Limpopo: Festas com cidades “fantasmas” (César Langa-Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

CABE a devidas autoridades, como são os casos de Polícia, Saúde, Migração, entre outras, fazer o balanço de qualquer que seja o evento que se revista de dimensão nacional, ou mesmo internacional, como foi o caso da quadra festiva, marcada pelo Dia da Família e de Ano Novo. Entretanto, sem nenhum pedido de autorização, talvez por irreverência da minha parte, também tomo a liberdade de fazer a “minha retrospectiva”, claro que ao meu critério, do que foram as festas terminadas há uma semana.

Estamos, agora, em momento de reflexão, depois do movimento algo diferente, ainda que não tenha sido de surpresa. Esta reflexão pode ser feita com orgulho, por alguns, de igual forma que pode ser com despresunção, por outros, por diferentes razões. Há os que sabem controlar as emoções e, por via disso, racionalizarem os gastos. Estes formam o grupo dos orgulhosos. Outros há que, tendo meios ao seu dispor, esquecem-se dos dias que se seguem e “acordam” das festas às lamentações. São os elementos do segundo grupo.

Feliz ou infelizmente, são cenários que se repetem anualmente, ainda que conselhos para tal nunca faltem e que contra eles, os argumentos também são abundantes. Alguns chegam mesmo a afirmar que se conselhos fossem bons nunca se dariam grátis. É que, lamentavelmente, para o mal existem mais argumentos do que para o bem, para a infelicidade da nossa existência, neste mundo.

Na minha modéstia retrospectiva sobre a quadra festiva, de entre vários acontecimentos, pude reter um factor tão curioso quanto importante, em razão da sua raridade. Como disse, não vou aqui falar dos números dos acidentes, nem de outros acontecimentos que, oficialmente, têm sido considerados marcantes (positiva e negativamente) pelas autoridades competentes. Quero fazer referência ao “acantonamento” de grande parte dos cidadãos que durante longo período desta quadra decidiram recolher-se aos seus aconchegos, entre familiares e amigos, fugindo da exposição aos perigos nas estradas que estas ocasiões propiciam.

A cidade de Maputo ficou fantasma no dia 25 de Dezembro, pois com a devida antecedência, os convivas se fizeram aos respectivos locais, regressando às proveniências depois das emoções, acontecendo o mesmo na festa do fim do ano. Na Ponta d’Ouro, na Província se Maputo, grande parte dos cidadãos que preferiam aquela praia e sem meios suficientes para o alojamento, optaram por passar a noite ao relento (qual Praia de Copa Cabana, no Brasil), evitando “brincar” na estrada que os levaria de volta à cidade capital, ainda que esta ideia levasse consigo consequências de índole higiénica e até ambiental.

Na Cidade de Xai-Xai, idem. Depois do congestionamento do tráfego rodoviário, até ao princípio da noite do dia 31 de Dezembro, para os “últimos acertos”, a compensação veio nos dias seguintes até ao segundo dia do ano, com as estradas “completamente desertas”, facto agravado pela “folga” de alguns estabelecimentos comerciais.

Conta-me um amigo que, depois da virada, na companhia de sua esposa, saiu do quintal para os abraços de praxe, com alguns vizinhos, mas teve de recolher aos aposentos o mais rápido que pôde, pois nas ruas não viu vivalma.

Os objectos pirotécnicos poluíram a audição, o fogo de artifício coloriu o céu, mas tudo isto durou muito pouco, pelo menos onde estive e em lugares de que tive relatos. De outros factos falarão os outros, mas acabei sendo marcado por esta nova maneira de viver a quadra festiva. Jogando-se limpo(po)...

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