ordem de chegada. E as coisas funcionam “numa boa”.

Nós temos as nossas regras e nem sequer as cumprimos nestes casos, sendo a última das quais, a condução defensiva.

Como toda a gente está em correria por tudo e por nada, outro dia vimos um jovem, num destes engarrafamentos de fim-de-semana, andando em sentido contrário e em “zigue-zague”, ultrapassando toda a gente da fila, o que causou grande espanto.

Minutos depois, chegamos a um lugar de barracas e ali estava ele sentado com amigos, bebendo uma cerveja. Aquilo, afinal, era o motivo de tanta grande velocidade e circulação em sentido contrário? Ir beber uns copos com amigos?

Há cada uma nas nossas estradas.

 

 

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