CONSONÂNCIAS: Na terra de Erasmo de Roterdão  (Sauzande Jeque)

 

DIMINUIR o nível de sinistralidade nas nossas estradas, só depende dos moçambicanos. E o drama dos acidentes de viação é semelhante aos problemas de higiene e limpeza nas nossas cidades. Assim como o lixo que não se combate apenas com o aumento de camiões de recolha dos resíduos sólidos, mas com o crescer da urbanidade dos seus habitantes; os acidentes de viação precisam de usar o mesmo remédio.

Todos os utentes da via pública devem respeitar as vidas dos outros e das suas próprias vidas. Enquanto cada um continuar a atirar as culpas aos polícias e aos governos do dia, sem cumprir as suas obrigações individualmente, nenhum destes problemas será resolvido.

Os outros, os mais desenvolvidos do que nós, também reconhecem que não é fácil eliminar estes problemas, mas todos são obrigados a cumprir rigorosamente com as suas obrigações. As sanções referentes ao incumprimento destas regras são pesadíssimas e profundamente desencorajadoras.

A Holanda, a Alemanha, a Suíça e muitos outros países europeus, aplicam multas que são capazes de obrigar o automobilista a vender a sua viatura, para custear todos os encargos. Isto quer dizer que, uma vez estabelecidas as normas, as estruturas competentes investem na fiscalização rigorosa, para que não haja infractores.

A titulo de exemplo, muitos autocarros e outros transportes públicos, não possuem cobradores. A pessoa, antes de entrar no autocarro, trata logo de comprar o bilhete de passagem. E no portão existe um mecanismo electrónico que faz a verificação dos bilhetes ou cartões. Mas se algum passageiro passa por cima destas normas, quando é apanhado, a punição é mesmo severa.

Para além de criar um rombo enorme no salário mensal, o infractor é registado juridicamente, com o risco de apanhar sanções mais pesadas, caso seja reincidente.

Bom, meus caríssimos, a série das crónicas de viagem à Holanda, termina por aqui. Geralmente, este tipo de relatos sempre sabe a pouco para quem conta, mas tudo o que começa tem que ter seu fim.

Muito ainda ficou por partilhar, como é o caso da Eindhoven, que é considerada como cidade universitária, por possuir muitas instituições tecnológicas do ensino superior, cujo foco é virado para Ciências Aplicadas, aquilo que chamamos “o saber fazer”. Eindhoven é cidade berço dos irmãos Philips que em 1891 iniciaram a fabricação de lâmpadas de filamento de carbono.

E por falar em lâmpadas, também ficou por cronicar sobre o famoso distrito da luz vermelha na cidade de Amsterdam, zona onde funcionam os prostíbulos e bastante concorrida pelos turistas. Lembrar que na Holanda, a prostituição é legal e é exercida em locais bem definidos. No tal distrito da luz vermelha, no coração da cidade capital, as prostitutas se exibem nas montras das suas casas, para os clientes que passam na rua. Essa exposição sexual, que é feita como qualquer outro produto comercial, nunca fez da sociedade holandesa menos decente, no concerto das nações.

Os donos orgulham-se de ser um país sem muitas proibições, mas de muita liberdade. E os factos revelam que, apesar de ser uma terra onde o consumo da droga é também legal, Holanda apresenta um baixo nivel de criminalidade. Basta recordar que no início desta década que está a terminar, o Ministério de Justiça dos Paises Baixos chegou a anunciar que fecharia oito instituições prisionais, e reduziria 1.200 postos de trabalho do sistema penitenciário, simplesmente, por falta de bandidos.

Forte abraço.

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